Movimento Pedágio Não volta a se articular contra cobrança de tarifa na Mogi-Dutra
O Movimento Pedágio voltou a se articular nas redes sociais contra a instalação de uma praça de cobrança na rodovia Mogi-Dutra (SP-88). Isso porque nos últimos dias, uma empresa – com o apoio da Polícia Militar – tem parado os veículos que passam pela via para fazer questionamentos a respeito de quantas vezes os motoristas […]
03/02/2021 12h35, Atualizado há 66 meses
O Movimento Pedágio voltou a se articular nas redes sociais contra a instalação de uma praça de cobrança na rodovia Mogi-Dutra (SP-88). Isso porque nos últimos dias, uma empresa – com o apoio da Polícia Militar – tem parado os veículos que passam pela via para fazer questionamentos a respeito de quantas vezes os motoristas costumam passar por ali e sobre a possível cobrança de tarifa. A abordagem tem sido feita justamente próximo ao km 45, onde a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) já chegou a cogitar fazer a instalação.
A implantação da praça está prevista no edital de concessão do Lote Rodovias do Litoral Paulista, que tinha o lançamento esperado para dezembro do ano passado, o que até o momento não aconteceu. Paulo Boccuzzi, líder do Movimento, entende isso como uma jogada política, já que 2020 foi ano de eleições municipais.
“Nós voltamos a nos movimentar justamente porque eles estão com esse trabalho muito forte de pesquisa na Mogi-Dutra, com perguntas atreladas ao pedágio. Soubemos que eles fizeram isso também na Mogi-Bertioga. Isso é uma demonstração muito grande de que eles ainda têm a pretensão de instalar um pedágio na região”, acredita Boccuzzi.
Essa demonstração de insatisfação por parte dos moradores de Mogi das Cruzes é fundamental na opinião dele, mas pode não ser o suficiente. “Quando a gente se manifesta o Governo do Estado recua e fala que não vai ser. Mas se ficamos parados, eles já avançam com a ideia novamente”, diz. Sendo assim, além das redes sociais, o Movimento pretende levar as manifestações também para as ruas, mas ainda sem uma data definida.
As reuniões com os políticos também serão iniciadas, como um encontro com o prefeito Caio Cunha (PODE) e outro com o deputado estadual Marcos Damásio (PL), que deve acontecer nos próximos dias. Mas os integrantes do Pedágio Não pretendem ir mais adiante e conquistar o apoio também de deputados de fora do Alto Tietê, para formar uma frente parlamente contra a instalação da praça de cobrança.