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A rodoviária do futuro: veja planos que vão transformar o Mogilar; conheça o projeto

O setor jurídico da Prefeitura de Mogi das Cruzes irá contestar, na Justiça, as acusações de irregularidades e ilegalidades denunciadas pelo advogado mogiano Marcos Soares, que provocaram a suspensão das obras de instalação de duas lojas na área próxima ao Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, no bairro do Mogilar. As lojas foram contratadas pela empresa Atlântica […]

Por O Diário
01/04/2023 07h51, Atualizado há 40 meses

O setor jurídico da Prefeitura de Mogi das Cruzes irá contestar, na Justiça, as acusações de irregularidades e ilegalidades denunciadas pelo advogado mogiano Marcos Soares, que provocaram a suspensão das obras de instalação de duas lojas na área próxima ao Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, no bairro do Mogilar. As lojas foram contratadas pela empresa Atlântica Construções, Comércio e Serviço, atual concessionária da estação rodoviária, e, caso venham a ser instaladas deverão bancar as alterações previstas na rotatória da praça Kazuo Kimura, a conhecida “rotatória do Habib’s”, para melhorar as condições do trânsito naquela região da cidade.

O aluguel do espaço para as duas lojas, cujo prazo de duração termina juntamente com a concessão oferecida pela Prefeitura de Mogi, por um período de 20 anos, vai colaborar também para as obras de reforma e manutenção do Terminal, já que é reduzido o movimento de empresas que operam naquele ponto.

A liminar concedida pelo juiz da Vara da Fazenda de Mogi, Bruno Miano, na ação popular movida por Marcos Soares, fez com que as obras junto ao Terminal Geraldo Scavone fossem paralisadas, até que a Justiça julgue as justificativas da Prefeitura para permitir a implantação das lojas, que o denunciante considera como uma “violação aos princípios administrativos no edital que autoriza a construção e o funcionamento de prédios comerciais no local, como a instalação de loja de materiais de construção e demais operações de varejo, previstas para serem instaladas no local, já que o contrato inicial não previa exploração comercial em área externa do terminal”.

O procurador-geral da Prefeitura, Fábio Nakano, e a secretária de Assuntos Jurídicos, Renata Hauenstein, irão contestar tais argumentos junto ao juiz Bruno Miano.

“Estamos confiantes em uma solução positiva, já que todo o processo de concessão do Terminal foi cercado de cuidados legais”, afirma a consultora municipal de Mobilidade Urbana, Cristiane Ayres, que demonstra preocupação com a paralisação das obras para que a ação popular possa ser discutida na Justiça. “Minha preocupação é com as empresas que podem desistir de vir para Mogi, em razão desse atraso”, diz a consultora, que vem mantendo contatos permanentes com as lojas para mantê-las informadas sobre prazos e o andamento da questão.

“Nós estamos cumprindo tudo que é determinado pelo juiz. E estamos confiantes que, apresentadas as devidas informações, seremos autorizados a dar prosseguimento ao projeto, que é fundamental para o trânsito daquela região da cidade, marcado por constantes congestionamentos”, afirma Cristiane Ayres.

VEJA TAMBÉM: Prefeitura anuncia instalação de lojas na área do Terminal Rodoviário de Mogi.

Planos
O desenho acima, com uma imagem estilizada produzida por este jornal, com base em informações da Prefeitura de Mogi, ajuda a entender como deverão ficar as obras junto ao Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, no bairro do Mogilar, caso a Justiça libere as obras de reformas na estrutura do prédio atual da rodoviária e a instalação das duas novas lojas, na área administrada pela concessionária Atlântica Construções, Comércio e Serviço.

As novidades fazem parte do projeto urbanístico que prevê mais conforto para os usuários dos ônibus, além de mudanças na “rotatória do Habib’s” para melhorar as condições do trânsito na região.

Todas essas obras serão custeadas pela Atlântica, como contrapartida pela concessão pra exploração do terminal pelo prazo de duas décadas.

Por exigência da Prefeitura, o prédio da estação rodoviária terá de ganhar protagonismo em relação às obras das lojas, ainda em fase de projeto. 

Para isso está prevista a projeção da atual fachada em direção à avenida Francisco Rodrigues Filho, criando um grande espaço coberto, que servirá para embarque e desembarque de passageiros, longe do sol e chuva, ao contrário do que ocorre atualmente, além de abrigo para os táxis que fazem ponto permanente naquele local.

A área livre sob a cobertura vai permitir a passagem de carros e terá sinalização especial para o tráfego de pedestres, que terá prioridade, na chegada e saída da rodoviária.

À frente, nessa projeção coberta, com destaque, estará a denominação “Terminal Rodoviário Geraldo Scavone”, próximo do logotipo da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes, numa espécie de totem. Tudo facilmente identificável por quem estiver circulando nas proximidades. 
“Um pouco mais adiante dessa nova fachada ainda haverá espaço para um pequeno estacionamento de veículos em fila única e replantio de árvores, como compensação ambiental pelo corte e retirada de vegetação existente no terreno”, informou a consultora municipal de Mobilidade Urbana, Cristiane Ayres, em entrevista concedida antes da interrupção das obras por decisão judicial.

Obras e lojas
Para entender melhor como deverá ser usado o espaço interno do Terminal, o leitor deve olhar o desenho, como se estivesse em frente à rodoviária e de costas para a avenida Francisco Rodrigues Filho.
Em destaque, ele verá a projeção da fachada da rodoviária.  E olhando um pouco mais para a esquerda, divisará a fachada da Joli Material de Construção, que deverá ocupar o espaço onde havia os antigos pontos de ônibus de linhas urbanas e rurais da cidade, cujas estruturas foram retiradas para dar lugar aos 3.957 m² de área construída da loja, que deverá gerar emprego para 100 pessoas.

Por exigência da Prefeitura, a parte frontal da Joli deverá ser ornamentada com imagens presentes ou passadas de Mogi das Cruzes, para uma maior identificação com a cidade.

Ainda do lado esquerdo do Terminal, mais ao fundo da Joli, ficará a sede da Cobasi, um petcenter nacionalmente conhecido, cuja loja, com mais de um pavimento, deverá ocupar uma área de 859 m², onde serão gerados 40 empregos diretos. 

A fachada da Cobasi poderá ficar de frente para a avenida Manoel Bezerra de Lima Filho, mas isso somente será confirmado quando as duas lojas apresentarem seus respectivos projetos à cidade, em data ainda não estabelecida.

O que já se sabe é que ambas deverão ser construídas com estruturas pré-moldadas, que permitem muita rapidez na montagem final das edificações.

“O certo é que as construções das duas lojas e a ampliação do Terminal deverão ser feitas em oito meses, a contar de março último, quando foi assinado o acordo entre a Atlântica e a Prefeitura de Mogi. As duas lojas estarão vinculadas à concessionária e não ao município, por ocuparem o espaço do Terminal Geraldo Scavone, sob responsabilidade da operadora”, afirmou a consultora Cristiane Ayres.

Olhando à direita

Mas ainda imaginando como ficará a área da futura rodoviária, a partir do desenho do jornal, ao observar o lado direito da estação, o leitor irá encontrar o atual estacionamento permanente de veículos, com capacidade para 88 vagas, que deverá passar por uma ampla reformulação interna para oferecer maior conforto e segurança às pessoas que deixarem seus carros naquele espaço.

Ainda não está definida, mas o projeto de reforma da rodoviária deve incluir uma ligação direta e coberta com a Estação Estudantes, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), evitando que os passageiros permaneçam ao relento quando precisarem passar de um terminal para outro. Em dias de chuva, essa transposição se torna um sério problema para quem acaba ficando com as roupas molhadas ao subir ou descer as escadas que interligam os pontos dos ônibus e dos trens.

Os dois acessos laterais, também à direita do terminal, continuarão sendo usados, assim como o espaço dos fundos do imóvel, onde estão as baias usadas pelos ônibus para embarque e desembarque de passageiros.

A área interna da rodoviária, onde estão os guichês para vendas de passagens e serviços, como sanitários, lanchonete e pequenas lojas, não deverão sofrer grandes alterações, além do aumento nas condições de conforto para os usuários que aguardam para embarcar, ou esperam a chegada de algum passageiro. 

VEJA AINDA: O início da retirada de árvores movimentou setores de proteção ambiental de Mogi das Cruzes.

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