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Familiares cobram soluções para furtos no Cemitério São Salvador, em Mogi; veja fotos

A série de furtos no Cemitério São Salvador, em Mogi das Cruzes, continua sendo preocupação para os mogianos que estão enfrentando os prejuízos causados pelos infratores. O assunto chegou a ser tema de reunião entre vereadores e de indicação aprovada na Câmara nesta terça-feira (21), pedindo à Prefeitura medidas de segurança no local. O empresário Eduardo Pierucetti […]

Por O Diário
22/03/2023 15h44, Atualizado há 40 meses

A série de furtos no Cemitério São Salvador, em Mogi das Cruzes, continua sendo preocupação para os mogianos que estão enfrentando os prejuízos causados pelos infratores. O assunto chegou a ser tema de reunião entre vereadores e de indicação aprovada na Câmara nesta terça-feira (21), pedindo à Prefeitura medidas de segurança no local.

O empresário Eduardo Pierucetti afirma que “a história de Mogi está sendo furtada! As pessoas que estão aqui (cemitério São Salvador) tornaram a cidade no que ela é hoje. Desde os mais humildes até os grandes empresários, cada um teve um papel importante nesse processo e devemos prezar por isso”, defende.

LEIA MAIS: Famílias Pieruccetti e Oliver protestam contra sequência de furtos em cemitério de Mogi

A frustração, no entanto, é reforçada pela falta de posicionamentos claros sobre quais providências serão tomadas para inibir os furtos, tanto por parte da Prefeitura de Mogi, como da segurança pública, após os registros de boletins de ocorrência.

Kathy Francine Oliver, sobrinha do Cabo Diogo Oliver, um dos revolucionários mogianos que dá nome a uma das ruais centrais da cidade, está entre um dos familiares afetados que, desde o último dia 17, tem ido diariamente ao São Salvador para cobrar respostas e a implantação de câmeras de monitoramento, além da contratação de vigias.

“Eles querem mostrar serviço construindo parte de um muro, alegando que é isso que vai solucionar o problema, mas não acredito que vá adiantar. É um desrespeito, sinto uma desonra… Nem a memória de um mogiano que morreu lutando pode ser preservada com dignidade”, lamentou Kathy, mencionando sobre a falta de esclarecimentos nas últimas idas diárias ao cemitério.

O local, com 150 anos de história, é conhecido por sepultar pessoas de famílias conhecidas, como Oliver, Pierucetti, Alabarce, Abe, entre outras. Sepulturas de diversas famílias foram alvo dos criminosos.

“São 5, 10, 20 gerações de mogianos que fizeram a história dessa cidade. Nós não podemos deixar a situação como está!”, afirmou Eduardo.

Com seis portões na área, durante uma visita da reportagem de O Diário, foram identificadas inúmeras sepulturas com a ausência das placas, outras sem as imagens sacras originalmente implantadas, sem os portões e até casos em que as fotos com as molduras em metais foram subtraídas. A impressão é de jazigos de “pessoas anônimas”, sem nomes ou datas de óbito.

A entrada e saída de visitantes sem controle também dá crédito às informações de que até à luz do dia os furtos acontecem, sem levantar suspeitas, devido à falta de seguranças para impedir o crime.

Não apenas as sepulturas se tornaram alvos de furtos, mas até as capelinhas construídas para algumas famílias. Em sua ida ao local, nesta quarta-feira (22), Kathy registrou os estragos de uma dessas construções que não escaparam das ações criminosas.

“Conversei com o rapaz que trabalha para a família Assis, que tem essa capelinha particular, e ele explicou que tinha feito um restauro na semana passada. Retornando hoje para terminar, ele a encontrou desse jeito”, contou ela, ao enviar imagens dos ornamentos da pequena casa recém-pintada com partes danificadas.

O Diário cobrou novamente um posicionamento por parte da administração municipal sobre medidas que serão tomadas e recebeu a seguinte resposta: “A Prefeitura de Mogi das Cruzes informa que as Secretarias Municipais de Segurança e de Infraestrutura Urbana estão discutindo ações a curto e médio prazos para a melhoria na segurança do cemitério São Salvador e para prevenir a ocorrência de furtos. Entre as ações que estão sendo discutidas e deverão ser adotadas inicialmente estão o aumento do muro em alguns pontos para evitar o acesso e o fortalecimento e intensificação do patrulhamento do entorno pela Guarda Municipal”, trouxe a nota.

A Prefeitura diz, ainda, as duas pastas também estão estudando outras intervenções na área interna do cemitério que poderão ser implementadas a médio prazo, como por exemplo a implantação de iluminação no local. “Estas ações estão em discussão para verificação de viabilidade e efetividade para combater os casos que vêm sendo registrados. Atualmente, o cemitério já conta com cercas do modelo concertinas nos muros, para prevenir invasões”, acrescenta.

Por fim, a administração municipal reforça a orientação às famílias de que sejam elaborados boletins de ocorrência sobre os casos e que a administração do cemitério seja informada sobre a ocorrência de furtos. “Além disso, a população pode auxiliar neste trabalho de segurança, denunciando movimentações ou comportamento suspeitos pelo telefone 153, da Guarda Municipal, que atende 24 horas por dia”, conclui a nota.

 

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