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Servidores da rede municipal esperam solução de problemas ainda nesta semana

Após protesto realizado na manhã desta segunda-feira (7) em frente à Prefeitura de Mogi das Cruzes, servidores da Secretaria Municipal de Educação foram recebidos por representantes da Prefeitura que teriam prometido resolver ainda nesta semana os problemas relacionados ao não pagamento ou a descontos nos salários de cerca de 80 profissionais. No passado, já houve […]

Por O Diário
07/03/2022 19h02, Atualizado há 54 meses

Após protesto realizado na manhã desta segunda-feira (7) em frente à Prefeitura de Mogi das Cruzes, servidores da Secretaria Municipal de Educação foram recebidos por representantes da Prefeitura que teriam prometido resolver ainda nesta semana os problemas relacionados ao não pagamento ou a descontos nos salários de cerca de 80 profissionais.

No passado, já houve outras conversas entre os manifestantes e a vice-prefeita, Priscila Yamagami (PODE). Agora, por mais que o grupo estivesse reivindicando diálogo com o prefeito Caio Cunha (PODE), o que se conseguiu foi uma reunião com o secretário municipal de Gestão, Daniel de Oliveira, e a representante da Secretaria de Educação, Juliana Ramires. Estiveram presentes também os vereadores José Francimário Vieira de Macedo, o Farofa; Inês Paz; Milton Lins e José Luiz Furtado.

Antes desta reunião, como O Diário mostrou em vídeo, os manifestantes precisaram gritar e ocupar o espaço dos carros na rua para serem ouvidos. A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada e uma das manifestantes, Simone Machado da Rocha, diretora da Escola Municpal Carlos Alberto Lopes, no Mogilar, foi empurrada por um dos agentes.

Durante a tarde, Simone esteve no 1º Distrito Policial de Mogi e diz ter registrado boletim de ocorrência contra este guarda. Ela também fez o exame de corpo de delito e diz estar com a mão machucada.

Sobre este episódio, a “Secretaria Municipal de Segurança informa que o caso será rigorosamente apurado”. Em nota, a Prefeitura de Mogi das Cruzes, que afirma “que a Guarda Municipal atuava para garantir a segurança dos próprios manifestantes que estavam na pista, assim como manter a circulação do trânsito no local”, reitera “que não compactua com qualquer tipo de abuso ou violência e o seu compromisso em apurar de forma completa e transparente os fatos”.

Enquanto Simone e outros manifestantes estavam no 1º D.P, às 16 horas, de acordo com a administração municipal, a vice-prefeita Priscila Yamagami (PODE) e “representantes das secretarias de Educação e Gestão” esperavam os servidores para uma reunião, mas ninguém apareceu.

Do outro lado, Simone mostra que esta reunião foi um dos motivos pelos quais os professores, coordenadores, vice-diretores e diretores foram às ruas hoje. “Passamos o dia de ontem em negociação com a co-prefeita e a secretária (de Educação, Patrícia Helen) e elas nos ofereceram esta reunião de hoje, às 16 horas, mas o grupo exigia a presença do prefeito, e ele se negou a estar na reunião. Por isso fomos para a manifestação e dissemos a ela que não participaríamos”.

Antes disso, a revolta começou quando, no final de semana, antes do pagamento dos salários, que seria hoje (5º dia útil do mês de março), os holerites dos profissionais da educação municipal foram disponibilizados. Segundo Simone, aproximadamente 80 deles mostravam que não haveria pagamento.

“O que nos levou para a porta da prefeitura, ao ponto de parar o trânsito, é que cerca de 80 professores amigos nossos não receberam pagamento no dia de hoje. Alguns receberam com grandes descontos, mas grande parte não recebeu nada. Os holerites vieram negativos, e a prefeitura não consegue nos dar uma explicação plausível”, afirma ela a O Diário.

“São pais e mães de família, pessoas que precisam do dinheiro para garantir o sustento de um lar, então a prefeitura não pode brincar com o pagamento dessas pessoas”, continua a diretora de escola, que reforça: “Não estávamos lá manifestando melhoria salarial, não é nada disso. Estávamos lá lutando para que essas pessoas tenham direito ao salário delas referente ao mês de fevereiro, que trabalharam”.

Sobre a reunião desta manhã, com o secretário de Gestão, a prefeitura apenas diz que “respeita todas as manifestações” e que “um canal para diálogo foi aberto e as reivindicações apresentadas pela categoria já estão sendo tratadas diretamente pela Secretaria Municipal de Gestão”.

No entanto, de acordo com os manifestantes, o gestor Daniel, que recebeu a todos “muito bem” e que é “muito comprometido” e tem “respeitado e ouvido as angústias”, teria entendido a “gravidade da situação” e se comprometido a “fazer uma folha (de pagamento) complementar e arrumar o salário desses 80 professores até sexta-feira, dia 11)”.

Após insistência da reportagem, a prefeitura disse que “foi apresentada na reunião a questão salarial”, e que “o canal de diálogo está aberto com os servidores para a escuta de outras questões”. Esta suposta folha de pagamento complementar não foi confirmada a este jornal.

Sem cravar prazos, a nota encaminhada à tarde, assim como a desta manhã, reforça que “os casos apresentados pela comissão serão todos analisados”.

Outras reivindicações

Por mais que a “pauta de reivindicações” dos servidores da Educação municipal seja “gigantesca”, a prioridade do dia “era garantir que o pessoal receba o salário de fevereiro”. Simone relata enfrentar muitas dificuldades e fala em “péssimas condições de trabalho, com falta de servidor e falta de insumos”.

Contudo, estes assuntos não foram abordados nesta segunda-feira (7). Para além da questão dos pagamentos, os manifestantes pediram para que a gestão municipal “acelere renovação da reforma do Estatuto do Magistério, que vai corrigir a situação irregular desses profissionais que tiveram problemas com pagamentos, que são coordenadores pedagógicos e vice-diretores”.

De acordo com Simone, tanto o secretário de Gestão como os vereadores presentes “se comprometeram a acompanhar isso de perto” e a “montar uma agenda de reuniões para tentar aprovar a reforma o mais rápido possível”.

Mais cedo, este jornal publicou na íntegra uma nota da Prefeitura sobre este tema. Clique aqui para ler.

 

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