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Moção pede ao Estado a liberação de cuidados com animais abandonados no Dr. Arnaldo

Os animais abandonados que vivem na área do Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, em Jundiapeba, foram alvo de discussões na sessão desta quarta-feira (9) da Câmara de Mogi das Cruzes. A Casa aprovou moção de apelo ao Governo do Estado solicitando a implementação de poíticas públicas para resgatar, alimentar e tratar animais abandonados que circulam […]

Por O Diário
09/03/2022 17h23, Atualizado há 53 meses

Os animais abandonados que vivem na área do Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, em Jundiapeba, foram alvo de discussões na sessão desta quarta-feira (9) da Câmara de Mogi das Cruzes. A Casa aprovou moção de apelo ao Governo do Estado solicitando a implementação de poíticas públicas para resgatar, alimentar e tratar animais abandonados que circulam pelo da unidade de saúde.

O documento é uma iniciativa da vereadora Fernando Moreno (MDB), que conta que funcionários e pacientes teriam sido proibidos de fornecer comida e cuidar os cães e gatos sem donos que entram na área do hospital. Segundo a parlamentar, o objetivo da moção endereçada ao governador João Doria (PSDB) é pedir providências para diminuir os casos de abandono, encaminhar os animais ali instalados para ONGs e futura doação, assim como solicitar a intervenção do setor de Zoonoses, a fim de prevenir doenças.

“O Hospital tem uma grande extensão territorial que poderia ser usada para cuidar dos animais. Muitos que perambulam pela área interna são cuidados pelos funcionários, mas a diretoria está proibindo que eles alimentem os animais. Já não basta o que os animais passam, agora vão passar fome e sede”, contou a vereadora.

Como o hospital, inaugurado em 1928 para receber vítimas da hanseníase, funcionava como uma colônia, com pacientes morando nos arredores da unidade de saúde, em seu entorno há casas e uma área aberta, por onde os animais acabam acessando o terreno.

A parlamentar também chama atenção para o crescimento desordenado do bairro Chácara Santo Ângelo, que também exige políticas públicas de controle em saúde, como castração de animais e conscientização para a guarda responsável.

Ainda de acordo com a moção aprovada no legislativo mogiano, atualmente os funcionários estão proibidos de cuidarem ou alimentarem os animais existentes na área do hospital, sob risco de serem penalizados.

Em 2013, moradores do bairro, ativistas da causa animal e protetores iniciaram um trabalho voluntário para assistência aos animais que circulam naquela comunidade. Com isso, havia na região abrigo, acesso a tratamento veterinário e castração. Além disso, os animais locais receberam identificação, vacina e cirurgia de castração antes de serem encaminhados à doação.

Um canil improvisado chegou a ser colocado à disposição, mas com o tempo, o prédio que servia de abrigo temporário começou a desmoronar e, com a falha estrutural do imóvel, a nova direção do hospital determinou o fechamento do abrigo, não dando alternativa à continuidade para o trabalho de controle populacional no local, que hoje funciona como referência no tratamento de doenças crônicas ou que exijam longa recuperação, além de especialidades como o HIV, dependência química e Covid-19.

PCdoB

Ainda na sessão desta quarta-feira (9), a Câmara Municipal aprovou o projeto de Decreto Legislativo que concede título de Honra ao Mérito ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) pelos seus 100 anos de criação. A iniciativa é do vereador Iduigues Martins (PT), que destacou que não há, no Brasil, uma legenda política com mais de 40 anos. “Nesses 100 anos de história o PCdoB sempre esteve ao lado do povo brasileiro”, destacou.

A importância do reconhecimento dos partidos políticos, independentemente de ideologias ou bandeiras foi destacada pelo presidente do Legislativo mogiano, Marcos Furlan (DEM). “Fazemos parte dos partidos e vimos a luta dos colegas do PCdoB para trazer recursos federais e estaduais para a nossa cidade”, disse.

O centenário do PCdoB também foi destacado pelo vereador Zé Luiz (PSDB) . “Se existe uma coisa que é inegociável em meu mandato é a defesa da democracia. E a primeira coisa que o regime antidemocrático faz é a dissolução de partidos políticos”, avaliou.

Da mesma forma, a vereadora Inês Paz (PSOL) também considera fundamental a homenagem ao PCdoB. “O partido enfrentou o combate às ditaduras de Getúlio Vargas e na Ditadura de 1964”, completou.

A história do PCdoB tem início em 25 de março de 1922, quando foi inaugurado, com sua legalização em 1985. Foi fundado para defender a classe operária e trabalhadora do Brasil. A sigla tem como diretrizes as teorias revolucionárias concebidas por Marx e Engels, conhecidas como socialismo científico ou marxismo. O partido se inspira em valores como a igualdade de direitos, liberdade, solidariedade, ética humanista e princípios democráticos.

A data da cerimônia de entrega da homenagem, que ocorrerá em sessão solene na Câmara de Mogi, ainda será definida pela Casa.

 

 

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