Projeto prevê instalação de botão do pânico em escolas de Mogi
O caso do ataque à escola estadual Thomazia Montoro, na Zona Oeste de São Paulo, nesta segunda-feira (27), que deixou uma professora morta e cinco pessoas feridas, foi alvo de discussão na sessão desta terça-feira (28) da Câmara de Mogi. Os vereadores aprovaram a deliberação de um projeto prevendo a instalação de botôes do pânico […]
28/03/2023 18h47, Atualizado há 40 meses
O caso do ataque à escola estadual Thomazia Montoro, na Zona Oeste de São Paulo, nesta segunda-feira (27), que deixou uma professora morta e cinco pessoas feridas, foi alvo de discussão na sessão desta terça-feira (28) da Câmara de Mogi.
Os vereadores aprovaram a deliberação de um projeto prevendo a instalação de botôes do pânico nas unidades de ensino da cidade ligados à central da Guarda Municipal para atendimento de situações de emergências.
Ainda sobre o tema, o Legislativo também aprovou, em plenário, a moção apresentada pela vereadora Inês Paz (PSOL), com “votos de profundo pesar” pela morte da professora Elisabete Tenreiro, de 71 anos, esfaqueada por aluno da E.E. Thomazia Montoro. “Ela foi morta na tentativa de proteger e defender os estudantes da escola. Quero repudiar os atos de violência, principalmente contra a comunidade escolar”, disse Inês.
Já o projeto deliberado hoje é de autoria do vereador Francimário Vieira, o Farofa (PL), que defende a implantação de dispositivos nas escolas para que, quando acionados, possam gerar um alarme à Guarda Municipal para deslocamento rápido ao local, em caráter de urgência e emergência. “O projeto visa promover um ação rápida das forças de segurança para os alunos e funcionários no âmbito escolar em casos de perigo, devendo ser acionados botões de pânico dentro da escola em locais onde funcionários possam acionar tal dispositivo facilmente nos casos em que entenderem neessários à segurança de alunos e funcionários do local”, explica o parlamentar.
Ele também lembra outros casos registrados no país, como o de Realengo, no Rio de Janeiro, que deixou 12 estudantes mortos e 12 feridos, o de Aracruz, no Espírito Santo, que vitimou quatro pessoas e 12 feridos, e o da escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, que terminou com 7 mortos e 11 feridos.
“A ideia de que as escolas são ambientes vulneráveis e de fácil acesso não é coinciência para este tipo de ataque, que poderia ser realizado em bancos, supermercados e praças públicas. Contudo, o desejo de matar, muitas vezes, é associado a condições vivenciadas nas escolas”, alerta Farofa, justificando a apresentação do projeto que agora irá tramitar pelas comissões permanentes da Casa antes de ser levado à votação no plenário.