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UMC alerta que febre maculosa é desafio para a saúde pública

No total foram registrados 2.157 casos confirmados em 10 anos, 36% deles registrados em São Paulo

Por O Diário
30/06/2023 16h41, Atualizado há 25 meses

Saúde | Reprodução/Freepik

Segundo o levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, entre os anos de 2012 e 2022 cerca de 753 pessoas morreram por febre maculosa no Brasil. No total foram registrados 2.157 casos confirmados em 10 anos, 36% deles registrados em São Paulo.

A febre maculosa é uma doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida aos seres humanos no Brasil por carrapatos da espécie Amblyomma sculptum. Os sintomas iniciais podem ser leves, mas a doença pode progredir rapidamente, evoluindo para quadros graves e quando não tratados, chegam a ser fatais.

“Os principais sintomas são dores de cabeça, febre, náusea, vômitos, diarreia e dor abdominal, dores musculares, além do surgimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos que podem evoluir para vermelhidão na palma das mãos e sola dos pés”, descreve Henrique George Naufel, coordenador do curso de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes.

Esta doença é mais comum em áreas onde os carrapatos são predominantes, como matas, florestas e áreas com vegetação densa. Ao visitar estes locais, utilize roupas de manga longa, calças compridas, sapatos fechados e chapéu. Aplique repelentes de insetos na pele exposta e nas roupas, de acordo com as instruções do produto. Procure por produtos que contenham os ingredientes DEET ou Icaridina, pois são eficazes contra carrapatos.

De acordo com a coordenadora do curso de Medicina Veterinária Joelma Moura Alvarez, os carrapatos geralmente se fixam na pele antes de transmitir a doença. “Verifique cuidadosamente o corpo, incluindo áreas de difícil acesso, como axilas, virilhas e couro cabeludo. Caso encontre um carrapato preso à pele, utilize uma pinça fina para removê-lo. Segure-o pela cabeça e remova-o delicadamente, puxando-o para cima, evitando esmagá-lo”, afirma.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado com antibióticos são fundamentais para evitar complicações graves. Qualquer serviço de saúde está apto a tratar um paciente com suspeita de febre maculosa, com exceção dos casos graves, que devem ser tratados em ambiente hospitalar.

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