Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, é preso em operação do MPSP
Ação também resultou na prisão de Mario Otávio Gomes, diretor estatutário da rede Fast Shop, e de um auditor fiscal acusado de receber propina
12/08/2025 10h22, Atualizado há 12 meses
Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma | Foto: Reprodução
O empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, foi preso na manhã desta terça-feira (12/8) durante a Operação Ícaro do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Ele foi encontrado na chácara onde mora, localizada em Santa Isabel. A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC) do MP com apoio da Polícia Militar. A ação tem como objetivo desarticular um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários lotados no Departamento de Fiscalização da Secretaria De Estado da Fazenda.
Segundo o MPSP, a investigação conduzida pelo GEDEC identificou um grupo criminoso responsável por favorecer empresas do setor de varejo em troca de vantagens indevidas.
A operação resultou ainda na prisão de Mario Otávio Gomes, diretor estatutário da rede Fast Shop. Um auditor fiscal acusado de receber propina e apontado como o principal operador do esquema também foi preso.
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Ainda de acordo com o MPSP, os dois empresários presos durante a operação teriam se beneficiado com decisões fiscais irregulares.
Além das prisões, os agentes dão cumprimento a diversos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais dos alvos e nas sedes das empresas investigadas.
De acordo com a apuração dos agentes, o fiscal manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários às empresas. Em contrapartida, recebia pagamentos mensais de propina por meio de uma empresa registrada em nome de sua mãe. Constatou-se também que o fiscal já recebeu, até este momento, mais de R$ 1 bilhão em propina.
A operação é fruto de meses de trabalho investigativo, com análise de documentos, quebras de sigilo e interceptações autorizadas pela Justiça. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As diligências seguem em andamento.