Prefeitura define regras para volta às aulas em Mogi no dia 8 de fevereiro
A Secretaria Municipal de Educação confirmou a retomada das aulas para o próximo dia 8 de fevereiro de forma remota, seguindo o sistema adotado durante a pandemia de Covid-19, no ano passado. Se tudo correr bem com o controle dos casos de contaminação e adequação dos estabelecimentos, a situação pode mudar a partir de março, […]
27/01/2021 19h16, Atualizado há 66 meses
A Secretaria Municipal de Educação confirmou a retomada das aulas para o próximo dia 8 de fevereiro de forma remota, seguindo o sistema adotado durante a pandemia de Covid-19, no ano passado. Se tudo correr bem com o controle dos casos de contaminação e adequação dos estabelecimentos, a situação pode mudar a partir de março, com o retorno das atividades de forma hibrida e capacidade reduzida de alunos nas salas de aulas da rede municipal.
As escolas estaduais e particulares só vão poder voltar no dia 8, de forma híbrida, com 30% dos alunos se tiverem implementado todos os regras sanitárias e protocolos exigidos pelo Comitê Gestor da Prefeitura, que vai publicar um decreto municipal nas próximas horas, estabelecendo as normas e planos que terão que ser seguidos na cidade.
A estratégia para este início do ano letivo foi divulgada na tarde desta quarta-feira (27) durante coletiva realizada na Prefeitura, com a equipe da Secretaria Municipal de Educação e a vice-prefeita e coordenadora do Comitê Gestor de Retomada Gradativa das Atividades Econômicas da Prefeitura de Mogi das Cruzes, Priscila Kähler.
Muitas questões ainda estão sem respostas e dependem de ações que já estão sendo planejadas para o mês de fevereiro, a fim de promover esse retorno em março, como a adaptação dos prédios, plano de inclusão de alunos que não têm internet em casa, contratação de professores de forma emergencial para atender a demanda, conclusão da etapa de matrículas, vacinação dos funcionários da educação, entre outras.
Mas, o que a vice Priscila deixou bem claro é que tudo será feito seguindo as orientações da saúde para garantir a segurança de todos os envolvidos. Ela disse que o foco agora é no planejamento desse retorno remoto no dia 8, com atividades que já começam nesta semana, com reuniões e atividades pedagógicas e de acolhimento na rede pública municipal, composta das escolas municipais, subvencionadas (creches) e as particulares que atendem exclusivamente a educação infantil.
Sobre isso, a secretária de Educação, Rose Tonette explica que a primeira atividade será realizada com os diretores, que serão preparados para os três dias de organização pedagógica e administrativa das escolas. “Haverá um acolhimento afetivo e emocional porque existe uma grande preocupação com a volta. Embora seja um retorno remoto, os profissionais estão tensos e ansiosos e essa condição nos deixa muitos frágeis”, observa.
O trabalho com os professores acontecerá nos dias 3, 4 e 5, em encontros online. Na semana seguinte, nos dias 8, 9 e 10 haverá a continuação desse trabalho de acolhimento dos alunos, pais e responsáveis.
O secretário-adjunto Caio Callegari esclareceu também que durante todo o mês de fevereiro, as escolas estaduais e particulares terão que seguir o protocolo e a orientação da saúde do município, que já estabeleceu um diálogo intersetorial por meio do Comitê e da Brigada da Pandemia na Educação, órgão que reúne escolas privadas, estaduais, representantes da Saúde e Assistência Social.
Ele conta ainda que, nesse período, será estabelecido um cronograma das vistorias técnicas para laudar positivamente as escolas. O trabalho será feito por cinco equipes, que permitirá realizar de 10 a 15 vistorias técnicas por dia até o final de fevereiro, com apoio da Saúde, Vigilância Sanitária, Obras e representantes da Diretoria de Ensino de Mogi.
“Nesse um mês em que as escolas não vão retornar no presencial vamos cumprir o passo a passo dos rigorosos protocolos que serão adotados e fazer as adequações necessárias. Nenhuma delas pode estar em situação crítica de infraestrutura para retornar. Temos que garantir ventilação, distribuição de equipamentos de proteção individual para cada criança, que terá o seu próprio kit, viseiras para professores e outros pré-requisitos”.
O grupo de educadores informa ainda que pretende estabelecer um diálogo com os pais de alunos que são a favor do retorno imediato das atividades presenciais, já que a consulta pública feita pela Prefeitura demonstra que eles estão divididos sobre a volta às aulas na cidade.
O objetivo é mostrar que os alunos não vão ter problemas com a qualidade do ensino e tentar viabilizar as atividades de forma que todos fiquem satifsfeitos e entendam que essa é a melhor alternativa para esse momento de pandemia.