Servidores de Arujá rejeitam proposta da prefeitura e greve pode começar dia 2
Presidente do sindicato disse que demandas da categoria não foram atendidas e que rejeição da proposta se deu por "múltiplos fatores"
26/02/2026 10h50, Atualizado há 3 meses
Prefeitura Municipal de Arujá | Foto: Divulgação/PMA
Os servidores municipais de Arujá rejeitaram, em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Arujá e Região (SINDISMAR), a proposta de reajuste salarial encaminhada pela prefeitura da cidade. A decisão foi tomada na noite desta quarta-feira (25) e, segundo Miguel Latini, presidente do sindicato, a categoria pode entrar em greve na segunda-feira (2) se não houver uma nova proposta.
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Segundo a Prefeitura de Arujá, no dia 23, foi oferecido um aumento total de 7%, além de ajustes no vale-refeição e vale-alimentação dos servidores. Em nota, a administração municipal também informou que a proposta enviada previa a gratificação por participação em comissões e a oferta de uma solução de mobilidade para servidores em horários sem transporte público.
“A nova contraproposta busca atender os interesses do funcionalismo público, de forma equilibrada e compatível com a realidade financeira do Município, em observância dos limites da responsabilidade fiscal”, afirmou a prefeitura na ocasião.
Entretanto, em entrevista na noite desta quarta-feira, Latini disse que parte do percentual de reajuste salarial não representa o aumento real, mas sim direitos que já são garantidos aos trabalhadores, como os 2% do anuênio. O ganho efetivo, na prática, seria de aproximadamente 0,70%, ainda de acordo com ele. Além disso, o presidente do SINDISMAR também afirmou que a proposta enviada pela prefeitura atende somente quatro dos nove itens solicitados pela categoria, o que gerou um “desconforto”.
Entre as demandas apresentadas pelo sindicato estão o reajuste salarial com aumento real de 8%, o direito a seis faltas abonadas e a implantação do plano de carreira para os servidores. “A rejeição tem múltiplos fatores, não é uma coisa única que está sendo discutida“, explicou Latini.
Sem acordo, a categoria pode deflagrar uma greve a partir da próxima segunda-feira caso não haja uma nova proposta da Prefeitura de Arujá. Latini explicou que o movimento busca garantir a negociação com a prefeitura.
“A greve é para que ele [prefeito Luís Camargo] mande proposta. Na hora que ele enviar uma proposta e ela for aceita pelos trabalhadores, acaba a greve. A gente espera que isso aconteça o mais rápido possível para não atrapalhar ninguém e que os trabalhadores fiquem satisfeitos”, explicou Latini.
O que diz a prefeitura?
“A Prefeitura de Arujá informa que está avaliando, neste momento, a contraproposta do Sindicato e reforça que a proposta salarial apresentada é uma das melhores da região do Alto Tietê”.