Erasmo Gonçalves, do restaurante Clube XV, morre aos 85 anos
Mogi das Cruzes perde nesta sexta-feira (27), o comerciante Erasmo Gonçalves, que durante quatro décadas comandou o restaurante Clube XV, conhecido pela tradicional picanha grelhada servida na chapa, no Mogi Moderno. Familiares e amigos prestam as últimas homenagens a ele nesta manhã, no Velório Municipal Cristo Redentor, de onde o corpo será levado às 13h30 […]
27/11/2020 11h27, Atualizado há 68 meses
Mogi das Cruzes perde nesta sexta-feira (27), o comerciante Erasmo Gonçalves, que durante quatro décadas comandou o restaurante Clube XV, conhecido pela tradicional picanha grelhada servida na chapa, no Mogi Moderno. Familiares e amigos prestam as últimas homenagens a ele nesta manhã, no Velório Municipal Cristo Redentor, de onde o corpo será levado às 13h30 para o sepultamento no Cemitério São Salvador, no Parque Monte Líbano.
Ele morreu por complicações decorrentes de uma cirurgia na próstata, realizada na semana passada. Após o procedimento, Eramos ficou bastante debilitado e não reagiu.
Além da ligação com a culinária, Erasmo também guardava várias histórias do futebol mogiano, que eram recontadas nas fotografias expostas em murais no restaurante Clube XV. Ali, ele, que iniciou carreira aos 14 anos no Comercial e também jogou no União, Vila Santista, São João, Pedra Santa e 1º de Setembro, revivia os bons tempos em campo nas conversas com os clientes.
Nascido em Ipaussu, no Interior do Estado de São Paulo, Eramos chegou a Mogi das Cruzes ainda criança, aos 10 anos de idade, com os pais, o barbeiro Cecílio Gonçalves e a dona de casa Madalena Bacin Luiza Gonçalves. Para ajudar a família, começou a engraxar sapatos na antiga rodoviária (Praça Firmina Santana), onde o pai tinha o Salão Marabá, e a carregar malas de viajantes e de vendedores que vinham para cá trazendo produtos de mostruário para oferecer aos comerciantes da cidade.
Anos mais tarde, ingressou no curso de Mecânica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e na Mineração Geral do Brasil. Também trabalhou na Suzano Papel e Celulose; em uma fábrica de rolimã da rua Dr. Ricardo Vilela; e na Vulcan, até que aos 17 anos se tornou comerciante. Comandou o Bar do Erasmo, no antigo Largo 1º de Setembro (Francisco Ribeiro Nogueira), outro estabelecimento na rua Campos Salles e o Manjaré, na Flaviano de Melo.
Em 1982, montou o Clube XV, que teve o nome inspirado em um time de futebol de salão, onde começou servindo canjas na madrugada e depois passou a se especializar em picanha grelhada.