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Sindicato aprova possível greve dos trens a partir do dia 4 de agosto

Funcionários da CPTM demonstraram preocupação com a falta de garantia sobre a manutenção de seus empregos após 90 dias de operação

Por Gabriel Vicco
26/07/2026 16h21, Atualizado há 0 horas

Trens podem ter paralisação no dia 4 de agosto | Foto: Geovanna Albuquerque/O Diário

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (SindCentral do Brasil) aprovou, em assembleia nesta sexta-feira (26), uma possível greve nos trens da Linha 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade a partir do dia 4 de agosto.

A reunião foi realizada com funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) após os problemas que ocorreram nas linhas, que estavam sendo operadas pela Trivia Trens. O Governo do Estado determinou o retorno da CPTM na operação das linhas por 90 dias.

De acordo com a nota divulgada pelo sindicato, os funcionários da CPTM demonstraram “profunda preocupação com a ausência de garantias quanto à manutenção de seus empregos” após este prazo de operação.

Os trabalhadores deliberaram reivindicações ao Governo do Estado. O sindicato deu o prazo de 31 de julho para resposta. “Caso não apresente resposta ou se recuse a negociar até a data estabelecida, será realizada uma nova assembleia no dia 3 de agosto de 2026, com indicativo de deflagração de movimento paredista, uma greve, a partir da do dia 4 de agosto de 2026”, diz o documento.

As reivindicações dos funcionários são: reestatização das linhas concedidas à iniciativa privada; manutenção de todos os empregos dos ferroviários da CPTM; e a aprovação do Projeto de Lei (PL) 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que prevê a absorção dos trabalhadores da CPTM por órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta do Estado.

De acordo com um trabalhador, que preferiu não se identificar, a primeira reivindicação é difícil de ser aceita pelo Governo do Estado. “Sabemos que é bem difícil de acontecer. O principal é a absorção do quadro de funcionários por outras entidades do governo”, disse.

O sindicato ainda afirma, na nota, que os funcionários da Trivia Trens “não são responsáveis diretos pelos problemas enfrentados pela população”.

“Na avaliação da categoria, o processo de transição foi conduzido de forma inadequada, com treinamento e acompanhamento insuficientes para a complexidade da operação ferroviária, comprometendo a qualidade e a segurança do serviço prestado aos passageiros”, diz um trecho do documento.

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