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Valverde diz que ‘se for positivo, até os adversários terão influência’ em seu governo 

Segundo convidado da série com os candidatos à prefeitura de Mogi, ele comentou sobre sua relação com o partido e os problemas que enxerga na cidade

Por Fabricio Mello
23/08/2024 17h19, Atualizado há 20 meses

Valverde explicou sua relação com os nove partidos de sua coligação | Reprodução/O Diário

O candidato à Prefeitura de Mogi das Cruzes pelo PT, Rodrigo Valverde, comentou – nesta sexta-feira (23) – sobre a relação com os partidos de sua coligação e afirmou que “se for positivo, até os adversários terão influência” em seu governo. O candidato destacou que sua prioridade será ouvir a população e relembrou o compromisso assinado em cartório, onde garantiu que o PT não teria controle sobre seu governo.

Essa fala ocorreu durante o programa O Diário Entrevista, com Rodrigo Valverde sendo o segundo convidado a participar da conversa conduzida pelo jornalista Saulo Tiossi. O programa vai ao ar às sextas-feiras, às 10h, e conta com transmissão ao vivo pelas redes sociais do O Diário. Quem não conseguir acompanhar ao vivo, pode, também, assistir a gravação – que fica disponibilizada no YouTube. A entrevista também pode ser acompanhada por áudio, em formato podcast, pelo canal do Spotify de O Diário, o DiárioCast.

Veja a entrevista completa:

Governança

Valverde também comentou sobre a escolha de sua vice, Jane Gondim (PDT), e a aliança com outros partidos. Uma das características da chapa que apoia sua candidatura é a diversidade partidária – sendo essa, também, uma das estratégias para chegar ao segundo turno nas eleições deste ano. Questionado sobre como garantir a governabilidade com um grupo tão plural, Valverde explicou que o grupo definiu suas prioridades ao longo de diversas reuniões.

“A gente tem partidos de esquerda, de centro, de centro-direita e o que dá convergência neste grupo é o que a cidade precisa. Por isso que nós construímos um plano de governo com antecedência. Se em Sabaúna a nossa convergência é a questão do esgoto na Vila Mathias e o partido A ou B quiser agradar algum militante, isso fica em segundo plano.”

Conquista de emendas

Ao falar sobre as propostas para seu governo, como a geração de emprego através do PAC Mogiano – um espelho do programa petista – e o pagamento de R$ 200 para adolescentes que buscarem se profissionalizar, Valverde foi questionado sobre a viabilidade financeira para a execução destes planos. Segundo ele, é possível com investimentos do governo federal, estadual e emendas parlamentares.

“Pelo histórico conservador da cidade, parece revolucionário, mas na prática é muito simples. Nós vamos, ao longo de quatro anos, buscar o investimento de R$ 2 bilhões. Nós vamos trabalhar junto a ONGs internacionais, ao governo federal, governo estadual e emendas parlamentares – que vão ser muito importantes e só eu consigo trazer isso para a cidade.”

Prioridades

Desde o início de sua pré-campanha, Valverde se dedicou a caminhar e entrar em contato com a população de Mogi das Cruzes para “identificar os problemas” que cada região da cidade enfrenta. Na entrevista, foi perguntado – entre as diversas propostas levantadas pelo candidato – o que seria prioridade em seu eventual governo.

Em primeiro lugar, Valverde destacou a mobilidade urbana, citando de exemplo que alguns bairros periféricos contam com apenas dois ônibus por dia. Nessa questão, o candidato também falou sobre a pavimentação de vias rurais. E, em segundo lugar, Valverde definiu as questões relacionadas ao saneamento básico. 

“Esgoto é uma preocupação nossa. Quando você resolve a questão sanitária de um bairro, você tem menos demanda na Saúde, você promove uma melhor qualidade de vida para as pessoas, até as crianças aprendem melhor na escola. Esses investimentos precisam ser imediatos.”

Relação com o Estado

Sendo o candidato do PT na cidade, Valverde conta com apoio de figuras importantes do governo Lula e mantém contato com deputados da legenda. Entretanto, a situação muda quando o assunto é o governo estadual – que é comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Questionado sobre como encarar essa relação, Valverde disse que irá manter o diálogo com o Estado.

“Eu vou conversar com o Tarcísio e dizer: ‘vamos separar que você é do Republicanos, que apoiou o Bolsonaro, separar que eu sou do PT e apoiei o Lula e vamos pensar nessas 500 mil pessoas. Vamos separar a camisa e trabalhar por esse povo’. Eu acredito que eu consigo sensibilizar o governador.”

Indústrias em Mogi

Durante a transmissão do programa, um telespectador enviou uma pergunta relacionada ao setor industrial de Mogi das Cruzes, questionando Valverde sobre propostas que incentivem o crescimento do meio na cidade. O candidato defendeu a geração de empregos na indústria, mas criticou a relação de gestões anteriores com o setor privado.

“Eu topo doar área, eu topo isentar de imposto – isso os meus concorrentes fazem também. O que eu vou fazer de diferente é exigir, no contrato, sob pena de revogar tudo isso, a contrapartida. Ou gera emprego de fato, proporcionalmente ao que foi oferecido, ou acaba a nossa boa vontade”.

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