Confira a situação das cidades mais afetadas pelas chuvas no Alto Tietê
Parques e ruas inundadas e perdas de mobília devido às enchentes foram apenas alguns dos problemas enfrentados nestes dias caóticos
05/02/2025 19h47, Atualizado há 11 meses
Parque Ecológico Mario do Canto foi interditado devido às chuvas | Foto: Matheus Cruz/PMI
A região do Alto Tietê foi fortemente atingida pelas chuvas do último fim de semana. As consequências, sem dúvida, impactaram principalmente os moradores de Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos e Suzano. No total, mais de 1,2 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas. Parques e ruas inundadas e perdas de mobília devido às enchentes foram apenas alguns dos problemas enfrentados nestes dias caóticos.
Como estamos lidando com o problema?
Veja no programa O Diário Entrevista nesta quinta-feira (6/2)
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As prefeituras do Alto Tietê, por sua vez, iniciaram campanhas de arrecadação e apoio às famílias afetadas e se reuniram com o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na busca de recursos.
Itaquaquecetuba
O município mais afetado no Alto Tietê foi Itaquaquecetuba, que decretou estado de calamidade pública por 180 dias. Entre os principais danos causados estão alagamentos de ruas e residências, transbordamento de rios e córregos, além de deslizamentos de terra.
Considerando apenas os afetados em Itaquaquecetuba, aproximadamente 95 pessoas estão desabrigadas, e a administração municipal já direcionou esse público para os abrigos montados para acolhimento. Além disso, outras 1,1 mil ficaram desalojadas. Cerca de 2,5 mil residências foram afetadas.
De acordo com a Prefeitura de Itaquaquecetuba, as áreas afetadas estão sendo monitoradas e o foco das ações está voltado para o apoio aos moradores que optaram por deixar suas residências em razão dos locais com ruas alagadas. As fortes chuvas que atingiram Itaquaquecetuba no último fim de semana, transformaram algumas vias da cidade em “rios”. Este é o caso da rua vereador Almiro Dias de Oliveira, localizada no Jardim Nova Itaquá, que ficou alagada. (Veja abaixo).
Em nota, a administração municipal informou que mantém mais de 100 servidores nas ruas visando amenizar os impactos dos danos.
A administração mantém mais de 100 servidores em campo, com quatro abrigos montados para acolhimento. As estruturas emergenciais estão localizadas na rua Joaquim Nabuco, 66 – Maria Augusta; rua Tiradentes, 126 – Maria Augusta; rua São Roque, 215 – Vila Japão; e estrada Valter da Silva Costa, 1.228 – Vila Sônia.
Poá
Também no Alto Tietê, em Poá, o prefeito Saulo Souza (PP) decretou situação de emergência após as fortes chuvas. No último sábado (1º/2), quando ocorreram as enchentes no município, foram registrados 75 mm de precipitação. Segundo a prefeitura, 102 pessoas foram cadastradas na área de risco do munício entre os bairros Jardim São José e Nova Poá pelas equipes da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social e orientadas sobre a disponibilidade do abrigo.
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Em resposta aos impactos da chuva, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou de uma reunião virtual neste domingo (2/2) no gabinete do prefeito de Poá. Na ocasião, o chefe do Executivo municipal solicitou uma gestão de custo compartilhada para a limpeza e o desassoreamento do piscinão da Vila Romana, que transbordou após não suportar o volume de água.
Mogi das Cruzes
Em Mogi das Cruzes, cinco famílias, totalizando 20 pessoas, ficaram desabrigadas e foram encaminhadas para o alojamento temporário da administração municipal, com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) e de agentes sociais. Dezenas de outras famílias estão recebendo atendimento por meio das doações do Fundo Social de Solidariedade e da equipe da Secretaria de Assistência Social.
A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que, até a tarde da última terça-feira (4/2), quatro famílias do Jardim Santos Dumont, totalizando 17 pessoas, já haviam deixado o abrigo provisório organizado pela administração municipal.
O Parque Centenário, em César de Souza, por conta do transbordamento dos lagos. No comunicado, a prefeitura relembrou que trechos das trilhas de caminhada já haviam sido bloqueados por conta do nível da água. Entretanto, agora, todo o parque estará fechado para visitação, assim como outras regiões do Alto Tietê.



Ainda segundo divulgado pela administração municipal, o Centenário deve continuar fechado até que o nível das águas diminua, sem previsão para a atual liberação uma vez que a mesma depende, também, das condições climáticas.
Suzano
A Prefeitura de Suzano está recorrendo ao Governo do Estado para minimizar os impactos causados pelas chuvas. Entre os assuntos em pauta estão o estudo para um plano de drenagem que vai beneficiar o município, projetos urbanos para melhorar o escoamento de água. Hoje a cidade conta com pelo menos 45 áreas de risco, encostas e margens de rios/córregos. Entre os pedidos feitos pelo prefeito ao Estado estão:
- A limpeza do rio Guaió, desde a avenida Major Pinheiro Fróes (SP-66) até o rio Tietê, em uma extensão de 1,3 quilômetro;
- Abertura total das comportas da Penha;
- Aumento do diâmetro da tubulação do Ribeirão das Palmeiras, que passa sob a pista antiga da rodovia Índio Tibiriçá (SP-31), no Jardim Amazonas, visando dar mais vazão à água.
Segundo um levantamento divulgado pela administração, na tarde da última segunda-feira (3/2), 17 pessoas estão desabrigadas após precisarem ser removidas de suas casas sem ter para onde ir. Todas foram acolhidas em um abrigo temporário instalado no prédio do antigo Restaurante Popular, onde recebem hospedagem, banho, alimentação e atividades para as crianças. Elas permanecerão no local até que suas residências voltem a ser seguras ou consigam outra moradia.