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Festa do Divino de Mogi começa quinta-feira, dia 18, com expectativa de quebrar recordes

Veio de uma integrante da Comunidade de São Vicente de Paulo, ancorada na Paróquia de Santo Antonio, no Mogi Moderno, uma avaliação prestimosa sobre a expectativa dos devotos do Divino para a festa ao Espírito Santo neste 2023. Há saudade, expectativa, alívio e também curiosidade sobre qual será a resposta do público após uma abstinência […]

Por O Diário
13/05/2023 07h36, Atualizado há 37 meses

Veio de uma integrante da Comunidade de São Vicente de Paulo, ancorada na Paróquia de Santo Antonio, no Mogi Moderno, uma avaliação prestimosa sobre a expectativa dos devotos do Divino para a festa ao Espírito Santo neste 2023. Há saudade, expectativa, alívio e também curiosidade sobre qual será a resposta do público após uma abstinência de três anos da programação cultural e popular do evento religioso promovido pela Diocese de Mogi das Cruzes da partir da quinta-feira, 18, até o domingo, 28. “Somente saberemos isso quando a festa começar”, diz  Tereza Helena Silvério Machado, uma das responsáveis pela barraca da fogaça que deverá mobilizar mais de 60 pessoas entre a feitura, transporte e venda do salgado com quatro sabores em uma das barraquinhas da quermesse.

A quermesse e a Entrada dos Palmitos serão os diferenciais da programação porque rompem uma abstinência de três anos. O restante da agenda católica, com a alvorada, que foi retomada no ano passado, e a novena foram cumpridas mesmo nos períodos mais críticos da pandemia da Covid-19, com a presença praticamente dos festeiros e padres.

O cartaz releva a realização do evento da Diocese de Mogi das Cruzes, que pereniza poder de mando na Associação Pró-Festa do Divino, criada por ex-festeiros, no passado, para responder pela parte pesada da manifestação religiosa e folclórica. Apesar de ser da igreja, a Festa do Divino tem apelo popular justamente pelo braço cultural da tradição preservada por Mogi das Cruzes há mais de 400 anos.
Embora a alvorada se notabilize pelo crescimento do interesse das pessoas – católicas, ou não -, pelo cortejo que sai às ruas para acordar a cidade durante 9 dias, a maior parte do público vai mesmo é na quermesse. Em noites mais cheias, avalia o festeiro Josmar da Silva Cassola, até 45 mil pessoas partilham da seleção de shows a pratos típicos e novidades da culinária.

Josmar Cassola Silva já foi festeiro e voltou ao cargo com o compromisso de retomar a quermesse, uma demanda custosa e profissional que movimenta a infraestrutura mais cara para o evento (segurança, iluminação, venda de tíquetes, show, Tarde de Folguedos, e etc.) A O Diário, ele falou que os organizadores acreditam num recorde de público porque o mogiano e os visitantes ficaram muito tempo sem o atrativo. 

Tão na expectativa ele estava, que comentou, entre risos, que se por um desejo divinal a chuva cair nas próximas noites, o grupo se preparou para “esticar” mais alguns dias da quermesse. Depende do clima, a presença ou não do público.

Espera

Para as 30 comunidades, pastorais e entidades da quermesse, como a Apae de Mogi, esse item do programa tem apelo social e financeiro importante. Como o dinheiro arrecadado pelas vendas dos comes e bebes é fatiado entre a Diocese e as entidades – e esses recursos fizeram falta nos últimos três anos, quando eventos sociais que ajudam a compor o caixa da benemerência também foram suspenso nos locais onde atuam.

Nem só por esse aspecto a volta da Festa do Divino é esperada. Teresa Machado conta que durante boa parte da pandemia a comunidade católica São Vicente do Paulo permaneceu fechada, com os fiéis acompanhando as missas online ou – quando a urgência sanitária deixou, na paróquia do Mogi Moderno. “Nós precisamos ficar fechados mas, aos poucos, fomos retornando”, descreve, afirmando que a participação na quermesse é uma oportunidade de reagregar os frequentadores – inclusive, os mais fieis que atuam como voluntários. O caixa apurado servirá para reformas e ações beneficentes na entidade.  Outras comunidades vivem essa mesma situação: estão reconstruindo de laços após três aos de distanciamento.

 

Bandeiras voltam às ruas e encontram novidades

As bandeiras do Divino voltam às ruas a partir desta quinta-feira, quando por volta das 19 horas, deverá ser hasteada a principal flâmula da festa mogiana, em frente à Catedral de Santana. Entre as novidades está o aplicativo da Festa onde é possível conhecer e comprar itens do cardápio da quermesse.

A Entrada dos Palmitos, no penúltimo dia da Festa, promete mais devotos, cavaleiros e carros de boi – a maioria, neste ano, virá de outras cidades. 

Em Mogi das Cruzes, praticamente inexiste o meio de transporte puxado a boi, segundo os organizadores. O afogadão será distribuído após o cortejo, de graça, no Mogilar. Também será realizada a Caminhada Ecológica.

O Museu Histórico Professora Guiomar Pinheiro Franco, no Centro, abre neste sábado (13), a exposição “Professora Amália Thereza Manna de Deus”, que cuidou durante anos da preparação do evento.

 

Entre o novo e o antigo

A Festa do Divino Espírito Santo reedita símbolos conhecidos e centenários como os doces caseiros de abóbora e mamão e o Império instalado na Praça Coronel Almeida, onde rezadeiras deverão se mesclar durante os dias do evento em rezas e cantos em agradecimento ou pedidos.

Novidades foram preparados como o lançamento de um aplicativo, onde o devoto poderá adquirir os tíquetes para a compra dos doces, salgados e outras atrações de um menu que não repetirá pratos – cada uma das 30 barracas venderá algo único – são opções para todos os  gostos, mesmo.

Neste ano, o tema da Festa é “Divino Espírito Santo, fortalecei a Fé e a Uniao nas Famílias”.

Os festeiros são Josmar Cassola Silva

Maria Tereza Pereira Cassola Silva, e os capitães de mastro, Ricardo Medina Alvarez e Maria de Lourdes Pereira da Silva Medina. 

A programação pode ser acompanhada pelas redes sociais da Festa do Divino, considerada um dos maiores eventos popular de Mogi das Cruzes e região. A novena e alvorada serão na Catedral de Santana. A quermesse foi montada no lugar de sempre: o CIP Mauricio Najar, no bairro do Mogilar. 

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