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Entenda o que muda na fungicultura com a assinatura da nova regulamentação 

Documento prevê novas regras e diretrizes para a produção e comercialização de fungos e cogumelos em São Paulo

18 de junho de 2024

Mogi tem mais de 100 produtores de cogumelos | Divulgação/PMMC

Reportagem de: Fabricio Mello

A Regulamentação da Fungicultura em São Paulo promete trazer o reconhecimento e valorização para a atividade que, até então, estava na categoria de olericultura – que regulamenta a produção de legumes e verduras. A resolução foi assinada na semana passada, no dia 13, em Mogi das Cruzes, e marca uma nova etapa para a atividade que dá o título de “capital do cogumelo” para a cidade.

Segundo os dados divulgados pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, a cidade possui 114 produtores de fungos e cogumelos, sendo um polo da atividade em São Paulo. Quase 4,5 mil toneladas são produzidas em Mogi por ano.

Com a nova resolução, o cultivo de cogumelos passa a ter uma classificação própria. A fungicultura passa a ser classificada como atividade agrícola e/ou extrativa e conta com normas específicas de qualidade e segurança.

Entre as mudanças da regulamentação, além de questões de nomenclatura, os processos produtivos para cada tipo de fungo passam a ser detalhados e regras para a coleta de cogumelos silvestres foram estabelecidas, visando a proteção ambiental.

Além disso, técnicas de conservação e armazenamento dos cogumelos após a colheita também estão previstas no documento. A ideia é que com as novas normas seja mais fácil garantir a segurança na comercialização dos produtos.

De acordo com a secretaria de Agricultura do Estado, a regulamentação deve facilitar a obtenção de certificação de produtores, o que aumenta a credibilidade e a visibilidade dos produtos no mercado interno e externo. Os produtos também passam a contar com assistência técnica dedicada.

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