Mogi das Cruzes ganha livro da série ‘A Cidade da Gente’
Balsas (MA), Campo Verde (MT), Cruzeiro do Sul (AC), Não-Me-Toque (RS), Paracatu, Araxá e Congonhas (MG). São José dos Campos, Taubaté, Pindamonhangaba, Suzano (SP) e Pinheiral (RJ). Essas cidades têm em comum terem seus patrimônios materiais, imateriais e ambientais transformados em livros infanto-juvenis pelo projeto ‘A Cidade da Gente”. Agora chegou a vez de Mogi […]
07/07/2021 14h52, Atualizado há 59 meses
Balsas (MA), Campo Verde (MT), Cruzeiro do Sul (AC), Não-Me-Toque (RS), Paracatu, Araxá e Congonhas (MG). São José dos Campos, Taubaté, Pindamonhangaba, Suzano (SP) e Pinheiral (RJ). Essas cidades têm em comum terem seus patrimônios materiais, imateriais e ambientais transformados em livros infanto-juvenis pelo projeto ‘A Cidade da Gente”. Agora chegou a vez de Mogi das Cruzes contar suas histórias em um novo título da coleção.
Lançado neste mês de julho de 2021, produzido a partir de uma colaboração entre os escritores José Santos e Selma Maria e professores e alunos das Escolas Estaduais da cidade, a partir de parceria com a Diretoria Regional de Ensino, a coleção foi idealizada pela Editora Olhares e o livro tem patrocínio de Kimberly Clark com recursos do ProAc.
O projeto ‘A Cidade da Gente’ foi o vencedor do prêmio Retratos da Leitura 2019, promovido pelo Instituto Pró-Livro para reconhecer ações destacadas de incentivo a leitura e escrita em todo o Brasil e está presente nas cinco regiões brasileiras. No processo de produção do livro, os alunos foram incentivados a investigar e dissertar sobre os patrimônios de seus municípios e tornam-se guias literários dos escritores na cidade.
O livro de Mogi conta sobre o centro histórico, a festa do divino, a serra do Itapeti, os imigrantes japoneses e outros patrimônios materiais e imateriais da cidade.
Ao estimular que os alunos da rede pública pesquisem e escrevam sobre a história e o cotidiano de suas cidades, o projeto gera uma oportunidade para aprenderem a partir de situações próximas de sua realidade, com o grande atrativo de se tornarem coautores do livro. Diversas atividades são desenvolvidas pelos escritores com os alunos e professores para gerar os resultados previstos.
Os livros da coleção se tornam importantes referências locais de conhecimento, com linguagem acessível e estimulante, promovendo a perpetuação e a disseminação da história das cidades abordadas e ajudando a ampliar as noções das crianças locais sobre sua identidade e sobre o pertencimento à cidade e à região onde vivem, além de valorizar lugares importantes da memória coletiva local.
Para ampliar os resultados, foram doados 1.700 exemplares do livro para a Diretoria Regional de Ensino da Secretaria Estadual de Educação distribuir na rede pública da cidade, apoiando as atividades didáticas em temas diversos.
“O projeto investe em uma via de mão dupla, com a pesquisa, a leitura e a escrita ajudando as crianças a valorizem seus locais de origem e, ao mesmo tempo, aproveitando esse vínculo geográfico para estimular tais atividades”, considera o escritor José Santos.
Produzidos com recursos do ProAc, da Secretaria de Cultura do Governo Estadual, os livros da coleção têm gestão cultural da Doble Cultura.
Sobre a Olhares
Em um catálogo heterogêneo, os títulos da Olhares têm em comum a proposta de estruturar o conteúdo junto com os autores, o pensamento editorial e de design entrelaçados, a articulação entre textos e imagens para a construção de uma narrativa comum. Trata de temas da cultura brasileira, em especial nos campos da arte, da história, da fotografia, da arquitetura e do design. Além de títulos relevantes nesses segmentos, a editora conquistou prêmios como o Jabuti, o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira e o Retratos da Leitura.