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Pais de alunos reclamam da falta de professores em escolas de Mogi

Um grupo de mães, pais e responsáveis de alunos que estudam na Escola Municipal Professor Adolfo Martini vai se reunir próxima quarta-feira (10), às 8h30, em frente à escola que fica na Vila Industrial para fazer um manifesto contra a falta de professores e de funcionários na unidade.  O movimento de pais de alunos está […]

Por O Diário
08/05/2023 19h23, Atualizado há 39 meses

Um grupo de mães, pais e responsáveis de alunos que estudam na Escola Municipal Professor Adolfo Martini vai se reunir próxima quarta-feira (10), às 8h30, em frente à escola que fica na Vila Industrial para fazer um manifesto contra a falta de professores e de funcionários na unidade. 

O movimento de pais de alunos está sendo organizado por meios das redes sociais, onde foi criado um grupo com mais de 100 integrantes, incluindo participantes também de outros estabelecimentos da cidade que enfrentam os mesmos problemas, como é o caso da escola municipal Cláudio Abrahão, localizada na Vila Jundiaí.

De acordo com a mãe de uma criança da terceira série do Fundamental I, da Adolfo Martins, que prefere não se identificar, o encontro de quarta-feira deve contar com a participação da comunidade da Vila industrial e de lideranças políticas da cidade.

A mãe conta que a falta de professores é preocupante, porque a direção da escola acaba tendo que colocar professores substitutos e até mesmo funcionários para dar aulas.

“Está acontecendo uma situação na educação infantil de Mogi, por causa da falta de professores nas escolas. A escola Adolfo Martini, na região central, que era referência na cidade, está sem professor. Temos informações de outras mães de que isso está acontecendo também em outras escolas, que estão colocando pessoas que não têm qualificação, como funcionários em cargo de auxiliar por exemplo, em sala de aula por falta de professor”, relata.

Ela conta que tem dias em que os alunos da Adolfo Martins ficam apenas com supervisor e, em muitas dessas ocasiões, os funcionários colocam filmes para as crianças assistirem, quando não tem professor.  “A situação preocupa, porque, são crianças do Fundamental I, que vieram de uma pandemia, sofrendo com a educação precária, e que agora continuam sem esse direito, garantido por lei”, argumenta.

O assunto já teria sido discutido com a direção da escola e a explicação é de que a Prefeitura está com dificuldade para contratar os educadores, mesmo os concursados.    

Há reclamação também de falta de merendeiras e de restrição na alimentação dos alunos. “Há alguns dias, minha filha disse que os alunos só tinham direito de pegar uma bolacha de água e sal e não podia repetir”, relata.

Ele alega ainda que a Prefeitura de Mogi se comprometeu, mas até agora não realizou as reformas na escola da Vila Industrial, onde funcionava o antigo Sesi. A mãe aponta  problemas com goteira no telhado, falta de cortinas nas salas e de cerca que está aberta, “motivo de preocupação com a falta de segurança dos estudantes”.

O que diz a Prefeitura

A Secretaria de Educação informa que ainda neste mês serão convocados 30 professores aprovados em concurso público. Na EM Prof. Adolfo Martini houve uma aposentadoria e a readaptação de uma professora. As turmas estão sendo atendidas pela equipe gestora, professores substitutos e em algumas situações as salas são divididas e atendidas por outros professores da unidade escolar.

A situação na EM Eng Claudio Abrahão já foi solucionada e dois professores substitutos assumiram as salas na última semana. Sobre o atendimento da cozinha na unidade escolar, houve faltas pontuais de servidores devido a licenças médicas. O módulo da unidade está completo. No momento, não foram registradas ausências de servidores.

A atribuição de salas é feita três vezes por semana pela Secretaria de Educação. No caso de falta de professor, as unidades têm se organizado para que as turmas sejam atendidas pela equipe gestora, outros professores ou estagiários de Pedagogia, sob supervisão da equipe gestora, para que não haja prejuízo pedagógico.

Sobre as reformas, as unidades escolares recebem acompanhamento frequente da equipe da Divisão de Manutenção de Prédios Escolar do Departamento de Gestão de Operações. Intervenções de maior porte serão realizadas após a conclusão da ata de registro para a contratação de uma empresa, que será responsável pelas obras.

 

 

 

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