Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

UMC avança com propostas que podem integrar Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

Projetos destacam o papel da universidade para pensar na formulação de políticas públicas em sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável e governança participativa.

Por Especial AGFE
23/04/2026 10h21, Atualizado há 1 hora

Propostas serão apresentadas em evento nesta quinta-feira | Divulgação

A mudança para se alcançar um mundo melhor, como propõe o conjunto dos 18 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estipulados pela Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030, passa necessariamente pela discussão da formulação de políticas públicas em áreas sensíveis como a sustentabilidade ambiental, a inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável e a governança participativa. Foram justamente nesses eixos que a Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), em evento que reuniu docentes, graduandos, pesquisadores e sociedade civil, no mês de abril, produziu como resultado 14 propostas que podem fazer a diferença.

As ideias, que partem do fomento à economia circular, passando pela implementação de agentes comunitários ambientais e de energia solar em bairros periféricos, até chegar ao letramento em políticas públicas na educação básica e na formação cidadã e participação social nos territórios, serão apresentadas nesta quinta-feira (23/4), durante a Conferência Municipal ODS, que acontece na própria universidade. O evento deve reunir representantes do poder público, universidades, organizações da sociedade civil, setor produtivo e comunidades, além de ser gratuito e aberto ao público em geral, para quem deseja contribuir para o avanço dessas ideias. Para participar, é necessário preencher o formulário.

Propostas

No eixo da sustentabilidade ambiental, surgiram seis propostas, que destacaram a preocupação com a gestão de resíduos, a restauração de áreas naturais e o fortalecimento de serviços ecossistêmicos, além de ideias que dialogam com a questão de recursos humanos, como a implementação da figura do agente comunitário ambiental e da capacitação aos agricultores fornecida pela universidade, entre outros atores.

Já no eixo Inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável, as propostas convergem para a conectividade e equidade, também com o auxílio da universidade, para ajudar a superar o desafio do acesso à informação na sociedade brasileira, marcada pela desigualdade, assim como para a implantação de postes e placas solares em bairros periféricos, por meio de tecnologias baratas, desenvolvidas no campo universitário. Outro projeto levantado nesse eixo diz respeito à criação de conjuntos de dados abertos em diversas áreas do conhecimento que viabilizem identificar problemas sociais na região do Alto Tietê.

Por fim, no eixo que trata da governança participativa, as propostas se relacionam com o fortalecimento comunitário, implementando estratégias em comunidades locais e na sociedade civil que garantam a representação de diferentes grupos sociais, e com o desenvolvimento de ações de letramento em políticas públicas na educação básica, tanto na rede pública quanto na privada, além da utilização da universidade como espaço permanente de discussão e troca de conhecimentos que busquem fortalecer a participação cidadã em soluções alinhadas aos ODS. A implementação de programas contínuos de formação de lideranças comunitárias e o desenvolvimento de ações educativas contínuas sobre políticas públicas também compuseram a lista final de propostas neste eixo.

“Com essas propostas, a UMC contribui ativamente no desafio de alcançarmos as metas estipuladas pela ONU, colocando a universidade como importante ator ao articular ensino, pesquisa e extensão universitária à construção participativa de propostas para políticas públicas ligadas à realidade regional”, diz a Profa. Dra. Tatiana Mello, coordenadora geral da conferência e de Pós-Graduação e Pesquisa da UMC.

A Conferência Municipal ODS acontece nesta quinta-feira (23/04), a partir das 19h, no Teatro “Manoel Bezerra de Lima” da UMC (Av. Dr. Cândido Xavier de Almeida e Souza, 200, Centro Cívico, Mogi das Cruzes – SP).

Confira a descrição de cada uma das 14 propostas para a Conferência Municipal ODS – UMC

Eixo: Sustentabilidade ambiental

  1. Economia circular: resíduos → insumos + energia
    Promover a responsabilidade das cadeias produtivas sobre seus resíduos orgânicos, com apoio do Estado na implantação de sistemas de compostagem e aproveitamento energético (biogás). Aliado à educação ambiental e à reeducação alimentar, o modelo transforma resíduos em insumos que retornam à produção, reduzindo impactos, emissões e custos, e fortalecendo a economia circular, a segurança alimentar e a sustentabilidade.
  2. Conservação e restauração vinculada à produção
    Integrar as cadeias produtivas à proteção e restauração de áreas naturais, como matas ciliares, mananciais e unidades de conservação. A iniciativa incentiva práticas sustentáveis e mecanismos de compensação ambiental, garantindo a conservação da biodiversidade, a qualidade da água e a resiliência climática, aliando produção local à responsabilidade ambiental.
  3. Produção sustentável e equilíbrio ambiental
    Promover a integração das cadeias produtivas ao território por meio de práticas que reduzam impactos ambientais e fortaleçam serviços ecossistêmicos, como a ampliação da vegetação nativa para melhorar a qualidade do ar, regular o clima e proteger a água, aliada à gestão sustentável de resíduos. A iniciativa incentiva responsabilidade compartilhada, educação ambiental e produção sustentável para mitigar mudanças climáticas.

  1. Agente comunitário ambiental
    Implementar figura semelhante ao agente comunitário de saúde, que atue diretamente nos bairros para mediar o diálogo entre moradores e a prefeitura com o objetivo de inserir conteúdos práticos nos bairros para educar a população sobre questões ambientais, gestão de resíduos e participação ativa na preservação da biodiversidade da região.
  2. Treinamento do agricultor em parceria com universidade e outros
    Implementação capacitação prática e teórica aos agricultores fornecida pela Universidade e outros, a fim de instruir técnicas de gestão de defensivos agrícolas, ensinando técnicas de reconhecimento de espécies e controle biológico, fortalecendo a produção sustentável, reduzindo impactos ambientais e ampliando a autonomia dos produtores rurais com base científica aplicada ao campo e melhoria contínua dos sistemas produtivos locais.
  3. Fortalecimento da política de gestão de resíduos
    Implementação de infraestrutura que torne o descarte correto mais fácil para a população, como a ampliação da rede de coleta de resíduos em todos os bairros instalação de LEVs (Locais de Entrega Voluntária) e aumento de ecopontos em pontos estratégicos, estabelecimento de novas parcerias com novas cooperativas de reciclagem, criação de legislações municipais que obriguem grandes geradores (como supermercados e farmácias) a manter pontos de coleta, garantindo que o resíduo volte para a cadeia produtiva.

Eixo: Inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável

  1. Conectividade e Equidade: o desafio do acesso à informação no cenário brasileiro
    A partir de entraves no acesso às informações, a Universidade, como parceira do Poder Público, deve implementar campanhas educativas territoriais e plataformas digitais acessíveis, visando garantir o acesso à informação, uma vez que muitos não são contemplados, devido à desigualdade no acesso digital e informacional, promovendo, assim, maior equidade no uso dos serviços essenciais.
  2. Dados Abertos e Formação Tecnológica no Alto Tietê
    Propõe-se a criação de datasets em diversas áreas do conhecimento para identificar problemas sociais no Alto Tietê, fortalecendo a comunicação entre universidade e poder público. A proposta inclui minicursos e oficinas de formação tecnológica e divulgação científica, com participação de discentes, docentes, prefeituras e empresas parceiras, promovendo o desenvolvimento sustentável.
  3. Energia Solar para bairros periféricos e indústrias
    Propõe-se implantar postes e placas solares em bairros periféricos, incluindo ruas e residências do programa Minha Casa Minha Vida, e em indústrias, por meio de tecnologias desenvolvidas pela universidade em parceria com o poder público e a iniciativa privada. A iniciativa visa melhorar a segurança pública, gerar trabalho e renda e promover cidades sustentáveis, consumo responsável e ação climática, por meio da educação e inovação.

Eixo: Governança Participativa

  1. Fortalecimento comunitário e representatividade nos processos decisórios
    Implementar estratégias de fortalecimento comunitário em comunidades locais e nos setores público, privado e da sociedade civil, por meio de ações de sensibilização, divulgação acessível de informações e garantia de representação de diferentes grupos sociais, visando ampliar a participação popular, o acesso à informação e a representatividade nos processos decisórios, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
  2. Letramento em políticas públicas na educação básica
    Implementar ações de letramento em políticas públicas na educação básica, nas redes pública e privada, por meio de parcerias entre universidades e escolas, com palestras e atividades formativas. Prevê-se também a capacitação continuada de professores, visando fortalecer o conhecimento cívico, a participação cidadã e o alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
  3. Universidade como espaço permanente de diálogo com a sociedade
    Implementar a universidade como espaço permanente de discussão, por meio da realização de fóruns, conferências e simpósios acessíveis à população, visando ampliar o diálogo entre universidade e sociedade, promover a troca de conhecimentos, fortalecer a participação cidadã e incentivar a construção coletiva de soluções alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
  4. Fortalecimento da Governança Participativa
    Implementar programa contínuo de formação, linguagem acessível, mobilização territorial e fortalecimento de lideranças comunitárias para integrar conselhos municipais, dados públicos e espaços de participação. A proposta amplia o acesso de grupos sub-representados, fortalece instituições e articula atores públicos, privados, universidade e sociedade civil para implementação dos ODS.
  5. Formação Cidadã e Participação Social nos Territórios
    Desenvolver ações educativas contínuas sobre políticas públicas, participação social e transparência em escolas e equipamentos públicos, articuladas aos Planos Municipais de Educação. A proposta fortalece a educação cidadã, amplia o acesso à informação e aos espaços decisórios e promove instituições mais eficazes e inclusivas com apoio da universidade, poder público e sociedade civil.

Mais noticias

Trio é preso por roubo qualificado e carro é recuperado, em Suzano

Criptomoedas como proteção patrimonial: entenda se faz sentido para o seu perfil

Câmara pede ampliação de vagas de hemodiálise em Mogi das Cruzes

Veja Também