Motivo de polêmica na capital, vereador quer trazer ‘prisômetro’ para Mogi das Cruzes
Painel que mostra dados atualizados sobre ações de Segurança Pública foi criticado pelo PSOL e defendido por Ricardo Nunes
08/04/2025 12h37, Atualizado há 13 meses
Prisômetro da capital paulista, instalado na XV de Novembro | Divulgação/Prefeitura de São Paulo
Está na pauta da sessão ordinária desta terça-feira (8) a indicação nº 623/2025, de autoria do vereador Felipe Lintz (PL), que pede a instalação de um “prisômetro” em Mogi das Cruzes.
A medida é idêntica à adotada na capital do Estado em fevereiro deste ano. A indicação pede a implantação de um painel eletrônico com dados, atualizados periodicamente, das ações de Segurança Pública na cidade, como prisões em flagrante, captura de procurados da Justiça e pessoas desaparecidas encontradas. O assunto é alvo de críticas e um especialista chegou a falar em “medida pouco efetiva” (leia mais abaixo)
Pelas redes sociais, Lintz já anunciou a indicação com um vídeo gravado em frente ao prisômetro paulistano. “[O prisômetro] vai dar ainda mais publicidade para os atos da Secretaria Municipal de Segurança e trazer ainda mais fortalecimento para a nossa Guarda Municipal”, argumenta o parlamentar na publicação.
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Na capital, o painel está instalado em frente à central operacional do Programa Smart Sampa, na rua XV de Novembro, no Centro Histórico da cidade. Ainda de acordo com o que Lintz diz em seu vídeo, a ideia é de que o prisômetro mogiano – se aprovado – também seja instalado em algum local do Centro.
Ao O Diário, o vereador adiantou que não há uma localização específica, mas sugere a Praça Oswaldo Cruz, na rua Dr. Ricardo Vilela, como endereço para o painel em sua indicação.
Polêmica
Na capital, o prisômetro foi alvo de críticas do PSOL. Através do vereador Celso Giannazi e da deputada federal Prof. Luciene Cavalcante, o partido acionou o Ministério Público (MPSP) em uma representação contra o painel no dia 30 do mês passado.
Segundo a prefeitura de Ricardo Nunes (MDB), o prisômetro “pretende inibir a atuação dos criminosos” e também “oferecer respostas à sociedade sobre a atuação da GCM (Guarda Civil Metropolitana) e toda a equipe técnica da central de videomonitoramento”. Para os psolistas, entretanto, a ação não tem “interesse público ou social legítimo”.
Além disso, o painel teria sido instalado em uma área tombada do centro da capital, tendo causado a retirada de pedras portuguesas para a sua implementação, e seria uma prática para “desviar o foco das reais necessidades da segurança pública municipal”.
Na ocasião, Nunes respondeu à representação do PSOL através das redes sociais, dizendo que “São Paulo não dará trégua para bandidagem”.
À jornalista Caroline Oliveira, do Brasil de Fato, o doutor em administração pública e governo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Alan Fernandes, que também é associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o prisômetro era um “afago” de Nunes ao seu eleitorado.
Ainda na entrevista ao veículo, Fernandes disse que a medida era pouco efetiva em termos de política de segurança pública, apesar de atender a um “anseio da população”.