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Bolsonaro almoça em São Paulo com Valdemar e André do Prado

Como parte de uma estratégia de reação ao julgamento que acontece no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Jair Bolsonaro (PL) vem se reunindo com representantes de seu partido em todo o País. De pois de visitar o Rio Grande do Sul, o ex-presidente  viajou para São Paulo, onde almoçou, neste domingo (25), com o […]

25 de junho de 2023

Reportagem de: O Diário

Como parte de uma estratégia de reação ao julgamento que acontece no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Jair Bolsonaro (PL) vem se reunindo com representantes de seu partido em todo o País.

De pois de visitar o Rio Grande do Sul, o ex-presidente  viajou para São Paulo, onde almoçou, neste domingo (25), com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e com o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado estadual André do Prado (PL), além do presidente estadual, Tadeu Candelária e do deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP).

Segundo Valdemar postou em sua rede social, o almoço foi de “diálogo político”.

“Seguimos juntos debatendo o melhor para o País e o fortalecimento do nosso partido”, disse o presidente do PL.

O encontro serviu também como preparação para o encontro desta segunda-feira (26), entre o ex-presidente Bolsonaro e os deputados da bancada liberal na Alesp e Câmara. Deverão estar presentes os 19 deputados estaduais do PL (de um total de 94) e os 17 deputados federais do partido (de um total de 70 que representam o Estado).

A reunião acontecerá na semana em que deve ter continuidade o julgamento do TSE que pode levar o ex-presidente à inelegibilidade. O julgamento começou na última quinta-feira (15), com as oitivas da defesa e acusação de Bolsonaro no rumoroso caso da reunião com embaixadores de diversos países, ocorrido em julho do ano passado, em Brasília. Na época, ainda no cargo de presidente, Bolsonaro questionou a segurança das urnas eleitorais e deixou evidentes sinais de um golpe que acabou não acontecendo. . Na terça-feira (27), o relator do caso, ministro Benedito Gonçalves, lerá o seu voto.

A ação que pede a declaração de inelegibilidade de Bolsonaro e seu ex-vice, general Braga Netto, foi movida pelo PDT, sob alegação  de prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, durante reunião do presidente Jair Bolsonaro com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada, em 18 de julho de 2022.

O PDT alega que a reunião de Bolsonaro com os embaixadores foi transmitida, ao vivo, pela TV Brasil e redes sociais YouTube, Instagram e Facebook, que mantiveram o conteúdo na internet para posterior visualização.

O partido também assegura que teria havido violação ao princípio da isonomia entre as eventuais candidaturas a presidente. Isso, segundo a denúncia, configuraria “abuso do poder político o fato de a reunião ter ocorrido na residência oficial da Presidência da República e ter sido organizada por meios oficiais do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores.

Na opinião de especialistas, são grandes as chances de Bolsonaro vir a se tornar inelegível, o que poderia afastá-lo da corrida sucessória de 2026, quando o bolsonarismo espera dar o troco em Lula da Silva e no PT, pela derrota nas eleições do ano passado.

Por isso mesmo, o PL, atual partido do presidente, vem promovendo uma série de ações para tentar impedir o pior para seu mais famoso integrante. Junto com as reuniões em diferentes estados, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, vem concedendo uma série de entrevistas, onde defende Bolsonaro, alegando que a denúncia do PDT não seria motivo suficiente para tornar inelegível um ex-presidente da República.

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