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Ado, o goleiro galã

O goleiro Eduardo Roberto Stinghen, o popular Ado, nascido na cidade de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, no dia 4 de Julho de 1946, era um dos mais promissores goleiros do futebol brasileiro no início da década de 70. Começou sua carreira profissional, defendendo o Londrina em 1964, aos 18 anos de idade. Em 1969, […]

Por O Diário
05/11/2021 07h17, Atualizado há 55 meses

O goleiro Eduardo Roberto Stinghen, o popular Ado, nascido na cidade de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, no dia 4 de Julho de 1946, era um dos mais promissores goleiros do futebol brasileiro no início da década de 70. Começou sua carreira profissional, defendendo o Londrina em 1964, aos 18 anos de idade.

Em 1969, o goleiro despertou o interesse do Corinthians, chegando ao Parque São Jorge para ser o reserva do experiente goleiro Lula da seleção brasileira. No Timão em menos de um mês mostrou o seu valor e assumiu a titularidade, foi a grande revelação do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, considerado como o melhor goleiro do Brasil e sucessor de Gylmar.

No difícil período do jejum, foi mais um daqueles que surgiram como salvadores da pátria da Fiel. No dia 4 de Março de 70, fez sua estréia com na seleção brasileira, no amistoso realizado contra a Argentina no Beira Rio, em Porto Alegre.

O Brasil acabou sendo derrotado por 2×0, mas Ado ali assegurou a sua convocação para a Copa do Mundo do México em 1970, onde foi o reserva imediato de Félix, mesmo com muitos acreditando que ele deveria ser o titular. Conquistou o tri mundial e fazia muito sucesso. Com isso passou a freqüentar as mais badaladas boates e casas noturnas de São Paulo.

O goleiro era visto em locais onde somente pessoas do mais alto escalão freqüentavam. Eram tardes dentro de campo, com atuações dignas dos mais altos aplausos e na mesma noite, badalações dignas dos maiores “playboys” de São Paulo, sempre muito bem acompanhado por mulheres e pelos falsos amigos, que brotavam aos montes.

Ado literalmente abria e fechava as casas noturnas, saía as oito horas da manhã e seguia direto para o treino no Corinthians as nove.Esta situação tornou – se rotineira e, as suas conseqüências, começaram a ser notadas dentro de campo com inúmeras falhas. Ado foi para a reserva e passou a ser esquecido pela seleção. Chegou a ser acusado pelo presidente Wadi Helou de sofrer o gol do ponta – direita Ratinho, da Portuguesa, pelo fato de viver na boêmia. Ado então decidiu mudar radicalmente.

Deixou de lado as badalações e se casou. Passou a dormir cedo e treinava cada vez mais. Após a “regeneração” de Ado, quando parecia que o goleiro enfim retornaria aos bons tempos, acabou sofrendo uma fratura no punho esquerdo, necessitando de cirurgia, o que acabou com a sua carreira no Timão. Em seguida atuou pelo América do Rio de Janeiro, Atlético Mineiro, Portuguesa, Velo Clube, Santos, Ferroviário do Ceará, Fortaleza e Bragantino, onde encerrou sua carreira com 36 anos de idade em 1982.

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