Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Prefeito assina primeira carta contra o pedágio na Mogi-Dutra

O prefeito Caio Cunha, de Mogi das Cruzes, assina a primeira cartra endereçada ao Governo do Estado. Em formato de ofício, o objetivo é defender um posicionamento contrário à instalação de uma praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra, a apenas cinco minutos da entrada de Mogi. A iniciativa dessa série de cartas é de O […]

Por O Diário
01/05/2021 21h18, Atualizado há 63 meses

O prefeito Caio Cunha, de Mogi das Cruzes, assina a primeira cartra endereçada ao Governo do Estado. Em formato de ofício, o objetivo é defender um posicionamento contrário à instalação de uma praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra, a apenas cinco minutos da entrada de Mogi.

A iniciativa dessa série de cartas é de O Diário de Mogi. O “ofício” do prefeito Caio Cunha, por exemplo, foi publicado na edição impressa do jornal e pode ser conferido na imagem abaixo e no final desta reportagem. O objetivo é trazer uma carta diferente por dia, na edição diária do Flip, nos jornais impressos de sábado e na internet.

A cada dia, um liderança política, uma autoridade, um representante da sociedade civil estará argumentando sobre os prejuízos que o pedágio poderá trazer para a região do Alto Tietê.

O Diário de Mogi entrou de vez na luta contra o pedágio e, com ajuda de representantes de variados segmentos, elencou 10 motivos que mostra os prejuízos da praça de pedágio. 

A luta contra o pedágio mobiliza representantes de outros segmentos. Nesta segunda, uma reunião de Caio Cunha com membros do “Pedágio Não” deve alinhar as ações contra a instalação da praça de cobrança em Mogi, defendida pela Artesp.

A Câmara de Mogi das Cruzes também já se manifestou e quer unir forças contra a instalação de pedágio na Mogi-Dutra. Vereadores querem envolver deputados no movimento e agendar reunião com representantes do Governo do Estado para barrar o projeto da Artesp.

Abaixo, a carta do prefeito Caio Cunha ao Governo do Estado, escrita a pedido de O Diário de Mogi.

Ao Governo do Estado 

Venho por meio desta reiterar minha posição.

Sou absolutamente contra a instalação de uma praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra. Meu posicionamento não é apenas como prefeito, mas como cidadão e mogiano – vivo aqui desde que nasci.
A implantação desse pedágio seria um desastre, um retrocesso e um verdadeiro obstáculo ao desenvolvimento de Mogi e de toda a região do Alto Tietê.
Senhor Governador, o impacto desta medida afetaria negativamente centenas de milhares de mogianos! São pessoas que vivem em bairros ao longo da rodovia e transitam todos os dias por ela. Também usam a via aqueles que precisam do acesso para ir à capital ou ao Vale do Paraíba para trabalhar ou estudar. Imagine ter de pagar pedágio para ir trabalhar, para estudar, ir ao mercado ou ao médico? Pagar para circular na sua própria cidade! Este retrocesso também iria restringir a circulação de mercadorias, o que sempre reflete em aumento de custos na cadeia produtiva. Outra consequência seria o potencial para afugentar novos investimentos na cidade. 
Imagine, senhor Governador, quantos novos empregos a cidade perderia por causa disso? O setor industrial usa caminhões e carretas para o deslocamento da sua produção e seria profundamente impactado por este pedágio.
Não preciso lembrar o senhor que Mogi das Cruzes é polo regional do Alto Tietê e a maior cidade do Cinturão Verde do Estado de São Paulo. Diariamente, centenas de produtores rurais passam pela rodovia Mogi-Dutra para levar hortaliças, frutas e flores para abastecer a Ceagesp e, portanto, todo o território paulista e até mesmo outros estados brasileiros. 
Também não se faz necessário recordar que o trecho da SP-88 entre Mogi e a rodovia Ayrton Senna já tem a estrutura consolidada desde 2005, quando a pista foi duplicada. A população de Mogi se pergunta: qual a necessidade de implantar um pedágio ali neste momento? Não é justo que os mogianos paguem esta conta.
Em resumo, Senhor Governador: todos perdem com esta medida – não só Mogi das Cruzes e o Alto Tietê, mas também o estado de São Paulo e, porque não dizer, o próprio Brasil. 
Já me posicionei contra este absurdo diversas vezes e continuo inflexível. Com todo o respeito e a mais alta estima, certo de que o senhor entenderá os argumentos expostos, reafirmo que, enquanto prefeito desta cidade, lutarei visceralmente contra a implantação deste pedágio em Mogi das Cruzes.

Caio Cunha
Prefeito de Mogi das Cruzes

Mais noticias

5 comportamentos que indicam uma pessoa procrastinadora

Mogi: Vila Nova União e bairros vizinhos serão atendidos pela Operação Cata-Tranqueira neste sábado (1º)

5 hábitos para prevenir lesões nos joelhos e preservar a mobilidade

Veja Também