Prefeita de Ferraz de Vasconcelos se pronuncia após Operação TAC e diz que dará apoio ao MP
Priscila Gambale também negou envolvimento no esquema, dizendo que não há inquéritos ou processos em seu nome, e que servidores ligados ao caso serão responsabilizados
28/01/2026 12h24, Atualizado há 2 dias
Priscila Gambale, prefeita de Ferraz de Vasconcelos | Divulgação/PMFV
A Prefeita de Ferraz de Vasconcelos, Priscila Gambale (Podemos), se pronunciou sobre a Operação TAC, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na manhã desta quarta-feira (28) na Prefeitura e na Câmara Municipal da cidade. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a prefeita disse que irá “cooperar de forma significativa com toda a investigação” e negou envolvimento com o esquema denunciado pelo MP, dizendo que “não existe um inquérito ou processo” envolvendo seu nome.
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Também no vídeo, Priscila disse que a ação do MP apura processos de multas ambientais, cuja maioria teria início em 2018. A prefeita também disse que servidores que tiverem envolvimento com o processo serão “devidamente responsabilizados“.
Veja o pronunciamento completo:
Em nota divulgada à imprensa, a Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos disse que “colabora integralmente com as autoridades competentes” e reforçou que não compactua com qualquer prática que fira os princípios da administração pública.
A prefeitura também disse que “neste momento, não cabe antecipar medidas administrativas, uma vez que o Ministério Público ainda se posicionará oficialmente a respeito do teor das investigações”.
A Câmara de Ferraz de Vasconcelos, onde também foram cumpridas diligências na manhã de hoje, disse que os agentes estiveram no gabinete do vereador Ewerton de Lissa (Podemos), mas que não teriam encontrado nenhum documento relevante para a investigação. O vereador está afastado do cargo por 180 dias.
Sobre a operação
O MP cumpriu, na manhã desta quarta-feira (28), mandados de busca e apressão na Prefeitura e na Câmara de Ferraz de Vasconcelos. As diligências aconteceram no âmbito da Operação TAC, que apura um esquema de corrupção entre agentes públicos e empresários. Os valores retirados dos cofres públicos podem chegar a, pelo menos, R$ 24 milhões, também de acordo com o MP.
A Operação TAC foi estruturada com os dados obtidos e compartilhados da Operação Munditia, a partir dos aparelhos do ex-vereador Inha. Segundo o MP, foi identificado um novo conluio entre os agentes públicos de Ferraz e empresários para celebrar dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) no âmbito da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos.
Agentes públicos do município, entre eles secretários e um vereador, teriam recebido propina para firmar os acordos com a empresa, negociando a suspensão da cobrança de dívidas e a desistência de demandas judiciais.