Mogiano reclama de atraso para retirada de remédios na Farmácia de Alto Custo
Após enfrentar problemas no atendimento da Farmácia de Alto Custo em Mogi das Cruzes, Juliano Luque procurou a reportagem de O Diário. Ele precisou pegar medicamentos para os pais, e mesmo tendo agendado um horário, relata duas horas de atraso para a retirada dos remédios. O caso é do último dia 20 de dezembro, e […]
03/01/2023 15h39, Atualizado há 43 meses
Após enfrentar problemas no atendimento da Farmácia de Alto Custo em Mogi das Cruzes, Juliano Luque procurou a reportagem de O Diário. Ele precisou pegar medicamentos para os pais, e mesmo tendo agendado um horário, relata duas horas de atraso para a retirada dos remédios.
O caso é do último dia 20 de dezembro, e o referido app é o Remédio Agora. Juliano agendou o horário das 15 horas e chegou com antecedência, mas foi obrigado a esperar até as 17 horas. “Se existe um agendamento prévio, qual o sentido de marcar e não conseguir retirar no horário agendado?”, questiona ele.
A Secretaria Estadual de Saúde reconhece o problema, e em nota enviada a este jornal explica que, nesta data, “a Farmácia de Medicamentos Especializados (FME) de Mogi teve um elevado número de pacientes de demanda espontânea, o que ocasionou um aumento no tempo de espera no atendimento”.
A resposta dá a entender que, nos demais dias, o atendimento acontece sem problemas deste tipo. Mas Juliano contesta. “Todas as últimas vezes que eu fui para meus pais, é um absurdo o que acontece lá, surreal. Nessa última vez foi desumano. Vi pessoas que vem de todas as cidades e municípios da região, como Itaquaquecetuba, Suzano, Poá, Guararema e Biritiba Mirim, e esse plano para agilizar pelo o aplicativo é furada”, diz ele.
De fato, o aplicativo Remédio Agora é pensado “para agilizar o atendimento”, como traz a nota da Saúde. “A FME de Mogi atende cerca de 12 mil pacientes por mês e, para agilizar o atendimento, conta com o aplicativo Remédio Agora, que permite que o paciente agende data e hora para as retiradas e avisa sobre a disponibilidade dos medicamentos. A unidade atende também usuários sem agendamento, por ordem de chegada”.
Juliano diz ter observado “o processo da farmácia sair do Governo do Estado e passar para empresa terceirizada”, já que frequenta o espaço “há alguns anos”. Ele diz que o serviço vem piorando desde o início da pandemia de Covid-19, e que as vagas para pessoas que não agendaram previamente são poucas. Reclama também sobre como é feita a espera, na porta do espaço. “As pessoas tem que esperar na entrada, no sol e na chuva, e não podem entrar. Falta sensibilidade e organização”, afirma.
Aplicativo
O texto enviado pela Secretaria Estadual de Saúde a O Diário destaca que a FME de Mogi das Cruzes “promove uma ação de conscientização e orientação para o uso da ferramenta tecnológica para retirada de medicamentos”. O objetivo é fazer com que “o aplicativo seja utilizado por mais pessoas e facilitar o acesso à unidade.
“Além disso, o Departamento Regional de Saúde (DRS) da Grande São Paulo estuda medidas para o aprimoramento do serviço e atendimento à população, contudo reitera que o respeito aos agendamentos é fundamental por parte dos usuários atendidos diariamente, para que os fluxos de atendimento ocorram adequadamente”, finaliza o texto.
Medicamento
Em fevereiro de 2022, O Diário publicou o drama vivido pelo professor Ildeu Duarte da Costa Filho, que não conseguia encontrar, na Farmácia de Alto Custo de Mogi, o medicamento Sirolimo 1mg, indispensável para ele. A reportagem aproveitou o contato com a Secretaria Estadual de Saúde para questionar sobre o fornecimento deste remédio, e recebeu a informação de que o abastecimento está “normalizado”.
“A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que o medicamento Sirolimo 1 mg está com o abastecimento normalizado. Conforme monitoramento, neste momento, há abastecimento parcial de oito medicamentos de responsabilidade de aquisição do Ministério da Saúde e quatro da Secretaria do Estado da Saúde (SES)”.