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Problemas com produtos e telefonia lideram queixas no Procon

De janeiro a 28 abril deste ano, as quatro unidades do Procon de Mogi das Cruzes registraram 2.721 atendimentos, que vão de reclamações, fiscalizações ou esclarecimentos de dúvidas dos consumidores. Problemas com produtos, operadoras de telefonia, crédito consignado a aposentados, passagens aéreas e conflitos com escolas e universidades particulares são os principais assuntos reclamados pelos […]

Por O Diário
05/05/2021 16h46, Atualizado há 63 meses

De janeiro a 28 abril deste ano, as quatro unidades do Procon de Mogi das Cruzes registraram 2.721 atendimentos, que vão de reclamações, fiscalizações ou esclarecimentos de dúvidas dos consumidores. Problemas com produtos, operadoras de telefonia, crédito consignado a aposentados, passagens aéreas e conflitos com escolas e universidades particulares são os principais assuntos reclamados pelos mogianos, segundo a diretora do Procon, a advogada e jornalista Fabiana Camacho Bava.

Há quatro meses à frente do serviço de proteção ao consumidor, Fabiana afirma que apesar de os atendimentos presenciais serem o principal meio de acesso ao Procon, o contato por telefone ou pelo e-mail foi intenso desde ano passado.

As reclamações sobre produtos (prazo de entrega, defeitos, etc) lideram as queixas, além dos problermas com operadoras de telefonia e instituições financeiras.

Na pandemia, no entanto, outras demandas surgiram como o desacordo entre pais e escolas sobre valores de matriculas, em função das aulas remotas, e a remarcação de passagens aéreas. A realização das viagens sofre forte impacto com as ondas de casos da Covid e a impossibilidade de os brasileiros acessarem determinados países.

O Procon também ampliou, desde o ano passado, a atuação junto ao comércio e prestadores de serviços, para orientações e a fiscalização do Plano São Paulo, no que diz respeito a horários e regras para o recebimento de cllientes.

O atendimento à distância foi um teste para o serviço. Faviana conta que o consumidor, em geral, prefere se dirigir presencialmente às unidades, ainda que as reclamações possam ser feitas no site do Procon. “É um traço do brasileiro”, diz. 

Algumas mudanças, para facilitar o contado entre as duas partes o Procon de Mogi adotou medidas, como responder ao cidadão por e-mail ou telefone. “Isso evita que ele vá duas vezes às nossas unidades”, comentou ela.

O uso da internet deverá ser ainda mais estimulado. “O consumidor mais jovem, por exemplo, deve ter a seu dispor essa facilidade para que os direitos do consumidor sejam garantidos”.

Isso, claro, não excluirá, por enquanto, o atendimento presencial. 

Outra marca planejada pela nova gestão é a abertura do diálogo com o prestador de serviço ou comerciante. “Nem sempre o consumidor é quem está com a razão, por isso, o Procon existe para mediar uma solução para um conflito”, comentou Fabiana, que já está se reunindo com representantes do comércio mogiano para ouvir sugestões sobre o relacionamento entre as partes. “Nossa meta e buscar o equilíbrio e notamos que havia um certo ruído que não pode acontecer. Não se trata de dar sempre razão para um ou para o outro, mas buscar o equilíbrio”, afirma ela.

Balanço

Um balanço dos procedimentos realizados pelo Procon, mostra que em 2019, foram 17.444 atendimentos, e em 2020, quando a pandemia suspende o atendimento presencial, 14.129 atendimentos nas quatro unidades da cidade (veja aqui os endereços)

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