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Moradores da ocupação da Vila São Francisco reclamam de ação da Prefeitura

Na manhã desta quarta-feira (27), funcionários da Prefeitura de Mogi das Cruzes chegaram à ocupação da Vila São Francisco para dar continuidade ao mapeamento das famílias que estão morando no espaço. Os agentes municipais, entretanto, teriam sido grosseiros e invadido alguns barracos sem ordem judicial, segundo relatos dos moradores. A Prefeitura afirma que irá apurar […]

Por O Diário
27/10/2021 17h15, Atualizado há 58 meses

Na manhã desta quarta-feira (27), funcionários da Prefeitura de Mogi das Cruzes chegaram à ocupação da Vila São Francisco para dar continuidade ao mapeamento das famílias que estão morando no espaço. Os agentes municipais, entretanto, teriam sido grosseiros e invadido alguns barracos sem ordem judicial, segundo relatos dos moradores. A Prefeitura afirma que irá apurar a reclamação.

“Além de fazer essa ação de maneira desrespeitosa, eles estão fazendo esse levantamento em um dia de semana, quando muitas pessoas estão trabalhando. Eles não vêm até aqui em um domingo, quando a maioria dos moradores está por aqui e daria para ser feito um mapeamento real”, afirma Luiz Ricardo Alves, 36 anos, representante do Movimento Ocupa Mogi e morador da ocupação.

Após a chegada dos agentes no local, os moradores começaram a compartilhar entre eles vídeos e áudios relatando a situação. Em uma das gravações, é possível ouvir a discussão entre uma moradora e um suposto funcionário da Prefeitura.

No início do vídeo, a moradora diz “Se você não está gostoso de trabalhar, não trabalha”. E questiona se ele acha certo “entrar no barraco dos outros”. Ele responde “eu não entrei no barraco, minha filha” e ela rebate dizendo que gravou e que ele teria chamado os moradores de ‘cachorro’. Neste momento, ele se exalta e, aos gritos, diz “eu não chamei ninguém de cachorro!”.

O outro lado

Após ter conhecimento do vídeo, a Prefeitura, por meio de nota, se limitou a dizer que  “sobre a denúncia referente ao funcionário, a situação será devidamente apurada”.

Já em relação à ida e mapeamento da ocupação, a Secretaria Municipal de Assistência Social afirmou que já vem atuando na área desde o início da ocupação e que as equipes permaneceram na área por mais de 40 dias, inclusive durante finais de semana. Além dos serviços oferecidos, como inscrição no CadÚnico e em programas de transferência de renda, mais distribuição de kits com insumos básicos, a pasta garante que realizou um levantamento e estudo social, para identificar quantas unidades haviam sido erguidas e o número de ocupantes. Disse ainda que o trabalho que está sendo realizado nesta quarta-feira visa atualizar a situação. 

A Administração Municipal afirma também que as equipes estão neste momento prestando apoio no processo de desocupação voluntária da área, após publicação, por parte da Justiça, do edital de citação e intimação. E que a Prefeitura “prestará auxílio aos ocupantes no retorno aos seus locais de origem, com custeio de passagem, suporte para mudanças e também oferta de vagas em acolhimento institucional”.

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