Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Câmara de Mogi cria comissão para acompanhar despejo de famílias no antigo Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti

Descendentes de ex-pacientes de hanseníase enfrentam ordem de despejo em Jundiapeba; vereadores querem transparência e solução política para o caso

Por O Diário
10/04/2025 16h14, Atualizado há 17 meses

Vereadores de Mogi aprovam nova CEV do Hospital Dr. Arnaldo | Divulgação/CMMC.

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, na sessão ordinária desta quarta-feira (09/04), o Projeto de Resolução nº 4/2025, que cria uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) com a missão de acompanhar a situação das famílias residentes no Complexo Hospitalar Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, em Jundiapeba. A iniciativa é de autoria do vereador Marcos Furlan (Podemos).

A medida tem como objetivo principal buscar esclarecimentos sobre a ordem de despejo que atinge os moradores do entorno do hospital e garantir que seja respeitado o direito constitucional à moradia digna. A comissão será composta por três parlamentares e terá prazo de 180 dias para a realização dos trabalhos, a contar da data de publicação da Resolução.

O Complexo Hospitalar de Jundiapeba tem uma história ligada ao tratamento da hanseníase, quando pacientes eram internados de forma compulsória e realocados em moradias construídas nos arredores do centro médico. Ainda hoje, filhos e netos desses pacientes vivem nas casas, mas estão sob risco de serem retirados das unidades habitacionais por força de uma decisão judicial.

Para o vereador Marcos Furlan, é necessário ampliar o debate e buscar uma solução política para a questão. “É fundamental trazer clareza e transparência quanto aos riscos referentes à ação de despejo. Já tem uma decisão judicial, mas vamos batalhar por uma decisão política. Afinal, os antepassados dessas pessoas foram obrigados a ir morar lá, na época em que a hanseníase ainda era chamada de lepra”, afirmou durante a sessão.

Direito à moradia e função social do terreno

O projeto de resolução também cita o Estatuto da Cidade como base legal para a ação parlamentar, reforçando o princípio da moradia digna e da função social da propriedade urbana. Com a aprovação da proposta, a CEV terá poderes para fiscalizar o andamento do processo de despejo e propor encaminhamentos que visem proteger as famílias.

Histórico de atuação no local

Esta não é a primeira vez que o Legislativo mogiano atua sobre o tema. Em 2024, uma outra CEV já havia sido instaurada para acompanhar a situação das famílias que vivem no entorno do hospital, além de apurar as condições de preservação do patrimônio histórico existente no local — como o teatro, a igreja e o cemitério do complexo.

O vereador Iduigues Martins também se manifestou sobre o tema no Plenário. “Os filhos e netos dos pacientes ali internados estão sob ameaça de despejo. Isso vai gerar mais um problema social na nossa região. O teatro e o cinema estão ruindo. O Governo do Estado está sempre penalizando Mogi e Região. Já foi assim com o pedágio. Essa CEV veio em muito boa hora. Vamos apelar para o presidente da Alesp, André do Prado, que é daqui da Região, e para o deputado estadual Marcos Damásio (PL)”, declarou.

Mais noticias

Dormir pouco depois de um grande evento pode ser prejudicial? Entenda os impactos no desempenho cognitivo

Mogi oferece curso gratuito pelo programa CultSP Pro

Sem ideia para o jantar? Veja 3 receitas de almôndegas fáceis e ricas em proteínas 

Veja Também