Carta em que Flávio Bolsonaro se declara presidente tinha brasão antigo com Brasil escrito com Z
Símbolo deixou de ser utilizado oficialmente há quase seis décadas
28/10/2026 19h34, Atualizado há 0 horas
Brasão utilizado pelo senador na primeira versão da carta | Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta aberta, nesta quarta-feira (28), na qual se autodeclara o “verdadeiro presidente eleito”. Na primeira versão do documento, o parlamentar utilizou a versão antiga do Brasão de Armas do Brasil, que traz a denominação “Estados Unidos do Brazil” e deixou de ser usado oficialmente há quase seis décadas. Na versão atualizada, o símbolo foi substituído pelo brasão atual da República Federativa do Brasil, e Flávio passou a se apresentar como líder do país, e não mais presidente.
O parlamentar está nos Estados Unidos e desembarcou em Miami na manhã de hoje (28). A viagem ocorreu após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de domingo (25) e a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse seus passaportes à Polícia Federal. Flávio não cumpriu o prazo estabelecido pela Justiça.
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O parlamentar obteve 48,26% dos votos válidos, contra 51,74% de Lula. A vitória do petista foi reconhecida pelo PL, partido do senador, um dia após a divulgação do resultado. Apesar disso, Flávio alega “fraude eleitoral” sem apresentar provas.
Na carta, o senador agradeceu o apoio do líder argentino Javier Milei e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por o acolher no país.
“Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno.”, escreveu no documento.
O senador questiona a prorrogação do horário de votação até as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido apresentado pelo PT. No entanto, a própria campanha de Flávio também acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a extensão do horário de votação nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Por fim, Flávio afirma que irá liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e que “correrá os riscos que os parlamentares eleitos do PL não poderão correr”.