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Quem já iniciou a vida sexual pode tomar a vacina contra HPV? Confira quando ela pode ser indicada

O HPV (papilomavírus humano) é um vírus transmitido principalmente pelo contato sexual e pode infectar a pele e as mucosas, atingindo regiões como boca, garganta e órgãos genitais. Embora muitas infecções desapareçam espontaneamente, alguns tipos do vírus podem causar verrugas genitais e estão associados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, especialmente o de colo […]

Por Edicase Conteúdo
06/10/2026 19h02, Atualizado há 1 hora

O HPV (papilomavírus humano) é um vírus transmitido principalmente pelo contato sexual e pode infectar a pele e as mucosas, atingindo regiões como boca, garganta e órgãos genitais. Embora muitas infecções desapareçam espontaneamente, alguns tipos do vírus podem causar verrugas genitais e estão associados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, especialmente o de colo do útero, além de tumores de ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe. Nesse cenário, a vacinação é uma das principais formas de prevenção.

No fim de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu na indicação da vacina HPV nonavalente a prevenção do câncer de orofaringe e de outros tumores de cabeça e pescoço associados aos tipos de HPV cobertos pelo imunizante. A indicação vale para mulheres e homens de 9 a 45 anos.

Tipos de vacinas contra o HPV

Existem mais de 200 tipos de HPV, mas eles não causam os mesmos problemas. Alguns estão associados principalmente às verrugas genitais, enquanto outros podem causar câncer. Ter uma infecção por HPV, porém, não significa que a pessoa vai desenvolver um tumor.

A infectologista Rosana Richtmann, do Laboratório Exame, marca Dasa no Distrito Federal, explica como essas diferenças se refletem nas vacinas disponíveis. “A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a quadrivalente, que protege contra os tipos 6 e 11, associados principalmente às verrugas genitais, e os tipos 16 e 18, que podem causar câncer. Na rede particular, temos a nonavalente, que inclui esses quatro e mais cinco tipos relacionados ao câncer: 31, 33, 45, 52 e 58”, explica.

Vacinação contra o HPV após início da vida sexual

É possível se vacinar contra o HPV mesmo após o início da vida sexual. “Ter iniciado a vida sexual não quer dizer que a pessoa já teve contato com todos os tipos de HPV cobertos pela vacina. O ideal é olhar o histórico de vacinação e avaliar cada caso. Quanto mais cedo a proteção começa, melhor, mas isso não significa que o adulto deva simplesmente descartar a vacina”, afirma Guenael Freire, infectologista do Lustosa.

O profissional ressalta que a vacinação tem caráter preventivo. “A vacina não trata uma infecção já existente, mas pode proteger contra outros tipos de HPV aos quais a pessoa ainda não foi exposta.”

E se a pessoa já teve HPV?

A vacina não elimina uma infecção existente nem trata as lesões causadas pelo vírus. Ainda assim, um diagnóstico anterior não significa, por si só, que a vacinação deixou de fazer sentido. A orientação deve considerar fatores como idade, histórico de vacinação e condições individuais de saúde.

“Essa é uma confusão frequente. A pessoa recebe um resultado positivo e pensa: ‘Agora não adianta mais’. A vacina não é um tratamento para aquele resultado, mas pode continuar sendo uma forma de prevenção. É uma conversa que precisa levar em conta a situação de cada paciente”, diz Rosana Richtmann.

Menina sorridente de camiseta listrada apontando para um curativo no braço após ser vacinada
Além de crianças e adolescentes, o SUS oferece a vacina contra o HPV a grupos específicos (Imagem: Prostock-studio | Shutterstock)

Idades que podem se beneficiar da vacina oferecida pelo SUS

No SUS, a vacinação de rotina é oferecida para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Até 31 de dezembro de 2026, jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram na idade recomendada também podem receber o imunizante pela estratégia de resgate. O SUS ainda oferece a vacina a grupos específicos, como pessoas que vivem com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, usuários de PrEP e vítimas de violência sexual, conforme os critérios de cada caso.

Quem não sabe se foi vacinado pode começar pelo cartão de vacinação. Com essa informação, um profissional de saúde consegue orientar sobre a necessidade de receber doses e qual esquema seguir. Na rede privada, a vacina também pode ser aplicada em casa ou na empresa, o que facilita para quem tem a rotina corrida.

Importância de manter o acompanhamento médico em dia

A vacinação não dispensa o rastreamento do câncer do colo do útero, com exames como o teste de DNA-HPV ou o Papanicolau, conforme a orientação de saúde. Quem já teve alguma alteração identificada também deve manter o acompanhamento indicado pelo médico.

Por Bruno Camargos

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