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Bebê de 1 ano é segunda vítima fatal de meningite em Mogi este ano

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Mgi das Cruzes confirmou, nesta terça-feira (4), a morte de um bebê, de 1 ano de idade, do sexo masculino, por meningite pneumocócica, ocorrido no último dia 22 de junho. Este é o segundo óbito causado por este tipo da doença na cidade este ano. Apenas […]

4 de julho de 2023

Reportagem de: O Diário

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Mgi das Cruzes confirmou, nesta terça-feira (4), a morte de um bebê, de 1 ano de idade, do sexo masculino, por meningite pneumocócica, ocorrido no último dia 22 de junho. Este é o segundo óbito causado por este tipo da doença na cidade este ano. Apenas nos primeiros quatro meses de 2023, foram notificados 12 casos da enfermidade no município.

A Secretaria Municipal de Saúde enviou nota, após pedido de informações de O Diário, explicando que a criança deu entrada no Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, em Braz Cubas, no último dia 16 de junho, onde passou por avaliação do neurologista. 

“Devido ao caso, foi solicitada transferência para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica ao SIRESP (sistema Cross). A transferência para Hospital Luzia de Pinho Melo aconteceu no dia 18/6”, trouxe a nota, finalizando que a pasta “lamenta profundamente o ocorrido”. 

O primeiro caso de óbito provocado, também por meningite do tipo pneumocócica, neste ano, em Mogi, aconteceu entre março e abril, segundo a pasta. A secretaria também informou que, de janeiro a abril de 2023, foram confirmados 12 casos da doença, sendo 1 do tipo meningocócica, 1 não especificada, 7 virais e 3 por pneumococo.

A meningite pneumocócia, que levou às duas mortes na cidade este ano, é o segundo tipo da doença mais frequente no Brasil, fruto da infecção pelo Streptococcus pneumoniae (ou pneumococo), o mesmo agente que causa pneumonia. Acontece quando a bactéria, alojada primeiramente na nasofaringe, é transportada pela corrente sanguínea e “invade” as meninges – membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal -, gerando inflamação.

A enfermidade costuma levar à hospitalização e está associada à alta letalidade (30%). Os sintomas iniciais febre alta, dor de cabeça, importante queda do estado geral, náusea, vômito e aumento da sensibilidade à luz (fotofobia). Há, no entanto, alguns sinais que fortalecem a suspeita de que o quadro é de meningite pneumocócica: rigidez do pescoço e da nuca – que podem não estar presentes, sobretudo em lactentes – e petéquias (manchas marrom-arroxeadas provenientes de pequenos sangramentos dos vasos da pele).

A principal forma de evitar a meningite pneumocócica é a vacinação, indicada na rotina para crianças já no primeiro ano de vida. No calendário de rotina, a dose é liberada para crianças aos três e cinco meses, com reforço ao completar um ano de idade, e também para adolescentes de 11 a 12 anos (imunizante ACWY). 

A dose está disponível nos postos de saúde, de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas, e os interessados devem apresentar a caderneta de vacinação de rotina (se tiver) e documentos pessoais. 

 

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