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Pelé, o rei do futebol, morre aos 82 anos nesta quinta-feira (29)

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, conhecido mundialmente como o Rei do Futebol, morreu às15h56 desta quinta-feira (29), em decorrência de complicações de um câncer no cólon, que vinha tratando nos últimos anos. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde o último dia 29 de novembro. LEIA TAMBÉM: São Paulo decreta luto […]

Por O Diário
23/12/2022 13h59, Atualizado há 43 meses

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, conhecido mundialmente como o Rei do Futebol, morreu às15h56 desta quinta-feira (29), em decorrência de complicações de um câncer no cólon, que vinha tratando nos últimos anos. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde o último dia 29 de novembro.

LEIA TAMBÉM: São Paulo decreta luto oficial de sete dias pelo falecimento do Rei Pelé

Pelé nasceu na cidade mineira de Três Corações e completou 82 anos no último dia 23 de outubro. Conhecido como Pelé, o atacante é considerado como um dos maiores atletas de todos os tempos. Foi um dos maiores goleadores do futebol e tricampeão pela Seleção Brasileira em Copas do Mundo.

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Ele vinha enfrentando o agravamento do estado de saúde devido a ao câncer e estava internado no Hospital Hospital Albert Eisntein, em São Paulo, desde o dia 29 de novembro passado.  Ele tratava de um tumor no colon.

Com um dos maiores currículos do mundo do futebol, em 2000, foi eleito Jogador do Século pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS) e foi um dos dois vencedores conjuntos do prêmio Melhor Jogador do Século da FIFA.

Nesse mesmo ano, Pelé foi eleito Atleta do Século pelo Comitê Olímpico Internacional. De acordo com a IFFHS, Pelé é o segundo maior goleador da história do futebol em jogos oficiais – ele marcou  765 gols em 812 partidas, e no total 1283 gols em 1363 jogos que incluem amistosos não oficiais, um recorde mundial do Guinness. Durante sua carreira, chegou a ser durante um período o atleta mais bem pago do mundo.

Pelé começou a jogar pelo Santos Futebol Clube aos quinze anos e pela Seleção Brasileira de Futebol aos dezesseis. Durante sua carreira na seleção, ganhou três Copas do Mundo da FIFA: 1958, 1962 e 1970, sendo o único a fazê-lo como jogador.

Na seleção brasileira, ele fez 77 gols em 92 jogos. Em clubes, ele é o maior artilheiro da história do Santos, tendo levado o time a  conquistas, como duas Copas Libertadores da América e dois Mundiais Interclubes, vencidos em 1962 e 1963.

Conhecido por conectar a frase “jogo bonito” ao futebol, a “ação eletrizante e a propensão a objetivos espetaculares” de Pelé fizeram dele uma estrela rapidamente, e sua equipe fez turnês internacionais, a fim de aproveitar ao máximo sua popularidade.

Desde que se aposentou em 1977, é embaixador mundial do futebol e fez muitos trabalhos de atuação e comerciais. Em janeiro de 1995 foi nomeado ministro do esporte no governo Fernando Henrique Cardoso. 

Com média de quase um gol por partida ao longo de sua carreira, Pelé era especialista em chutar a bola com qualquer um dos pés, além de antecipar os movimentos de seus oponentes em campo.

ERa atacante, mas também fazia assistências com sua visão e habilidade de passe.

No Brasil, é aclamado como herói nacional por suas realizações no futebol.

Edson Arantes do Nascimento pe filho do jogador João Ramos do Nascimento, mais conhecido como Dondinho, e Celeste Arantes.

É o mais velho de dois irmãos.

Pelé recebeu seu primeiro nome em homenagem ao inventor estadunidense Thomas Edison, de quem Dondinho era fã.

Na família, o apelido dele era “Dico”. O nome que percorreu o mundo, “Pelé”, foi lançado quando ele ia à escola por conta da forma que pronunciava o nome de seu jogador favorito, o goleiro Bilé do Vasco da Gama de São Lourenço, time inspirado no homônimo carioca.

Por várias vezes, ele disse que não gostava do apelido, e chegou a brigar com o colega de sala que inicialmente lhe deu o apelido.

Como o nome é derivado de Bilé, ele significa “milagre” em hebreu (פֶּ֫לֶא), a palavra não tem nenhum significado em português.

Nas redes sociais

Desde as primeiras informações sobre o agravamento da doença de Pelé, ele tem recebido diversas homenagens. Na Copa do Mundo, no Catar, jogadores da seleção brasileira e de outras equipes também o homenageraram e desejaram recuperação.

Na desclassificação da Copa do Mundo, pelas redes sociais, um texto de Pelé disse que, entre outras coisas, que a vida é oportunidade: na vitória, a celebração, e na derrota, o aprendizado.

Veja o texto na íntegra:

“A vida é oportunidade. O que fazemos com ela cabe a cada um de nós. Acertamos e erramos. Na vitória, recebemos a celebração. Na derrota, o aprendizado. A vida sempre é generosa e oferece novos recomeços. A cada dia que passa, iniciamos um novo caminho. E neste ciclo, alimentamos sonhos que nunca morrem, independente dos tropeços da jornada.

Isso serve para todo mundo, mas quando o seu sonho é ser jogador de futebol, as oportunidades são muito mais raras e os sonhos muito mais longínquos. Já os tropeços não são mais doloridos que o da vida de ninguém. Porém, são julgados por muito mais pessoas, não acha? E, para ser justo, as vitórias são muito mais celebradas também.

Apesar da dor que estamos sentindo com a nossa eliminação na Copa do Mundo, eu peço aos brasileiros que se lembrem do que nos trouxe até as cinco primeiras estrelas que temos no peito. É o amor que nos move.

Eu não sei o que nos faz sermos tão loucos por futebol. Se é o amor pela união de amizades verdadeiras em torno do esporte, pelo grito do gol ou por esquecer de todos os problemas que enfrentamos, mesmo que seja por apenas 90 minutos. Talvez o amor pelo combate à pobreza, à fome e às drogas, que o futebol assume em tantas comunidades que formam um país tão imenso. São muitas as virtudes do esporte mais bonito. Ainda mais aqui no Brasil.

Não importa o motivo. O que importa é que essa torcida nos uniu, em um momento que precisávamos tanto de união. E meu sonho é que este sentimento entre nós e pelo nosso país não seja apenas passageiro. Este objetivo pode parecer impossível. Porém, quando eu era garoto, eu tive outro sonho que também parecia: vencer a Copa do Mundo para o meu pai.

Falando em sonhos, não pensem que os sonhos dos nossos atletas acabaram. Eu sei que eles ainda sonham com a sexta estrela, assim como eu sonhava quando era um menino. A nossa conquista foi apenas adiada.

Aos meus amigos atletas e comissão técnica da Seleção, eu deixo a minha admiração, solidariedade e amor. A todos os brasileiros, eu desejo que a união e o amor que nos une no esporte transcenda para a vida inteira. O sonho é de todos nós. Amor, amor e amor”

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