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Caio Cunha quer que Podemos apoie o tucano Rodrigo Garcia para governador

Após liderar um documento assinado por mais quatro prefeitos do partido pedindo a expulsão do deputado Arthur do Val, o Mamãe Falei, dos quadros do Podemos, o prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha, passou a defender o apoio da agremiação ao vice-governador Rodrigo Garcia, candidato candidato do PSDB ao governo do Estado de São […]

Por O Diário
09/03/2022 07h23, Atualizado há 53 meses

Após liderar um documento assinado por mais quatro prefeitos do partido pedindo a expulsão do deputado Arthur do Val, o Mamãe Falei, dos quadros do Podemos, o prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha, passou a defender o apoio da agremiação ao vice-governador Rodrigo Garcia, candidato candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo.
O mogiano integra um grupo de 20 prefeitos do Podemos no Estado, que também se uniram para pressionar a presidente nacional da legenda, a deputada federal Renata Abreu, a dar apoio a Garcia.
“Prefiro que o partido não lance candidato. Estamos em cima da hora, e uma candidatura ao governo é algo sério e relevante”, disse Caio Cunha à Agência O Globo. “Acredito que Rodrigo Garcia é o melhor nome” para o governo de São Paulo, afirmou ele a esta coluna, nesta terça-feira (8), pela manhã.
E explicou:
“Vencida a barreira do pedágio, na qual ele (Rodrigo Garcia) teve uma participação significativa para a derrubada da proposta, me sinto em paz e seguro para apoiá-lo”, concluiu o prefeito mogiano.
O abandono da ideia de lançar candidato a governador de São Paulo para dar apoio a Rodrigo Garcia, no entanto, enfrenta dois obstáculos nada fáceis de serem vencidos internamente no partido.
O primeiro  diz respeito ao presidenciável  Sérgio Moro, que não pode ficar sem o palanque de um candidato a governador no principal estado brasileiro. 
E a menos que ocorra  uma aproximação entre Moro e Doria – já que ambos estão estacionados nas pesquisas -, o Podemos pode acabar vivendo uma situação surreal em São Paulo: apoiar Moro para presidente e  o candidato de Doria para governador do Estado. Algo impensável para muita gente do próprio partido.
No entanto o prefeito Caio Cunha parece ser, neste caso, adepto de uma teoria bem simples:
“Prefeitos, vereadores e deputados do partido podem ser o palanque de Moro no Estado”, disse ele.
Mas além da questão envolvendo o presidenciável Sérgio Moro, há ainda um outro complicador no partido, que atende pelo nome de Movimento Brasil Livre (MBL) que se mudou para o Podemos e ofereceu Arthur do Val para ser o candidato ao governo paulista.
O MBL insiste para que o Podemos lance candidato próprio para o governo paulista nestas eleições. 
O deputado Kim Kataguiri, um dos expoentes do MBL, já disse ter ouvido da presidente Renata Abreu “que o nosso acordo de ter uma candidatura do MBL está mantido” .
E até cita  o vereador de São Paulo, Rubinho Nunes, e o ex-secretário de Turismo do Rio, Cristiano Beraldo, como prováveis candidatos a serem lançados.
A confusão está instalada no partido. 
Renata Abreu diz que vai discutir o assunto internamente e que o partido tem bons nomes para a disputa do governo de São Paulo. 
Mas os prefeitos não querem nem ouvir falar sobre isso. E já ameaçam até  deixar o Podemos se o apoio a Garcia for preterido.
A temperatura está subindo e se aproximando rapidamente da fervura. 
Por isso mesmo será bom ficar atento às cenas dos próximos capítulos que prometem muitas emoções…

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