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Com peça “Yerma”, Associação Cultural Quântica conquista ProAc

O espetáculo “Yerma” foi selecionado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC). A montagem será disponibilizada em breve na plataforma #CulturaEmCasa, que oferece acesso gratuito a produções culturais. Com direção de Antônio Lagreca Nicodemo e Lígia Berber, a obra conta com a parceria do coletivo suzanense Teatro da Neura. O espetáculo pertence ao repertório do grupo […]

Por O Diário
14/02/2022 14h57, Atualizado há 50 meses

O espetáculo “Yerma” foi selecionado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC). A montagem será disponibilizada em breve na plataforma #CulturaEmCasa, que oferece acesso gratuito a produções culturais. Com direção de Antônio Lagreca Nicodemo e Lígia Berber, a obra conta com a parceria do coletivo suzanense Teatro da Neura.

O espetáculo pertence ao repertório do grupo e em sua versão em vídeo conta com o apoio institucional e produção da Associação Cultural Quântica. É possível acompanhar este e outros materiais em https://culturaemcasa.com.br/, criada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

A Associação Cultural Quântica Laboratório de Arte Contemporânea foi criada em 2009, a princípio, para atender as necessidades jurídicas do Grupo Quântica Teatro Laboratório e, posteriormente, passou a representar diversos artistas e grupos em Mogi das Cruzes.

Através da abertura de editais emergenciais por conta da pandemia, 2021 marca o segundo ano em que o teatro é atravessado pelo audiovisual. Não diferente de “Yerma”, que em 2018 passou por temporada no Espaço N de Arte e Cultura, em Suzano, e agora vivencia sua versão em vídeo.

Segundo a atriz e produtora Priscila Nicoliche “o teatro foi uma das artes mais comprometidas, justamente porque requer presença e proximidade e a situação do isolamento social nos levou a explorar outras formas do fazer artístico, inclusive criando a polêmica, se o teatro gravado seria ou não teatro. Eu entendo que o teatro é aquilo que é mediado pelo ator que se relaciona com o público”.

Para Camila Ribeiro, atriz que interpreta Yerma, “participar das gravações foi uma experiência bastante diferente. O teatro tem uma energia de troca muito intensa com o público que a filmagem não traz. De todo modo, é bastante empolgante saber que o resultado audiovisual poderá ter um alcance muito maior e, desse modo, chegar a lugares que sequer sonhávamos atingir com a apresentação teatral”.

A tragédia Yerma, uma mulher que vivencia a dor de não conceber um filho, simboliza o fracasso dos desejos que não concretizamos. Fiel à rotina de uma tradição moralista, a protagonista leva em sua metáfora a luta contra o próprio tempo onde corpo e desejo envelhecem.

A montagem oferece um olhar realista fantástico na tênue linha de um presságio. A poesia de Lorca, projetada em mais uma montagem do Teatro da Neura, propõe ao público um deslocamento da realidade, espaço e tempo a partir da frustração de uma mulher.

De acordo com Ribeiro, “Yerma é um estado de ansiedade, são as vontades insatisfeitas que enlouquecem e deprimem. É um grito abafado de mulheres oprimidas pelo patriarcado e talvez por isso a peça seja ainda tão atual apesar de ter sido escrita em 1934. É ao mesmo tempo o desespero da solidão e o questionamento sobre a necessidade do outro para a satisfação completa do indivíduo”, finaliza.

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