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Moradora do Jardim Rubi reclama de água amarelada saindo da torneira

Água amarelada saindo da torneira, em uma casa de condomínio no Jardim Rubi. Esta é a reclamação que Glaucia Vanessa de Oliveira, 43, faz ao Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi das Cruzes. Ela gravou um vídeo e publicou nas redes sociais no último dia 19 de dezembro. A situação foi normalizada […]

Por O Diário
03/01/2023 18h30, Atualizado há 43 meses

Água amarelada saindo da torneira, em uma casa de condomínio no Jardim Rubi. Esta é a reclamação que Glaucia Vanessa de Oliveira, 43, faz ao Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi das Cruzes. Ela gravou um vídeo e publicou nas redes sociais no último dia 19 de dezembro. A situação foi normalizada na sequência.

Glaucia mora com o esposo e dois filhos no condomínio Residencial Rubi, no Jardim Rubi, há 17 anos. Nestas quase duas décadas, afirma enfrentar problemas constantes relacionados a qualidade e ao abastecimento/fornecimento de água.

Segundo ela, que é professora, mas atualmente trabalha como autônoma, por diversas vezes a água fica amarelada, principalmente nas torneiras ligadas diretamente na rua, como a que está instalada no tanque, na lavanderia. Mas diz que isso já aconteceu também em outros pontos da casa, a obrigando mais de uma vez a esvaziar a caixa d’água para tirar a terra de dentro.

Cansada do problema, no dia 19 de dezembro ela registrou a situação em vídeo. Em um balde azul, coleta água da torneira do tanque, e o tom é amarelado, quando deveria ser incolor.

Embora não tenha apresentado à reportagem nenhum número de protocolo, ela conta ter entrado em contato com o Semae diversas vezes, e diz que uma equipe já chegou a ir ao local no passado, em anos anteriores, tendo coletado amostra ainda mais escura. Contudo, apesar do aspecto “amarelado e barrento”, um laudo teria sido apresentado provando que água estaria própria para o consumo.

O Semae não confirmou este suposto laudo, mas, procurado por O Diário, informou “que uma equipe foi ao local na tarde desta terça-feira (03) para verificar o problema, mas não foi autorizada a entrar no condomínio porque a moradora não estava em casa”.

De fato, Glaucia não está no local, mas foi avisada pelo porteiro da chegada da equipe. Ela diz ter passado uma instrução para que o filho dela, de 25 anos, que está no imóvel, fosse contatado, mas diz que isso não foi feito.

A nota encaminhada a reportagem continua. “O funcionário relata que, em contato telefônico via portaria, ela afirmou que o problema relatado ocorreu apenas em 19 de dezembro e que a água já está com coloração normal”.

Glaucia confirma que após a publicação do vídeo a situação foi normalizada e o filho dela conseguiu lavar roupas sem manchar as peças. Mas não sem antes fazer um procedimento de garantia.

“Não estou em Mogi desde o dia 22, porque estou em recesso. Mas meu filho mais velho está em casa e já perguntei da água, porque ele chegou com roupas para lavar. Ele falou que está normal, mas o balde azul é nosso termômetro. Como é clarinho, sempre que vamos usar a máquina, colocamos a água e se estiver suja, não enchemos a máquina. Porque às vezes eu encho e vejo a água cristalina lá dentro, mas quando vai enxaguar a roupa fica toda barrenta”, explica ela.

“Não importa que não tenha nada de mau na água, quimicamente falando. Quem lava roupa com uma água dessas?”, desabafa Glaucia, que informa que vizinhos também reclamam. E de fato, na postagem feita por ela no Facebook, há pelo menos dois comentários negativos.

“Passando por isso muitas vezes nesta gestão! Inclusive fiz uma reclamação para alguns vereadores. Sabe qual a resposta? Nenhuma”, escreveu Marli Santos Cheida; “Amiga, um problema de anos e ninguém resolve né. Mais a conta não atrasa nunca”, disse Regiane Aparecida Santos.

 

 

Abastecimento

A casa de Glaucia fica na rua Professora Isabel Ferreira da Silva. Já a entrada do condomínio Residencial Rubi é na rua Hélio Chagas de Macedo. Segundo ela, a via em que mora é a única do condomínio que tem “abastecimento externo” de água, o que faz com que o fornecimento de quem mora ali seja constantemente prejudicado e as casas fiquem sem água com frequência. Para as demais ruas, ela diz que há “estações internas”, e por isso há mais regularidade.

O Semae explica que, “quanto ao abastecimento do bairro, a última interrupção foi na noite de 14 de dezembro, para manutenção da Sabesp no reservatório do Jardim Santa Tereza, com retomada do fornecimento de água na madrugada do dia 15, conforme divulgação feita à época”.

Já as ‘estações internas’ mencionadas “são unidades de bombeamento instaladas e operadas pelo próprio condomínio”, traz o texto, que finaliza destacando que a autarquia “segue à disposição pelo telefone 115, que é o canal oficial com a população e que possibilita uma solução mais rápida”.

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