Alunos relatam casos de Covid-19 em universidade
Alunos de cursos da área da Saúde da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), que tiveram as aulas presenciais suspensas na semana passada, relatam casos de Covid-19 nas turmas e falta de adoção de protocolos sanitários para a prevenção à contaminação pelo novo coronavírus na instituição de ensino superior. Segundo uma aluna do curso de […]
28/09/2021 18h15, Atualizado há 59 meses
Alunos de cursos da área da Saúde da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), que tiveram as aulas presenciais suspensas na semana passada, relatam casos de Covid-19 nas turmas e falta de adoção de protocolos sanitários para a prevenção à contaminação pelo novo coronavírus na instituição de ensino superior.
Segundo uma aluna do curso de Farmácia, que pediu para não ser identificada, há confirmações de estudantes com a Covid-19 em várias turmas que retomaram as aulas presenciais no último dia 9 de agosto. “Na sala do sexto semestre de Farmácia são três casos em menos de 1 mês e a universidade já havia suspendido as aulas por 14 dias, por este motivo, anteriormente. Voltamos, apareceram mais casos e as aulas no campus foram suspensas de novo agora. Há contaminações também na turma de Nutrição e Biomedicina. Essa suspensão, na semana passada, não foi por prevenção, como a UMC explicou, mas sim por causa dos casos de Covid”, conta ela, que repassou à reportagem as mensagens recebidas da coordenação do curso, em 30 de agosto, e do Núcleo de Apoio Administrativo da UMC, em 20 de setembro, comunicando a suspensão das aulas devido a casos de Covid na turma.
A aluna também reclama que falta higienização nas salas de aula e laboratórios de atividades práticas. “Não há limpeza quando uma turma sai e entra outra. Nem papel higiênico tem nos banheiros, que vivem sujos. Deveriam continuar com as aulas remotas, como os demais cursos, porque este vai e volta prejudica muita gente. Temos família e, como não há distanciamento entre as carteiras nas salas, as práticas de laboratório são feitas com cinco a seis alunos por bancada, que também não é higienizada, e existe aglomeração, inclusive no centro de convivência, corremos o risco de levar a doença para casa”, alerta, destacando que a universidade também não faz a verificação se os alunos estão ou não imunizados contra a doença.
Outro estudante de curso da área da Saúde da UMC, que também terá sua identidade preservada, confirma que não há distanciamento de 1 metro, conforme exigido, entre uma carteira e outra na sala de aula. “Todos os lugares são ocupados, como antes. Não há fileiras livres. E como a turma voltou 100%, a aglomeração ocorre em todos os momentos”, lamenta.
A Divisão de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Mogi das Cruzes realizou vistoria na UMC no último dia 2 de setembro e, na ocasião, orientou sobre protocolos e melhorias que precisavam ser adotadas para prevenção da Covid-19. “Não houve suspensão das atividades por parte das autoridades sanitárias durante a vistoria e, até o momento, não houve notificação de casos pela instituição”, trouxe nota enviada pela Vigilância a O Diário na tarde desta terça-feira (28).
Procurada pela reportagem, a UMC disse que reafirma seu compromisso e responsabilidade com a segurança e saúde de seus alunos, corpo docente e colaboradores, respeitando e adotando todos os protocolos sanitários exigidos.
“Desta forma e como já anunciado, a UMC reitera que a transferência das aulas presenciais para remotas, pelo período de 14 dias ocorre, única e exclusivamente, como medida preventiva, para os cursos da Saúde. Em todo Campus UMC estão disponibilizados álcool gel, sinalização de distanciamento inclusive nas salas de aula e laboratórios, além da higienização constante”, explicou a instituição de ensino em nota encaminhada ao jornal nesta terça-feira (28).
Outras unidades de ensino da cidade suspenderam aulas presenciais após a confirmação de casos de Covid-19, como ocorreu em duas salas de aula da Escola Municipal Carlos Alberto Lopes, no Mogilar, depois que três alunos testaram positivo para o novo coronavírus, na semana passada, além de uma auxiliar de classe. No entanto, a orientação foi enviada à unidade apenas na sexta-feira (24) e as aulas foram suspensas nesta segunda-feira (27).
Casos positivos de Covid-19 fizeram com que a Prefeitura de Mogi, por meio do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, determinasse a suspensão das aulas presenciais na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, em Braz Cubas. No local, após vistoria no último dia 17, as autoridades sanitárias identificaram “problemas estruturais que impedem a correta higienização da unidade na prevenção e combate à pandemia”.