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7 dicas para preparar o corpo para uma gestação saudável

A preparação para uma gravidez começa muito antes do teste positivo. A forma como o organismo funciona meses antes da concepção impacta diretamente a fertilidade, o desenvolvimento embrionário e a gestação saudável ao longo dos nove meses. Para a Dra. Maíra Carvalho Gallucci, médica especialista em Nutrologia e Hematologia, cuidar do metabolismo e das reservas […]

Por Edicase Conteúdo
26/11/2025 15h00, Atualizado há 10 dias

A preparação para uma gravidez começa muito antes do teste positivo. A forma como o organismo funciona meses antes da concepção impacta diretamente a fertilidade, o desenvolvimento embrionário e a gestação saudável ao longo dos nove meses.

Para a Dra. Maíra Carvalho Gallucci, médica especialista em Nutrologia e Hematologia, cuidar do metabolismo e das reservas nutricionais é uma etapa essencial do planejamento gestacional. Já o ginecologista capixaba Dr. César Patez reforça que o pré-natal começa antes mesmo da gravidez existir, pois “um corpo equilibrado melhora a chance de engravidar e reduz riscos futuros”.

A seguir, confira 7 passos fundamentais para preparar o corpo para receber uma nova vida.

1. Avaliação metabólica completa

Antes de tentar engravidar, é importante investigar como está o funcionamento geral do organismo. Isso inclui hormônios, processos inflamatórios, resistência à insulina, função tireoidiana e exames hematológicos. A Dra. Maíra Carvalho Gallucci explica que essa análise define todo o planejamento.

“Muitas mulheres tentam engravidar com deficiências silenciosas ou desequilíbrios que só aparecem nos exames. O objetivo é identificar esses pontos antes, para que a gestação se desenvolva em um terreno saudável”, aconselha a médica.

O ginecologista César Patez acrescenta que essa triagem ajuda a prevenir complicações. “Quando detectamos alterações metabólicas precocemente, conseguimos corrigir antes da concepção, o que reduz riscos de diabetes gestacional, hipertensão e até abortamentos”.

2. Correção de deficiências nutricionais

Vitaminas e minerais como ferro, vitamina D, ácido fólico, B12, zinco e ômega 3 têm impacto direto na qualidade dos óvulos, na ovulação e na implantação embrionária. Segundo a Dra. Maíra Carvalho Gallucci, “deficiências nutricionais são mais comuns do que imaginamos e muitas vezes passam despercebidas. Corrigir ferro, vitamina D e folato, por exemplo, reduz malformações e melhora o ambiente uterino”.

Por sua vez, o ginecologista César Patez destaca que até pequenas alterações fazem diferença. “Um simples déficit de B12 ou vitamina D já pode prejudicar a fertilidade. O ajuste fino desses nutrientes aumenta a chance de uma gestação saudável desde o início”.

3. Monitoramento dos marcadores do metabolismo

Sensibilidade à insulina, colesterol, inflamação sistêmica e função hepática são marcadores que interferem na fertilidade e no desenvolvimento gestacional. A Dra. Maíra Carvalho Gallucci reforça que o acompanhamento deve ser individual. “Cada organismo responde de um jeito. Precisamos de um olhar personalizado para ajustar o metabolismo, controlar inflamações e garantir um ambiente biológico favorável para uma futura gestação”.

O Dr. César esclarece que o “metabolismo desregulado aumenta o risco de infertilidade, abortos e complicações obstétricas. Quanto mais equilíbrio antes da concepção, melhor será o desfecho da gravidez”.

Jovem acima do peso com o cabelo preso em rabo de cavalo, usando camiseta verde e calça preta, sendo avaliada por nutricionista que está com o cabelo solto, usando óculos preto, calça e camiseta azul e jaleco branco
O excesso de peso pode afetar a ovulação e aumentar o risco de complicações durante a gestação (Imagem: New Africa | Shutterstock)

4. Peso corporal em equilíbrio

Tanto o excesso quanto a falta de peso podem afetar a ovulação e aumentar o risco de complicações, como diabetes gestacional, pressão alta e parto prematuro. “É muito comum associar fertilidade apenas ao sistema reprodutor, mas o peso corporal influencia diretamente o funcionamento hormonal. Quando o corpo está em harmonia, a chance de uma gestação tranquila aumenta muito”, explica Dra. Maíra Carvalho Gallucci.

Para o ginecologista César Patez, o foco deve ser a saúde, não a estética. “Não buscamos uma ‘melhor forma’, e sim um peso metabolicamente saudável. Pequenas mudanças já melhoram ovulação, inflamação e preparo uterino”.

5. Sono restaurador

A qualidade do sono regula hormônios, melhora o metabolismo, reduz inflamações e fortalece a imunidade, fatores ligados à fertilidade. “Dormir bem é tão importante quanto se alimentar bem. O sono regula hormônios essenciais para a ovulação e ajuda na saúde metabólica, que é decisiva no pré-concepcional”, explica a Dra. Maíra Carvalho Gallucci.

O ginecologista César Patez afirma que “uma rotina de sono inadequada desorganiza o ciclo menstrual e a produção hormonal. Muitas mulheres só engravidam depois de corrigir o sono”.

6. Atividade física regular

O exercício melhora a resposta à insulina, reduz inflamação, ajuda no controle do peso e prepara o corpo para as demandas de uma gestação. Segundo a Dra. Maíra Carvalho Gallucci, “o corpo precisa estar forte para sustentar a gestação desde os primeiros dias. Atividade física melhora a saúde metabólica e o bem-estar psicológico, essenciais para quem quer engravidar”.

O Dr. César reforça que o movimento deve ser constante. “Não precisa ser treino pesado. Caminhadas, musculação leve e atividades de baixo impacto já fazem diferença na preparação para a gestação”.

7. Saúde emocional e controle do estresse

O estresse afeta o ciclo menstrual, altera hormônios e aumenta inflamação, dificultando a concepção. A Dra. Maíra Carvalho Gallucci resume o impacto emocional. “Preparamos o metabolismo, o sangue e as reservas nutricionais, mas também precisamos cuidar das emoções. O corpo precisa se sentir seguro para gerar uma nova vida”.

O ginecologista César Patez lembra que a mente influencia diretamente o corpo. “O estresse crônico desregula o ciclo e atrapalha a ovulação. Equilibrar emoções faz parte do pré-natal que começa antes da gravidez”, conclui.

Por Sarah Monteiro

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