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4 dicas para reduzir as idas ao pronto-socorro infantil durante o inverno

O inverno costuma ser marcado por um aumento dos casos de doenças respiratórias e outras infecções entre as crianças. Nessa época, reconhecer os sinais que realmente indicam uma emergência ajuda a evitar deslocamentos desnecessários ao pronto-socorro infantil e garante o tratamento mais adequado.  A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) reforça que, embora o volume de […]

Por Edicase Conteúdo
16/07/2026 14h02, Atualizado há 0 horas

O inverno costuma ser marcado por um aumento dos casos de doenças respiratórias e outras infecções entre as crianças. Nessa época, reconhecer os sinais que realmente indicam uma emergência ajuda a evitar deslocamentos desnecessários ao pronto-socorro infantil e garante o tratamento mais adequado. 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) reforça que, embora o volume de casos assuste, é esperado que crianças na primeira infância enfrentem de 8 a 12 episódios infecciosos por ano. O desafio para os pais é saber diferenciar o quadro comum de uma emergência real.

Para auxiliar as famílias a passarem por este período sem idas desnecessárias aos prontos-socorros, especialistas listam cinco orientações fundamentais. Confira!

1. Febre não é, necessariamente, motivo de pânico

A febre em crianças nem sempre é motivo de pânico. Na maioria dos casos, ela é uma resposta natural do organismo para combater infecções causadas por vírus ou bactérias, indicando que o sistema imunológico está em ação.

“Devemos evitar a ida desnecessária à emergência. É importante, nesses casos, ficar de olho no estado geral da criança. Se ela se mantém ativa (brinca, aceita bem a alimentação e não apresenta outros sintomas), a orientação médica é observar o quadro antes de buscar uma emergência”, indica Maria da Glória Neiva, médica responsável pela Pediatria do Hospital Vitória Barra. 

Cuidados básicos em casa costumam ser suficientes quando o quadro não apresenta sinais de gravidade. “Alguns cuidados são fundamentais no período, como oferecer bastante líquido, lavar o nariz com soro fisiológico, repousar, optar por uma alimentação leve conforme a aceitação e contatar o pediatra se surgirem novos sintomas”, detalha a médica.

No entanto, se a febre persistir por vários dias, for muito alta ou vier acompanhada de dificuldade para respirar, sonolência excessiva, convulsões ou outros sinais de alerta, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.

2. Farmacinha em casa e guia do pediatra

Para Christine Tamar, coordenadora médica da Emergência Pediátrica do Complexo Hospitalar de Niterói, da Rede Américas, não é preciso o sintoma aparecer para buscar socorro. Ela orienta os pais a terem em casa uma “farmacinha” básica prescrita pelo pediatra de confiança.

“A prevenção começa antes do sintoma. Ter antitérmicos e analgésicos prescritos pelo pediatra, nas doses exatas para o peso atual da criança, é fundamental. Quando os pais já têm um plano de ação discutido com o médico, a ansiedade diminui e evitam-se idas desnecessárias à emergência. Além disso, é importante verificar regularmente a validade dos medicamentos antes de utilizá-los”, afirma.

3. Consciência coletiva: criança doente fica em casa

Christine Tamar também alerta para a necessidade de isolamento domiciliar da criança no caso de suspeita de viroses ou outras doenças contagiosas, como gripes e resfriados. Segundo a médica, ao menor sinal de febre, diarreia ou manchas na pele, a criança deve permanecer em repouso, em casa. Isso garante a recuperação mais rápida dela e protege outras crianças e colegas de possíveis surtos.

“O melhor lugar para uma criança com sintomas estar é a casa dela. Ao notar febre, diarreia ou manchas na pele, repouso imediato e isolamento são fundamentais. Além de garantir que o pequeno se recupere com mais rapidez e conforto, essa é uma atitude de carinho e responsabilidade com as outras crianças, já que ajuda a interromper ciclos de transmissão e evita surtos na escola”, afirma.

Homem com cabelo curto preto, usando camisa jeans com criança no colo usando camiseta branca e calça jeans sendo vacinada em consulta médica
A vacinação é uma das principais formas de prevenir surtos de doenças evitáveis (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)

4. Vacinação atualizada reduz o risco de surtos 

Para Luísa Chebabo, infectologista dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa, no Rio de Janeiro, a atualização da caderneta de vacinação é a medida mais eficaz para prevenir surtos de doenças evitáveis.

Ela afirma que pais e responsáveis devem conferir as doses de reforço para sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), vacinas meningocócicas B e ACWY, além da pneumocócica, que protege contra pneumonias bacterianas, meningites e otites, além dos imunizantes contra o HPV para adolescentes. Importante também ter as vacinas de influenza e covid-19 em dia.

“A vacinação é a principal barreira contra doenças infecciosas preveníveis. O contato próximo e contínuo entre crianças e adolescentes nas escolas favorece a disseminação de patógenos quando há falhas na imunização. Conferir o cartão de vacinas é indispensável para proteção não apenas individual, mas coletiva, reduzindo drasticamente as chances de surtos. […]”, detalha a infectologista.

Quando realmente buscar a emergência pediátrica?

Segundo Maria da Glória Neiva, alguns sinais devem ser observados e requerem ajuda médica imediata. Fique atento a casos de:

  • Dificuldade para respirar (esforço nas costelas ou batimento da asa do nariz);
  • Prostração extrema (criança que não interage mesmo sem febre);
  • Recusa de líquidos com sinais de desidratação (pouco xixi e boca seca);
  • Febre persistente e febre em lactentes menores de 3 meses.

Por Rachel Lopes

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