Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Ronda e Conselho Tutelar vão à escola de Mogi após aluno exibir arma de brinquedo

Uma confusão envolvendo alunos de uma escola localizada no bairro da Porteira Preta foi acompanhada pela Ronda Escolar e o Conselho Tutelar de Mogi das Cruzes. O caso foi comentado pela vereadora Inês Paz, do PSOL, durante o pequeno expediente que antecedeu a sessão na Câmara Municipal nesta quarta-feira (29). O vídeo de uma briga […]

Por O Diário
30/03/2023 09h18, Atualizado há 40 meses

Uma confusão envolvendo alunos de uma escola localizada no bairro da Porteira Preta foi acompanhada pela Ronda Escolar e o Conselho Tutelar de Mogi das Cruzes. O caso foi comentado pela vereadora Inês Paz, do PSOL, durante o pequeno expediente que antecedeu a sessão na Câmara Municipal nesta quarta-feira (29).

O vídeo de uma briga entre alunas da escola, em uma praça, na noite do dia 28, por volta das 22 horas, chamou atenção da comunidade escolar ao trazer a imagem de um aluno que assistia à discussão e tinha nas mãos um objeto que parecia ser uma arma. Após os dirigentes da escola tomarem conhecimento desse fato, a Ronda Escola foi chamada, assim como o Conselho Tutelar. Descobriu-se, então, que a arma era de brinquedo.

Segundo nota encaminhada pela Secretaria de Estado da Educação a O Diário, logo após a ocorrência, “imediatamente, a gestão escolar acionou a Ronda Escolar, o Conselho Tutelar e o responsável pelo aluno. Todas as medidas necessárias para garantir a segurança da comunidade escolar foram adotadas e as aulas seguem regularmente”.

Segundo apurou a vereadora, um aluno teria mostrado uma arma de brinquedo durante um briga do lado de fora da escola. O fato, no entanto, ocorre na mesma semana da trágica morte da professora Elisabeth Tenreiro, assassinada por um aluno após ter sido esfaqueada dentro de uma sala de aula da EE Thomázia Montoro, na Vila Sônia em São Paulo.

Um boletim de ocorrência foi registrado. Além disso, o caso deverá ser inserido na Plataforma Conviva (Placon-SP), um programa que busca melhorar a convivência e a proteção do ambiente escolar, e o estudante poderá ser punido.

VEJA TAMBÉM: Em Mogi das Cruzes, após ataque em escola, vereadores sugerem a instalação do “botão do pânico” em unidades de ensino.

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, “as escolas da rede estadual estão atentas aos comportamentos dos estudantes, atuando com a escuta ativa e mediação, buscando solucionar os conflitos identificados. Periodicamente, a equipe CONVIVA SP – Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar – promove encontros formativos junto aos COE (Coordenador de Organização Escolar) cujas pautas são voltadas à promoção da cultura da paz, à valorização da vida e à mediação de conflitos”.

Já a Secretaria de Segurança Público trouxe a seguinte nota, por volta das 13h30 desta quinta-feira (30): “O caso foi apresentado no plantão da Seccional de Mogi das Cruzes, onde o menor, na presença dos pais, informou ter achado um simulacro de arma de fogo em um campo à 400m da escola onde estuda. Ele negou ter usado tal objeto para intimidar pessoas. A ocorrência foi registrada como apreensão de objeto, na manhã de quarta-feira (29). O objeto foi apreendido e o menor liberado”.

 

Conflitos

Professora e dirigente sindical durante toda a carreira, a vereador Inês Paz defende uma grande reestruturação para enfrentar a violência no ambiente escolar. Ela pondera situações como a falta de acompanhamento psicológico a professores e alunos, neste período recente de retorno às aulas presenciais.

“Nós estamos saindo de uma pandemia, quando tudo ficou muito represado. A volta ao presencial mesmo não está sendo acompanhada por políticas de saúde mental. Os professores estão ficando doentes”, comenta, lembrando que o ápice da violência – os ataques de estudantes a professores e aos próprios alunos, exigiriam políticas de acompanhamento constante e mudanças positivas no sistema pedagógico.

“Essa escola onde ocorreu esse fato, que foi uma briga com um aluno portando uma arma de brinquedo, é uma PEI (Programa de Ensino Integral). Acontece que as escolas não foram preparadas para oferecerem tantas oficinas e manterem os alunos durante tantas horas na escola. Parte desse tempo acaba sendo ocupado por aulas, e esse não era o objetivo. O que sinto é que estamos em uma grande ‘panela de pressão'”, diz.

VEJA TAMBÉM: Cidades brasileiras registram denúncias após ataque que matou professora na Vila Sônia, em São Paulo.

Para ela, o tempo integral não pode significar mais tempo em sala de aula. “Não pode ser mais apenas cumprir horas”, resume, lembrando que a educação sofre um desmonte nacional. “Não é um problema de Mogi, é do país. Essa cultura da violência levará tempo para ser tratada”, opina, lembrando que além do governo – que, na opinião dela, precisa ser de diálogo -, a sociedade civil também tem um papel nesse desafio. “Porém, não adianta a sociedade civil se organizar e não ter acesso à escola”.

Ela defende a volta do Fórum Municipal da Cultura da Paz que, no passado, favoreceu o debate sobre esse e outros problemas ligados à segurança de estudantes e professores.

Mais noticias

Quer variar o almoço? Veja 5 receitas ricas em proteínas vegetais para a semana

Ex-auxiliar de escola de Suzano é condenado a 88 anos e 11 meses de prisão por abuso sexual infantil

Vídeo: mulher é assaltada por dupla em charrete, em Ferraz de Vasconcelos

Veja Também