Dia dos Namorados: saiba como o coração reage quando estamos apaixonados
No Dia dos Namorados, as demonstrações de afeto e os sentimentos ficam mais evidentes, e não é só por causa da celebração. A ciência mostra que o amor desencadeia uma série de alterações químicas e hormonais que afetam diretamente o organismo, sobretudo o coração. De acordo com o cardiologista Dr. Roberto Yano, as emoções desencadeadas […]
12/06/2026 14h00, Atualizado há 0 horas
No Dia dos Namorados, as demonstrações de afeto e os sentimentos ficam mais evidentes, e não é só por causa da celebração. A ciência mostra que o amor desencadeia uma série de alterações químicas e hormonais que afetam diretamente o organismo, sobretudo o coração.
De acordo com o cardiologista Dr. Roberto Yano, as emoções desencadeadas por vínculos afetivos ativam mecanismos biológicos capazes de alterar batimentos cardíacos, pressão arterial e até a liberação hormonal.
“Quando uma pessoa se apaixona, o corpo libera substâncias como dopamina, adrenalina e ocitocina. Isso gera respostas físicas perceptíveis, incluindo aceleração dos batimentos cardíacos, sensação de euforia e até alterações na pressão arterial”, explica.
O coração realmente “acelera”?
A famosa sensação de “coração disparado” ao encontrar alguém especial não é apenas uma metáfora romântica. Ela acontece por causa da ativação do sistema nervoso simpático, responsável pelas respostas de alerta e excitação do organismo. “O apaixonamento ativa regiões cerebrais ligadas à recompensa e ao prazer, mas o coração responde diretamente a esses estímulos emocionais”, explica o Dr. Roberto Yano.
Essa ativação do sistema nervoso simpático também gera outras sensações. “Além do aumento temporário da frequência cardíaca, algumas pessoas também podem sentir frio na barriga, mãos suadas, respiração acelerada e dificuldade de concentração durante fases intensas do envolvimento emocional”, acrescenta o médico.

Amor também afeta a saúde cardiovascular
As relações afetivas saudáveis também podem trazer benefícios importantes para o coração a longo prazo. Pessoas emocionalmente apoiadas tendem a apresentar menores níveis de estresse crônico, melhor controle da pressão arterial e menor risco cardiovascular.
“O equilíbrio emocional influencia diretamente a saúde do coração. Relações saudáveis ajudam a reduzir níveis elevados de cortisol, hormônio associado ao estresse. Por outro lado, situações de sofrimento emocional intenso também podem afetar o organismo”, destaca o cardiologista.
Emoções e saúde caminham juntas
Segundo o Dr. Roberto Yano, o funcionamento cardiovascular está profundamente conectado ao estado emocional das pessoas, e desenvolver o autocontrole emocional é um dos fatores de prevenção de condições cardíacas.
“O coração não é apenas um órgão mecânico, ele responde constantemente às nossas emoções, aos níveis de estresse e à forma como vivemos nossos relacionamentos; por isso, ter um olhar atento às emoções ajuda a cuidar do coração”, conclui.
Por Angela Rocha