Homem acusado de estupro em Arujá morre três dias após espancamento e polícia investiga o caso
Segundo o sobrinho da vítima, ele foi confundido com o autor do crime; delegada determinou a investigação da possível relação entre os casos
11/02/2026 11h04, Atualizado há 2 meses
Delegacia de Arujá | Divulgação
A Polícia Civil investiga se a morte de um homem de 60 anos em Arujá tem relação com um caso de estupro registrado na cidade na semana passada. Segundo informações do boletim de ocorrência, o homem foi espancado no dia 6, acusado de ter estuprado uma mulher no dia 4. Ele faleceu no dia 9, em decorrência de ferimentos das agressões. O caso foi registrado na Delegacia de Arujá.
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Ainda de acordo com o b.o, um sobrinho da vítima teria entrado em contato com ele no dia 8, na residência do homem em Santa Isabel. Ao chegar na casa do homem, o sobrinho teria reparado nos ferimentos e, ao questionar a origem dos machucados, o tio teria dito que foi espancado por um grupo no dia 6, acusado de ter estuprado uma mulher – acusação que ele negava, ainda segundo o b.o.
O homem contou ao sobrinho que a abordagem aconteceu de madrugada. Ele foi agredido, colocado dentro de um carro e levado até Itaquaquecetuba, onde as agressões continuaram. Após o espancamento, ele teria sido liberado e retornou para Santa Isabel por meios próprios.
O sobrinho, então, acompanhou o tio até uma Unidade de Pronto-Atendimento em Santa Isabel. Ele recebeu atendimento médico no local e, então, recebeu alta. Entretanto, na manhã do dia 9, voltou a passar mal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas o homem chegou ao hospital já sem vida.
O sobrinho, então, decidiu registrar a ocorrência e, na declaração, informou que o tio “tinha o costume de andar pela Rodovia Presidente Dutra, e que, por esse motivo, acredita que essas pessoas o estavam acusando de ter cometido esse suposto estupro“.
O caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Arujá. Entretanto, por conta das informações apresentadas, a delegada dra. Elisabeth Moura Rodrigues Furtado determinou a coleta de material genético da vítima para investigar a possível relação entre os dois casos. A investigação segue em andamento.