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Trívia Trens inicia prática operacional supervisionada nas linhas 11, 12 e 13 em nova fase da concessão

Operação segue sendo formalmente responsabilidade da CPTM, enquanto a concessionária assume progressivamente atividades operacionais e de gestão, com acompanhamento técnico

Por O Diário
21/05/2026 17h11, Atualizado há 1 hora

O novo ciclo prevê, ao longo de 25 anos, R$ 14,3 bilhões em investimentos em infraestrutura, ampliação da rede, reformas e novas integrações | Foto: Divulgação/Governo de SP

A concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade do sistema ferroviário metropolitano de São Paulo entra em uma nova etapa a partir desta quinta-feira (21). Conforme previsto no contrato de concessão, tem início a chamada prática operacional supervisionada. Nesta fase, a concessionária Trívia Trens S.A passa a atuar diretamente na operação de trens e estações, em um processo de transição operacional das linhas, ainda sob responsabilidade da CPTM.

Essa fase integra o período pré-operacional previsto em contrato e marca o início da transição operacional, ao longo de 60 dias. Durante esse intervalo, a operação segue sendo formalmente responsabilidade da companhia estatal, enquanto a concessionária assume progressivamente atividades operacionais e de gestão, com acompanhamento técnico.

A partir de 21 de julho, a concessão entra em uma nova etapa, com a assunção integral, pela Trívia, das responsabilidades pela operação, manutenção e gestão das linhas, conforme previsto no contrato. Segundo informado pelo governo estadual, a CPTM ainda manterá funcionários de seu quadro atuando nas linhas, com ressarcimento financeiro feito pela concessionária.

O novo ciclo prevê, ao longo de 25 anos, R$ 14,3 bilhões em investimentos em infraestrutura, ampliação da rede, reformas e novas integrações, incluindo a construção da nova estação em César de Souza. O projeto inclui mais de 22 quilômetros de expansão, implantação de oito novas estações e modernização de sistemas ferroviários.

As três linhas somam atualmente cerca de 102 quilômetros de extensão e devem transportar aproximadamente 1,3 milhão de passageiros por dia útil até 2040, segundo dados do governo estadual. Estão previstas reconstruções de estações como Jundiapeba, Mogi das Cruzes, Estudantes e Itaquaquecetuba, além da ampliação de unidades como Brás, Guaianases e Braz Cubas e melhorias em toda a infraestrutura operacional.

O Governo de São Paulo informou que parte das intervenções já está em andamento, com obras e adequações em curso em 23 das 29 estações existentes, com foco em acessibilidade, segurança, iluminação e preparação para a nova fase operacional.

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