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Veja exercícios benéficos para a saúde física e mental na menopausa

A saúde na menopausa é sem dúvida uma questão importante, seja mental ou física

22 de maio de 2024

Reportagem de: Edicase Conteúdo

À medida que as mulheres atravessam a menopausa, enfrentam uma série de desafios físicos e emocionais decorrentes das alterações hormonais. Embora a terapia hormonal seja uma opção comum para aliviar os sintomas associados, como ondas de calor e alterações de humor, há uma crescente busca por abordagens complementares e holísticas para promover o bem-estar durante esse período de transição.

“Os exercícios mente-corpo integram o movimento corporal ao foco mental e controle da respiração. Dentre eles, estão o tai chi, ioga, Pilates, qigong, baduanjin e redução do estresse baseada na atenção plena. Em uma revisão sistemática e meta-análise recente, um trabalho mostrou que o exercício mente-corpo influencia positivamente a densidade mineral óssea, a qualidade do sono, a ansiedade e a depressão entre mulheres na perimenopausa e na pós-menopausa”, explica o ginecologista Dr. Igor Padovesi, membro da North American Menopause Society (NAMS) e da International Menopause Society (IMS).

Exercícios mente-corpo melhoram densidade mineral óssea

A meta-análise usou quatro bases de dados eletrônicas – PubMed, Embase, Cochrane Central Register of Controlled Trials e Web of Science – que foram pesquisadas sistematicamente desde o início até julho de 2023. A pesquisa se concentrou exclusivamente em ensaios clínicos randomizados para examinar o impacto das intervenções de exercícios mente-corpo na perimenopausa e em mulheres no pós-menopausa. Um total de 11 ensaios clínicos randomizados, compreendendo 1.005 participantes, foram incluídos na análise.

“A meta-análise indicou que o exercício mente-corpo melhorou significativamente a densidade mineral óssea em mulheres na perimenopausa e pós-menopausa em comparação com grupos de controle. Além disso, foram observadas melhorias significativas na qualidade do sono, redução da ansiedade e humor depressivo. Os incômodos para as mulheres nesse período são realmente inúmeros e vão de dificuldade em adormecer até menos interesse em atividades sexuais”, destaca o médico ginecologista. “O exercício é de fundamental importância, mas não substitui a reposição hormonal”, acrescenta.

mulher fazendo ioga em tapete em uma sala
Exercícios melhoram a qualidade das células durante a menopausa (Imagem: oneinchpunch | Shutterstock)

Resultados positivos na saúde das células musculares

Com relação à massa óssea, um problema comum nas mulheres nesse período é a aceleração da reabsorção óssea, o que pode causar osteoporose. Os efeitos benéficos do exercício, segundo a meta-análise, devem-se ao estresse do músculo esquelético que regula a massa óssea.

“O exercício regular e sistemático de sobrecarga melhora a função das células musculares esqueléticas, induzindo estresse nos ossos, modulando o metabolismo ósseo, aumentando o volume sanguíneo intraósseo, facilitando a troca de cálcio entre as células ósseas (osteoclastos e osteoblastos) juntamente com fatores de crescimento, estimulando a atividade de produção de matriz óssea”, diz o médico ginecologista.

Ioga aumenta os níveis de melatonina na menopausa

Quando o assunto é o sono, há vários mecanismos de ação envolvidos, mas o estudo destacou a prática de ioga, que pode aumentar os níveis de melatonina, um hormônio essencial na regulação do sono, e as concentrações cerebrais de GABA (ácido gama-aminobutírico), um neurotransmissor inibitório que melhora os padrões de sono.

“O exercício regular promove a saúde cerebral ao induzir fatores neurotróficos que oferecem neuronutrição e neuroproteção. Além disso, o exercício aumenta o gasto energético, a liberação de endorfinas e a temperatura corporal, beneficiando ainda mais o sono”, diz o Dr. Igor Padovesi.

Em transtornos emocionais, o exercício mente-corpo aumenta o foco e melhora o humor ao mesmo tempo em que modula o estresse, segundo o estudo. “Os médicos podem recomendar práticas mente-corpo como um tratamento não farmacológico adjuvante ao hormonal como uma forma eficaz para controlar os sintomas da menopausa. Além disso, esta abordagem oferece às mulheres na perimenopausa e na pós-menopausa mais opções de exercícios, em vez das práticas convencionais”, finaliza o Dr. Igor.

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