Quase 2 mil pessoas já foram vacinadas contra o coronavírus em Mogi
Em Mogi das Cruzes, 1.901 pessoas já foram vacinadas contra o novo coronavírus até às 17 horas desta terça-feira (26) – seis dias após o início da imunização na cidade. As informações foram fornecidas a O Diário pela Secretaria Municipal de Saúde. Mogi recebeu hoje o segundo lote de imunizantes: trata-se de 4.020 doses do […]
26/01/2021 17h17, Atualizado há 66 meses
Em Mogi das Cruzes, 1.901 pessoas já foram vacinadas contra o novo coronavírus até às 17 horas desta terça-feira (26) – seis dias após o início da imunização na cidade. As informações foram fornecidas a O Diário pela Secretaria Municipal de Saúde. Mogi recebeu hoje o segundo lote de imunizantes: trata-se de 4.020 doses do imunizante produzido pela fabricante AstraZeneca/Oxford, importadas pelo Governo Federal e distribuídas pelo Governo do Estado.
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A reportagem solicitou o número de doses que foram aplicadas em cada hospital da cidade e aguarda retorno.
Somando as 5.240 doses da Coronavac que chegaram à cidade no último dia 20, Mogi já recebeu 9.260 doses de imunizantes. A primeira etapa de vacinação é destinada para grupos prioritários.
Por se tratar de laboratório diferente da CoronaVac, a vacina de Oxford não poderá ser utilizada como segunda dose dos pacientes já vacinados.
Ao todo, o Estado destinou 22.110 doses vacinas de Oxford para as 12 cidades do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), material que será usado para a imunização de mais uma parcela do grupo prioritário de trabalhadores da saúde e idosos institucionalizados.
A quantidade de vacinas de Oxford é inferior ao primeiro lote, quando a região recebeu 28.750 vacinas
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Mogi reforça que a cidade “segue todas as determinações dos governos estadual e federal para a aplicação da vacina”.
A pasta acrescenta que as próximas fases dependem do envio de novas remessas, mas a Secretaria Municipal de Saúde “fará ampla divulgação pelos canais oficiais e meios de comunicação”. Cabe destacar que, por enquanto, não há doses disponíveis para nenhum grupo nos postos de saúde de Mogi.
Reuniões
A Secretaria Municipal de Saúde prossegue com a realização de reuniões para orientação sobre normas técnicas, aplicação e manejo das vacinas contra o novo coronavírus. Nesta terça (26), os encontros foram realizados com responsáveis de postos de saúde, unidades do Programa Saúde da Família e Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).
Na semana passada, quinta (21) e sexta-feira (22), a equipe da Vigilância Epidemiológica esteve com representantes de hospitais públicos e privados, pronto socorros e pronto atendimentos, profissionais do Samu e responsáveis pelas unidades de referência para atendimento de pacientes de Covid-19.
“Nosso objetivo é informar todos os detalhes e procedimentos técnicos relacionados à vacinação contra o novo coronavírus, esclarecendo dúvidas dos profissionais”, explicou a chefe da Vigilância Epidemiológica, Lilian Peres Mendes. As doses são liberadas para que os próprios serviços imunizem seus colaboradores, priorizando quem está na linha de frente.
Apesar da reunião, ainda não há data para que idosos que vivem em asilos e casas de repouso do município – grupo de risco para o novo coronavírus – comecem a ser vacinados.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Mogi, a cidade conta com 15 Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) públicas e particulares – num total de 224 idosos assistidos. Até agosto último, o município havia registrado sete mortes de idosos por Covid-19 em asilos, sendo quatro em uma unidade filantrópica e três em uma instituição particular.
De acordo com informações disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, os primeiros a receber as doses da vacina contra o coronavírus são os profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à Covid-19, além de idosos com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência.
Também entram na lista as pessoas a partir de 18 anos de idade com deficiência, que vivem em residências inclusivas, e indígenas que moram em terras indígenas. Quilombolas foram tirados da lista pelo ministério, mas o Governo de São Paulo decidiu que eles também serão vacinados no Estado. Todas as pessoas dos grupos citados acima receberão a vacinação nos locais onde vivem ou trabalham, sob coordenação municipal.