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Abertura da CEI Fura Fila na Câmara de Mogi depende de duas assinaturas

A instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar as suspeitas de fura fila da vacina na Secretaria Municipal de Saúde de Mogi das Cruzes movimenta os bastidores do Legislativo mogiano. Os vereadores que defendem a investigação continuam empenhados na busca das duas assinaturas que ainda faltam para iniciar os trabalhos. A Prefeitura […]

Por O Diário
30/04/2021 19h15, Atualizado há 63 meses

A instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar as suspeitas de fura fila da vacina na Secretaria Municipal de Saúde de Mogi das Cruzes movimenta os bastidores do Legislativo mogiano. Os vereadores que defendem a investigação continuam empenhados na busca das duas assinaturas que ainda faltam para iniciar os trabalhos. A Prefeitura quer evitar o desgaste e alega que a aplicação das doses nos servidores, denunciados pelo Ministério Público por considerar a imunização antes do prazo, foi feita com base em uma normativa do governo. No entanto, a pasta estadual de Saúde não confirma a autorização.   

No Legislativo, os vereadores que estão tentando viabilizar a CEI – Iduigues Marrtins (PT) e Inês Paz (PSOL), já conseguiram seis assinaturas. Além dos dois autores, o requerimento que autoriza a CEI, também foi assinado por Carlos Lucareski (PV), Edson Santos (PSD), José Luiz Furtado (PSDB) e Marcelo Porfírio da Silva (PSDB), o Marcelo do Sacolão.

“Continuamos empenhados e confiantes que vamos conseguir as duas assinaturas que faltam para a CEI”, relata Iduigues, que tenta convencer os colegas sobre a importância de a Casa realizar as investigações para entender o que aconteceu de fato, esclarecer as dúvidas e dar uma satisfação para a sociedade. “Isso iria beneficiar os próprios funcionários, que se dizem injustiçados”, diz Iduigues.

O vereador observa que o prefeito Caio Cunha, eleito defendendo a bandeira da transparência, “deveria ser o primeiro a querer esclarecer os fatos” para mostrar se houve ou não culpados nas denúncias feitas pelo MP, que pediu a exoneração do então secretário de Saúde, Henrique Naufel.  Ele disse também que votou contra os pedidos de abertura de cassação de mandato contra o prefeito, por entender que é necessário investigar antes, por meio de uma Comissão Especial. “Cunha era um dos principais defensores de abertura de CEI para investigar denúncias contra a Prefeitura quando era vereador nesta Casa”, ressaltou. 

A Promotoria solicitou abertura de inquérito policial para investigar o caso. O MP alega que Naufel não deveria ter autorizado a vacinação de todos os servidores, e nem ter sido um dos primeiros a receber a dose, quando a vacina chegou em Mogi, no dia de 20 de janeiro, destinada inicialmente aos profissionais da linha de frente no atendimento de pacientes com a Covi-19 em Mogi. . 

Inês Paz também está empenhada em reunir as duas assinaturas que faltam. Para isso, conta também com a pressão popular. A parlamentar levou a discussão para as duas redes sociais. Ela divulgou os endereços eletrônicos de todos os vereadores para que as pessoas convençam os vereadores a votar favorável à CEI.

O líder do governo na Câmara, vereador Marcos Furlan (DEM), segue na linha oposta. Ele defende a instalação de uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) para apurar o caso. “Seria mais sensato neste momento entende o que aconteceu antes de tomar a decisão de abrir uma CEI neste momento em que a Prefeitura e todos os servidores de saúde estão envolvidos no combate à pandemia”, reforçou Furlan. O trabalho, segundo ele, poderia ser feito pela própria Comissão de Saúde da Câmara.

A secretaria adjunta as Saúde, Andreia Godoi, e representante do Jurídico da Prefeitura, Dalciane Felizardo, estiveram reunidas com os vereadores para explicar que os funcionários estão sendo criticados e injustiçados, porque, segundo elas, a vacinação do pessoal de apoio autorizada por uma normativa.  O presidente da Comissão de Saúde, vereador Francimário Vieira Macedo (PL), o Farofa, explica que antes de qualquer decisão, vai analisar os documentos citados.

Em nota, o Governo do Estado, nega que tenha autorizado imunização de todo o pessoal de apoio da Saúde, vacinados em 5 de fevereiro, segundo a Prefeitura.

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