Artistas falam de projetos em 2021
Na primeira edição de 2021 da coluna Plugado, convidei personalidades locais da música, das artes cênicas, do cinema e das artes plásticas que se destacaram em 2020, para falar sobre os projetos profissionais para o ano que acabou de começar. Kacá Novais (cantor e compositor) – “O ano que passou foi desafiador, porém muito […]
02/01/2021 13h23, Atualizado há 61 meses
Na primeira edição de 2021 da coluna Plugado, convidei personalidades locais da música, das artes cênicas, do cinema e das artes plásticas que se destacaram em 2020, para falar sobre os projetos profissionais para o ano que acabou de começar.
Kacá Novais (cantor e compositor) – “O ano que passou foi desafiador, porém muito produtivo. A reclusão social, de certa forma, fez sobrar tempo pra colocar em prática muitos planos, como por exemplo, o de apresentar para o mundo as minhas canções autorais e disponibilizá-las pela primeira vez em todas as plataformas digitais. Na virada do ano, lancei o single “Vem voar comigo”, uma canção romântica, que coloca a paixão em primeiro plano, ainda que platônica. Em 2021, pretendo continuar gravando e lançando o máximo de canções autorais possível, além dos clipes de cada uma delas, e também, planejar a minha primeira turnê internacional. Espero que a Cultura continue sendo valorizada e fomentada pelas pessoas, principalmente depois de provado o quanto ela é importante nesse período de quarentena.”
João Vitor Mafra (cantor e dublador) – “No início de 2020, eu estava super empolgado e cheio de planos. Em fevereiro fui para Salvador cantar mais uma vez no palco com Carlinhos Brown. Em março, lancei o meu primeiro single, e paralelamente, estava fazendo várias dublagens. Logo em seguida veio a pandemia e jogou um balde de água fria nos projetos que eu tinha em mente. Mesmo com esse ano atípico, recebi um grande presente: participar de um mais um “reality show” musical na TV. Isso fez com que eu tivesse a ideia de um novo single que fala sobre sonhos adiados, o “Só Começou”, lançado em novembro. Para 2021, pretendo lançar um EP/álbum com músicas inéditas e com participações de convidados. Torço para que possamos realizar muitos shows, desde que tenhamos uma situação segura”.
Eduardo Mossri (ator) – “Pra mim, o ano que passou foi de paralisação, revisão e reinvenção. Como ator, dependo do coletivo e do público, ou seja, da aglomeração. Com todos os projetos suspensos e a obrigatoriedade do isolamento, acabei desenvolvendo outras habilidades, como a escrita e a dedicação as causas humanitárias, com enfoque maior na ajuda as pessoas em situação de refúgio. Neste ano, se houver condições, quero realizar uma turnê nacional do espetáculo “Cartas Libanesas”, contemplada com um Prêmio de Circulação, e também, de dois novos espetáculos, sendo um deles, um projeto sobre a minha experiência com o trabalho voluntário em Roraima, na fronteira Brasil/Venezuela, seguindo na minha linha de pesquisa sobre a ancestralidade e a preservação dos direitos humanos, que se chamará: “Cartas Refugiadas”.
Gaby Novais (cantora) – “Para um artista, ficar sem o palco e sem a emoção do público é muito difícil. Mas por um outro lado, aprendemos muito e tivemos que nos reinventar para continuar fazendo a nossa arte. Em 2021, quero continuar sempre na música, fazer shows e eventos após a pandemia, e levar alegria às pessoas. Acho que com tudo que nós artistas aprendemos no último ano, somando às oportunidades com a volta dos eventos presenciais, com certeza 2021 será bem melhor e vamos compensar tudo que perdemos. Não vejo a hora de poder abraçar todo mundo depois de um show!”
Natália Lemes (artista visual) – “Quando a pandemia começou foi bem difícil pois perdi alguns trabalhos que faço como “freelancer”, porém, depois consegui me recuperar com o projeto da Exposição Virtual de Arte do Profac, com a ajuda da Lei Aldir Blanc e alguns outros trabalhos que apareceram. Me dediquei mais ao mundo online e à divulgação dos meus trabalhos. Para esse ano, pretendo continuar com projetos digitais e vídeos de ilustrações. Acredito que quando tudo isso for melhorando no decorrer de 2021, a Cultura voltará com mais força, pois muitos artistas devem estar cheios de ideias e conceitos novos para aplicarem em suas obras.”
Rodrigo Campos (cineasta) – “Em março de 2020 muitos projetos foram adiados. Para manter a cabeça em ordem, me dediquei a dois novos projetos de documentários, que eram possíveis realizar de forma remota. Um sobre a minha avó Amabile que estava engavetado desde 2011 e outro chamado Reexisto, que divido a direção com a fotógrafa Lethicia Galo, retratando as angústias e inquietações sobre a pandemia e a postura do governo nesse momento delicado que estamos vivendo. Uma grata surpresa foi ver esses filmes despontando em importantes festivais de cinema da Região e do mundo. Também, lancei o documentário Serráqueos, longa-metragem que fala da Serra do Itapeti. Em 2021 pretendo filmar e finalizar o curta-metragem “Nunca Estarei Lá”, e emplacar Serráqueos em diversas exibições na Região e em importantes Festivais de Cinema”
Lethicia Galo (fotógrafa) – “2020 me mostrou que sou artista, e não só fotógrafa. Um processo difícil de aceitar desde quando comecei nesta profissão, há 16 anos. No ano passado, fiz projetos que sempre sonhei em fazer e não conseguia realizar por estar focada apenas na fotografia. Porém, foi um ano de produzir arte de forma totalmente diferente. Me reinventei de diversas formas, assumi até grandes funções na campanha política, e fiquei muito feliz com todo o resultado. Foi diferente de todos os anos, mas importante pra me reencontrar dentro do audiovisual. Em 2021, eu gostaria de trabalhar com a direção de fotografia de mais curtas, filmes, e longas, que é meu sonho desde que iniciei na fotografia, já que os eventos, que é o que sempre me sustentou, estão suspensos.”