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Otimização de orçamento da Saúde permitirá abertura do PS e da Maternidade, defende Valverde

Valverde argumenta que é necessário revisar contratos com organizações sociais de saúde e que governo federal custeará 50% do valor

Por Fabricio Mello
28/08/2024 18h37, Atualizado há 24 meses

Valverde calcula que o custeio da Maternidade municipal cabe no orçamento de Mogi | Fabrício Mello/O Diário

Para o candidato à Prefeitura de Mogi das Cruzes, Rodrigo Valverde (PT), uma “otimização” do atual orçamento da Saúde permitirá que a cidade tenha um melhor atendimento no setor, além da reabertura do pronto-socorro e a operação da Maternidade Municipal. Para Valverde, também é necessário revisar os contratos com as organizações sociais de saúde (OSS), uma vez que o serviço atualmente prestado – segundo o candidato – não faz jus ao valor atribuído aos contratos.

As propostas foram feitas durante o quadro  sua participação no quadro “Fala, Povo!” do programa “O Diário Entrevista” – apresentado pelo jornalista Saulo Tiossi e que vai ao ar sempre às sextas-feiras, às 10h. O programa pode ser acompanhado pelas redes sociais do O Diário. No quadro, moradores enviaram suas opiniões acerca de quais áreas mais necessitam de investimentos e atenção do Poder Executivo mogiano e o candidato entrevista apresenta suas visões e propostas acerca do tema. 

É possível, ainda, assistir à sabatina pelo YouTube e pelo Spotify, em formato podcast. Todos os candidatos de Mogi serão entrevistados. A ordem foi definida por sorteio, na presença dos representantes das coligações. Na semana passada, foi ouvido o prefeito Caio Cunha (Podemos).

“A primeira coisa é colocar uma lupa nos contratos milionários com as atuais OSS e saber o que estão fazendo com esse dinheiro. Os profissionais – que são poucos – ganham pouco, o atendimento é péssimo e o contrato é milionário”, argumentou Valverde.

A otimização no orçamento destinado à Saúde de Mogi das Cruzes permitiria, segundo Valverde, ter o atendimento mais rápido nas unidades do município. A demora no atendimento foi um dos pontos levantados pelos moradores ouvidos durante o quadro e um dos temas questionados ao candidato.

“Eu tenho certeza que se a gente otimizar esses contratos, já é possível a gente ter o atendimento mais rápido, ter o pronto-socorro e abrir a Maternidade. Se a gente pegar os R$ 6 milhões e multiplicar por 12, são R$ 72 milhões. Estamos privando a cidade de um serviço tão importante e que cabe no nosso orçamento local”, explicou.

Além da otimização, Valverde também defendeu que a melhora na Saúde será possível com o Estado e o governo federal arcando parte dos custos. Na sua proposta, ele diz ter o compromisso da União em arcar com 50% do valor deste processo e que promoveria um diálogo com o governo estadual para que este arque com outros 25%, deixando a cidade com apenas um quarto do custo total.

“Somos uma cidade polo, de uma região extremamente densa do país. Isso não seria dado, Mogi arrecada isso e merece ter isso de volta”, concluiu.

Relação com o governador

Depois de apresentar a proposta, Valverde foi questionado sobre a possibilidade do acordo com o governador – que é de uma base política diferente – e sobre como pretende viabilizar o acordo com Tarcísio de Freitas (Republicanos). Sobre isso, Valverde afirmou que vai “separar a camisa e trabalhar pelo povo”.Va;l

“Eu vou conversar com o Tarcísio e dizer: ‘vamos separar que você é do Republicanos, que apoiou o Bolsonaro, separar que eu sou do PT e apoiei o Lula e vamos pensar nessas 500 mil pessoas. Vamos separar a camisa e trabalhar por esse povo’. Eu acredito que eu consigo sensibilizar o governador.”

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