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Nadador Caíque Aimoré conquista mais cinco ouros em mundial

Com o fim das restrições impostas pela pandemia e retorno das competições, o paratleta de Mogi das Cruzes, Caíque Aimoré, não perdeu tempo para aumentar a sua coleção de medalhas – que deve ser uma das maiores de toda a região. Prestes a completar 30 anos nos próximos meses e no auge da carreira na […]

Por O Diário
22/10/2022 07h09, Atualizado há 45 meses

Com o fim das restrições impostas pela pandemia e retorno das competições, o paratleta de Mogi das Cruzes, Caíque Aimoré, não perdeu tempo para aumentar a sua coleção de medalhas – que deve ser uma das maiores de toda a região. Prestes a completar 30 anos nos próximos meses e no auge da carreira na natação, ele acaba de conquistar o pentacampeonato mundial nos 100 metros livre, na 10ª edição do Mundial de Natação para Síndrome de Down, nesta semana, na cidade de Albufeira, em Portugal. 

Mais de 200 atletas de 23 países participaram do campeonato, que é o principal da categoria. O evento internacional aconteceu entre os dias 15 e 23 de outubro, sendo que Caíque encerrou sua participação após competir em oito provas. 

A competição é realizada pela Organização Internacional de Natação para Síndrome Down (DSISO), criada para proporcionar eventos competitivos aos nadadores com Síndrome de Down, e acontece a cada dois anos, desde 2002. 

Além do penta, o nadador de Mogi das Cruzes conquistou cinco ouros nas modalidades 50m e 100m costas, 50m e 100m livre, 50m peito, uma medalha de prata nos 50m borboleta e o primeiro lugar nos 100m medley – modalidade que durante seu percurso engloba os quatro estilos da natação. 

Cabe mais reconhecimento ao paratleta que representa a região mundo afora e soma ao todo 40 medalhas mundiais, sendo 23 ouros. Esse número deve continuar aumentando, já que mais competições nacionais estão na agenda do nadador. Ele também mira participar de torneio internacional com a Seleção Brasileira, em julho do ano que vem. 

Caíque comentou sobre a volta às competições: “Depois do cancelamento do mundial, em 2020, na Turquia, por causa da pandemia, estou muito feliz em voltar a competir, encontrar amigos e adversários de vários países”. 

Os treinos seguem intensos para os próximos desafios. “Até dezembro ainda tenho algumas competições nacionais. Em junho do ano que vem, tem o Global Games Virtus, na França, e espero estar com a seleção. Esta seria minha primeira participação”, detalhou ele.

O esportista conta que participa de competições desde criança. “Aos 15 anos, conquistei o 3° lugar de melhor atleta do ano na Liga do Alto Tietê, entre os regulares (sem deficiência). Com 16, comecei no paralímpico e, com 19, fui para o primeiro mundial”. 

Ele não parou por aí, já que nesta semana participou de seu décimo mundial. 

O mogiano começou a nadar na infância, por diversão e questões de saúde. Na adolescência, foi diagnosticado com Síndrome de Down, alteração genética que atinge atualmente mais de 300 mil brasileiros.

Descrita pela primeira vez pelo médico inglês John Langdon Down, em 1866, a Síndrome de Down consiste numa alteração cromossômica, na qual em vez de dois, existem três cromossomos 21.

 

Dedicação

Caíque acredita que vive seu auge esportivo. Para ele, “o sucesso é consequência de muito treino, alimentação saudável, dedicação da família e vontade de vencer”. 

A história do paratleta lembra uma pendência de Mogi das Cruzes, que avançou no paradesporto nas últimas décadas, se tornando uma capital brasileira da modalidade, mas que não conta com uma piscina pública para treinos. Isso faz com que atletas da cidade recorram a piscinas de Suzano, por exemplo. 

“A falta de uma piscina municipal para treino faz com que muitos atletas desistam da carreira de nadador. Alguns saem da cidade em busca de oportunidade para seguir no esporte, outros abandonam o sonho. O crescimento da natação paradesportiva de Mogi só será possível se houver investimento dos órgãos públicos”, finaliza.

A cidade de Mogi das Cruzes é uma referência na revelação de paratletas. O município participa ativamente das competições deste nível desde o ano de 2008 e tem se destacado na conquista de medalhas em todos os torneios em que concorreu. 

No final do mês passado, reuniu 300 participantes na 1ª Paralimpíada Mogi, no Parque da Cidade.

A cidade conta com equipamentos importantes, como o Centro de Paradesporto Professor Cid Torquato. 

Válida é a sugestão de Caíque para uma piscina, que poderia ampliar ainda mais os horizontes e conquistas vistas até aqui.

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