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Mogi anuncia Rota Imperial usada por D. Pedro na véspera da Independência, há 200 anos

No Dia da Independência, a história de Mogi das Cruzes é relembrada pela passagem de Dom Pedro algumas semanas antes da Independência do Brasil de Portugal. Parte da viagem entre o Rio de Janeiro e São Paulo é apresentada em registros físicos e orais, e também em dúvidas e especulações que surgiram no decorrer do […]

Por O Diário
06/09/2021 19h18, Atualizado há 59 meses

No Dia da Independência, a história de Mogi das Cruzes é relembrada pela passagem de Dom Pedro algumas semanas antes da Independência do Brasil de Portugal. Parte da viagem entre o Rio de Janeiro e São Paulo é apresentada em registros físicos e orais, e também em dúvidas e especulações que surgiram no decorrer do tempo como o local exato onde o futuro imperador teria passado a noite no dia 23 de agosto, quando ele dormiu em Mogi das Cruzes.

No ano que vem, o país celebra os 200 anos da Independência, celebrada hoje (7). A Prefeitura de Mogi das Cruzes está preparando a criação da Rota Imperial, que será sinalizada, seguirá a tendência de resgate cultural e histórico das rotas da Luz e do Sal, e abrangerá ainda Guararema e Itaquaquecetuba.

A ideia seria sinalizar pontos de passagem pela comitiva do futuro rei até o ano que vem, quando a data fechada será celebrada.

Em Mogi das Cruzes, o príncipe regente, dom Pedro assinou decretos durante a passagem na Casa da Câmara e Cadeia, além de participar de uma missa, na igreja de Santana, hoje a catedral diocesana

Desse período, e não exatamente da passagem de dom Pedro por Mogi das Cruzes, mas em alguma data entre 1822 e 1827, portanto, após essa visita, resiste uma bandeira imperial, que foi instituída em 18 de setembro de 1822, o que derruba um outro mito criado em torno dessa efeméride – a de que o príncipe regente teria esquecido ou deixado a flâmula com os traços do artista francês Jean Baptiste Debret (1768-1848) em Mogi.

Essa e outras informações, como a de que dom Pedro teria dormido na casa de Salvador Leite, ou no convento do Carmo, na região central de Mogi, alimentam a memória da cidade.

O que tem de concreto é a existência de uma das mais antigas bandeira Imperial, que se encontra ainda preservada, mas em estado bastante crítico, no Casarão do Carmo, segundo o professor de História, Glauco Ricielle, que integra hoje, a Secretaria Municipal de Cultura.

Ele afirma que essa bandeira e uma outra, a de Mogi das Cruzes e pouco mais preservada pela condição do tecido com que ela foi pintada, são alguns os registros mais antigos a atravessarem os últimos séculos.

A bandeira imperial, comenta o professor, deve ser sido comprada pela Câmara de Mogi das Cruzes, e está no Museu Visconde de Mauá, que funciona no Casarão do Carmo. 

7 de setembro

A história da Independência do Brasil é  marcada pelas duras exigências por parte de Portugal, que encontrou a resistência de dom Pedro e de defensores da independência, como a princesa Leopoldina e José Bonifácio, que era conselheiro do casal real.

Glauco lembra que a viagem de dom Pedro em busca de apoio político em São Paulo serviu mais para refinar o ato celebrado mesmo por Leopoldina, que foi decisivo para a ruptura com Portugal. “Nesse sentido, a novela ( nos Tempos do Imperador, exibida pela TV Diário) é muito explicativa porque mostra o papel da princesa Leopoldina. Dom Pedro, quando recebe um mensageiro no Riacho do Ipiranga, sacramenta o que, na verdade, ela já tinha feito”, comenta.

Dom Pedro, nessa viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo, e posteriormente, a Santos, passa por cidades do Vale do Paraíba e Alto Tietê.

Em Mogi, ele teria chegado pela rota que percorre antigos caminhos entre Guararema (ali, teria teria pernoitado na Igreja de Nossa Senhora da Escada), Sabaúna, e a região central de Mogi. Posteriormente, ele passa pela Igreja de Nossa Senhora D’Ajuda, em Itaquaquecetuba, para depois seguir para São Paulo.

História

Durante o período Joanino, que ocorreu no país entre os anos de 1808 e 1821, foram implantadas medidas modernizadoras no Brasil.

Em 1815, o Brasil deixou de ser colônia, sendo elevado a Reino Unido. Com a Revolução Liberal do Porto iniciada em Portugal, no ano de 1820, os portugueses pediam o retorno do rei, Dom João VI.

Com a volta do soberano à Europa, Pedro se transformou em regente do Brasil. E as cortes portuguesas exigiam a revogação das medidas implantadas no Brasil e o retorno do príncipe.

Em 9 de janeiro de 1822, Dom Pedro afirma que não cumpriria as ordens e decidiu permanecer no Brasil.

Em maio de 1822, os ministros brasileiros instituíram o chamado “Cumpra-se”. De acordo com tal medida, qualquer ordem vinda de Portugal só poderia ser cumprida com a aprovação prévia do príncipe regente.

O grito de “Independência ou Morte!” teria, então, acontecido no dia 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo.

Depois disso, em 12 de outubro de 1822, Dom Pedro foi aclamado imperador e no dia 1º de dezembro de 1822, ele foi finalmente coroado D. Pedro I.

Conheça mais

Integrantes do Clube de Autores indicaram livros para aqueles que querem entender mais sobre a história do Brasil

A Declaração da Independência do Brasil do Império Português é comemorada anualmente em 7 de setembro. Conquistada em 1822 após Dom Pedro I proclamar a tão famosa frase “Independência ou morte”, a data é uma das mais importantes da história do País.

O Clube de Autores e uma plataforma de autopublicação da América Latina. Confira os títulos sugeridos:

A História do Brasil Colonial, por András Pataki

O livro paradidático conta a história do Brasil desde a chegada dos portugueses até o momento de sua independência. Recomendado por mestres e professores, a narrativa possui uma linguagem simples e de fácil entendimento para todos aqueles que desejam adquirir mais conhecimento sobre o tema.

Desconstruindo a História do Brasil, por Thiago Augusto Pestana

A história busca discutir de maneira flexível e estimular o leitor a descobrir quem realmente lutou pela liberdade e construção da nação. Desconstruindo as ideias que, no decorrer dos anos, foram se difundindo sem que uma análise crítica fosse feita, as páginas mostram uma surpreendente História do Brasil, quando bem articulada com a historiografia.

História do Brasil em 20 Lições, por João Ricaldes

Com informações rápidas, precisas e atualizadas sobre os principais aspectos da herança do país, a obra “História do Brasil em 20 Lições” busca levar aos leitores um conhecimento baseado na pluralidade de pontos de vista e diversidade de fontes históricas.

Busto Ilustrado, por Rodrigo Alves Rodrigues

A obra traz uma listagem e especificidades das pessoas que ocuparam os cargos majoritários do Brasil, desde a república da espada até o atual presidente. Conta ainda com elementos históricos, política e ilustrações do majestosos retratos em formato de busto dos chefes de Estado brasileiro durante a história Republicana. 

 

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