Idosos em casas de acolhimento poderão ser apadrinhados em Mogi das Cruzes
A Câmara de Mogi das Cruzes aprovou o projeto de lei que determina a criação da lei de estimulo ao apadrinhamento afetivo de idosos no município, especialmente aqueles que estão sob os cuidados de entidades governamentais e não governamentais em tempo integral, muitos são doentes e outros carentes de afeto e atenção, já que a […]
17/05/2022 17h29, Atualizado há 51 meses
A Câmara de Mogi das Cruzes aprovou o projeto de lei que determina a criação da lei de estimulo ao apadrinhamento afetivo de idosos no município, especialmente aqueles que estão sob os cuidados de entidades governamentais e não governamentais em tempo integral, muitos são doentes e outros carentes de afeto e atenção, já que a maioria perdeu completamente a referência de família.
De acordo com o vereador pastor Osvaldo Antonio da Silva (Republicanos), autor do projeto, votado durante a sessão desta terça-feira (17), atualmente a cidade conta com 109 Idosos acolhidos, divididos em 5 Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPIs), além de cerca de 35 idosos, que até a presente data estão na lista de espera aguardando uma vaga para ingressarem nas instituições.
“Nada melhor que um padrinho que pudesse visitar este idoso, levá-lo para passear ou para passar um final de semana em sua casa, fazer uma visita para comemorar junto a data de aniversário”, avalia Silva, enfatizando ainda a ajuda ao idoso com os cuidados da saúde, alimentação e vestuário, dentre outros direitos assegurados no Estatuto do Idoso
Com a lei de estímulo ao apadrinhamento, o autor do projeto acredita que a sociedade será estimulada a praticar o amor ao próprio no tocante ao idoso e pode ter uma visão melhorada e amadurecida na convivência da terceira idade.
As políticas públicas e novas ações precisam ser priorizadas diante do aumento da expectativa de vida do brasileiro. Ele diz que “é preciso reavaliar a forma como pensamos e agimos em relação à idade e ao envelhecimento da população”, e alega que os idosos também precisam ter a mesma atenção e espaço que sociedade dispensa às discussões que envolvem as crianças, adolescentes, mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade
O parlamentar quer promover o debate para tentar conscientizar a sociedade a ajudar a combater as ocorrências de negligência e outras violações contra o idoso, que têm se acentuado nos últimos tempos. Este fenômeno se deve, na avaliação dele, em partes, à falta de estrutura do Estado e da sociedade “que não estão suficientemente preparados para o enfrentamento a esta nova realidade”.
Estatuto do Idoso
O Estatuto de Idoso também foi citado pelo vereador Osvaldo, ao destacar o artigo terceiro diz que é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
Ele explica que esse artigo, compreende a viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso com as demais gerações.
Para que a proposta dê certo em Mogi, Silva pede atenção maior por parte do poder público para estimular a prática no município. As pessoas interessadas em participar desse programa deverão procurar as entidades assistenciais do município.
Para se tornar lei, o projeto terá que passar pela avaliação do prefeito Caio Cunha (PODE), que pode aprovar ou vetar a matéria. Se tiver o aval do chefe do Executivo, a propositura volta para ser promulgada pelo presidente da Câmara, vereador Marcos Furlan (PODE)